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Venham mais cinco!!! A Gentalha fijo anos

Gentalha do Pichel – A jornada do sábado foi de celebraçom para as sócias e amigas da Gentalha. Um 31 de Janeiro de há 5 anos a nossa associaçom ficava formalmente constituída numha assembleia celebrada no Museu do Povo Galego.

A noite começou com a bem-vinda às pessoas convidadas e a apresentaçom dos produtos culinários que elaborou a cooperativa AMORODO para a ocasiom. A isto seguiu-se a ceia e o discurso do conselho geral da Gentalha do Pichel. MÍNI E MERO rematárom a celebraçom num concerto que ninguém de nós vai poder esquecer facilmente.

A organizaçom da ceia-concerto foi MUITO precipitada, e nom conseguimos fazer chegar os convites a todas as pessoas (nalguns casos indispensáveis) que mereciam e deviam estar ali. As nossas mais sinceras desculpas a todas.

 

 

Durante os acontecimentos a sala de actos estivo presidida pola nossa bandeira nacional, umha faixa comemorativa e vários cartazes(um por comissom de trabalho) onde se dava conta das actividades das nossas comissons. Podedes ver aqui os textos:

Comissom de cultura tradicional e novas criaçons

A Comissom de cultura tradicional e novas criaçons da Gentalha do Pichel tem dous objectivos fundamentais:

-A primeira, conservar e recuperar as nossas tradiçons culturais (celebraçons, música, baile, danças…)

-A segunda, difundir e promocionar iniciativas culturais actuais criadas na Galiza e em galego.
Do nosso trabalho podemos destacar a organizaçom de eventos lúdico-festivos, como as celebraçons tradicionais próprias da Galiza em geral e particulares de Compostela. Assim, datas como o Magusto, o Entruido e a Cacharela de Sam Joám som compromissos fixos no nosso calendário.

Um outro aspecto que trabalhamos na Comissom de Cultura é a difusom dos projectos culturais que decorrem na Galiza actualmente. Pretendemos dar cobertura às iniciativas culturais dos diferentes sectores da música, artes cénicas, literárias ou plásticas, tanto para contribuir na difusom e promoçom das mesmas na sociedade galega, como para desfrutar nós próprias destas actividades, na procura dum lazer alternativo e mais nosso.Umha terceira linha do trabalho que queremos impulsionar na actualidade é a da teorizaçom sobre a realidade da vida cultural galega, e achegar uns conhecimentos e formaçom sobre a mesma com a organizaçom de colóquios,debates… Achamos imprescindível dar um olhar crítico e analisar o que as instituiçons fam com a nossa cultura para estudarmos a nossa realidade e pôr em conhecimento do público as nossas valorizaçons e reivindicaçons.

 

 

Comissom de Defesa da Língua

Se bem que todas as comissons usem e defendam o galego, a Comissom de Defesa da Língua é a mais teimosa de todas com este assunto, pois dedica-se especificamente a promover o seu uso em ámbitos em que nom goza de boa saúde. Que notamos que as pessoas estrangeiras que nos visitam nom tenhem um ámbito para poder praticá-la: montamos um Voluntariado pola Língua. Que notamos que os anúncios dos bares estám maioritariamente em castelhano: damos-lhos em galego. Que notamos que as pessoas desconhecem os termos galegos para pedirem em cafés ou restaurantes: pois ensinamos-lhos; e assim, até um sem fim de actividades cuja lista gostaríamos de alongar com a tua ajuda: mapas da cidade e da comarca com os verdadeiros nomes de ruas e freguesias, tertúlias abertas em que reflectimos quanto a muitas realidades e problemas lingüísticos que nos interessam, materiais de formaçom sobre a nossa ortografia ou o nosso modelo de planificaçom, guardanapos em galego, denúncia do uso do espanhol na cidade, etc.

Recentemente pudestes assistir a umha palestra pola recepçom das tv’s portuguesas, exposiçom de toponímia rectificada, reivindicaçom do nome de Galiza para a praça de Compostela, roteiros pola cidade sobre a história da nossa língua, murais comemorativos…

As actividades da comissom som mui diversas, mas todas compartem o mesmo eixo: o desejo de que o galego, maltratado por empresas e instituiçons, se torne a língua ambiental da nossa cidade. Aliás, nós escrevemo-lo como no resto do mundo, porque a extravagáncia nunca foi mui boa conselheira nos assuntos lingüísticos.

 

 

Comissom de Local
Esta comissom é a irmá mais nova de todas: foi criada há apenas um ano. Nela temos várias linhas de trabalho: umha é tentarmos que o local esteja sempre em boas condiçons, já que somos muitas pessoas a usar o centro social e deveria estar sempre cuidado e arrumado. Também tentamos ir fazendo pequenas obras para acabar a “grande obra”, e organizamos as conhecidas “jornadas de trabalho” onde a pouco e pouco vamos melhorando a obra do nosso centro social.

Outro dos nossos objectivos é a dinamizaçom do local, que se traduz na organizaçom de jornadas temáticas, exposiçons e outras actividades, quase sempre com o intuito de dar a conhecer problemáticas sociais, conflitos nacionais e outros cenários culturais diferentes do nosso. (Outras vezes o objectivo é juntarmos dineiro para pagar o aluguer…).

Já passárom polo local representantes dos povos catalám, basco, palestiniano e irlandês, que nos ajudárom a conhecer de primeira mao a sua realidade. A intençom é continuarmos a trabalhar na difusom de informaçom de esse mundo que nom sai na imprensa espanhola e continuar a oferecer alternativas de ócio à sociedade compostelana.

 

 

Comissom de Conhecimento do Meio Natural

Já há cinco anos que a Gentalha do Pichel botou a andar e já entom percebemos a necessidade de focalizar umha das nossas linhas de trabalho no conhecimento da nossa envolvente natural. Cada vez mais, o modelo de sociedade em que vivemos vira as costas ao meio, entendendo-o como um espaço alheio que, se calhar algum dia, se poderá “sanear” e urbanizar. A Comissom de Conhecimento do Meio Natural começou a trabalhar organizando roteiros e actividades com a vontade de conhecer a nossa envolvente natural mais imediata (o da nossa Comarca) e que, aliás, se revelou como um modelo de ócio alternativo ao que habitualmente se nos oferece. Assim, fomos de caminhada por perto, para conhecer o monte Pedroso ou o Gaiás, ou por longe, ao monte da Muralha, entre Róis e Briom, zona habitual de passagem do lobo, onde conseguimos ver as suas pegadas. Nestas experiências constatamos a degradaçom que o nosso território está a experimentar. Agressons como a sobrepressom de aerogeradores, a monstrosidade das obras do AVE, as minicentrais eléctricas que seccionam os rios do país, e a contaminaçom que estes sofrem, sem ir mais longe no Sar. Quigemo-nos informar sobre todos estes aspectos e organizamos palestras sobre questons de actualidade na Galiza.

Recentemente, acolhemos actos para promover umha visom crítica sobre o modelo de transporte unipessoal que está a ser potencializado polas instituiçons públicas e o modelo de comboio elitista e antiecológico que supom o AVE, e sobre o conflito no sector leiteiro que tem lugar no nosso agro. Outra linha de trabalho da nossa Comissom é a organizaçom de jantares temáticos, dedicados cada mês a um produto de temporada, incidindo na importáncia de reduzir os custos ecológicos derivados da conservaçom de alimentos em cámaras. Também promovemos a compra no comércio local, potenciando a economia do bairro, e tentamos minimizar os custos de transporte consumindo alimentos produzidos perto. Estes jantares (já vamos pola 26ª ediçom!) tenhem-se convertido em jornadas de convívio onde degustar as especialidades culinárias das e dos participantes, todos os segundos sábados do mês. Finalmente, continuamos a trabalhar para conhecer melhor o nosso meio e agir na sua defesa, integrados em Plataformas como Galiza nom se vende e a Plataforma Galega Antitrasgénicos.

Reunimo-nos todas as segundas feiras às sete e meia. Se queres conhecer mais o teu contorno e desfrutar da natureza, de promover a sua conservaçom e trabalhar na sua defesa, e tés ideias e esforço que achegar, estamos a aguardar por ti.

 

 

 

Comissom de memória histórica
A memória histórica foi desde o princípio umha das preocupaçons da gentalha do pichel. Para isto dotou-se de umha comissom que já desde os inícios deste projecto cultural tivo umha importante actividade. Basta lembrar que a campanha de Ángelo Casal (mural, caneta, palestra, isqueiro, cartaz…) foi a nossa primeira actividade planificada.

Podemos distinguir umha linha prioritária de lembrança das pessoas que sofrêrom a barbaridade do 36; as Marias, Foucelhas, Joám Jesus ou o próprio Ángelo Casal merecêrom variadas actividades: de palestras a roteiros, de murais a cartazes. Dentro deste ámbito cumpre salientar a ediçom do controvertido caderno “isto também é memória histórica”, a nutrida visita que organizámos ao memorial da liberdade, o cartaz com a nossa posiçom crítica com a lei de memória histórica…

Mas nom é essa a única “história” que nos interessa. Montámos um ciclo de documentários sobre a luita operária galega, divulgámos “quem dá nome às nossas ruas”, somos a comissom que coordena a universidade popular de verao, temos especial interesse nos petróglifos da nossa envolvente e montámos vários roteiros para ir vê-los. Apresentaçons de livros e publicaçons, visitas a exposiçons, e ediçom de material divulgativo completam a nossa actividade.
A comissom de memória histórica da gentalha do pichel é a responsável de que hoje saibamos quem era o apalpador.
Como vedes é inabarcável o nosso ámbito de actuaçom, mas pouco a pouco queremos ir enchendo esses buracos da nossa memória. Nom queremos cicatrizar nada, nem passar folha. Queremos reconstruir-nos com as peças do passado, actualizar as lembranças, evocar mártires e nom esquecer verdugos. Sabermo-nos como povo.

 

 

 

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