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Um estudo alerta que o analfabetismo afeta especialmente as minorias

Nationalia.cat – O direito à educação de qualidade é negado a uns 101 milhões de meninos de todo mundo, dos quais entre 50 e 70% pertencem a comunidades menorizadas ou povos indígenas. É a cifra que revela o relatório anual de Minority Rights Group (MRG).

O documento, elaborado conjuntamente com a UNICEF, analisa o estado das minorias em todo mundo durante o ano 2008 e alerta que estas comunidades menorizadas e povos indígenas são «sistematicamente excluídas, discrimi­nadas ou são demasiado pobres para se permitirem uma educação».

Os autores do relatório asseguram que se não mudarem as coisas, os Objetivos do Milénio da ONU com respeito à educação -conseguir educação primária universal dantes de 2015- não poderão ser cumpridos. Para endereçar a situação com respeito às minorias, MRG oferece várias recomendações, como por exemplo construir mais escolas nas comunidades rurais, potenciar a contratação a mais professores que dominem as línguas menorizadas e a abolição da segregação nas aulas.

Conquanto a carência de escolarização produz-se sobretudo nos países em vias de desenvolvimento, são sobretudo as minorias as que sofrem as consequências, de forma que, tal como explica Mark Lattimer, diretor executivo de MRG, não é só a carência de recursos que limita o direito à educação, mas “a exclusão” de dezenas de milhões de meninos por questões de raça ou religião.

Além da marginação social e a pobreza dos indígenas, a carência de educação limita o crescimento dos Estados, com frequência alimenta os conflitos interétnicos e contribui a eliminar culturas, línguas e modas de vida. Os responsáveis pelo relatório põem os conflitos africanos do Burundi, Ruanda e Sudão, como alguns exemplos de como a educação deficitária tem alimentado várias guerras durante os últimos anos. Dentro dos discrimi­nados, quem mais sofre estas circunstâncias são as meninas nascidas em famílias pobres, em comunidades rurais indígenas.

Entre os exemplos citados no relatório, estão os curdos da Turquia, os mandeus do Iraque, os batwa dos Grandes Lagos, os ciganos da Macedónia, os dalits da Índia ou os colombianos de origem africana, na Colômbia.

Povos ameaçados

Além do monográfico sobre educação, o relatório inclui uma epígrafe intitulada Povos ameaçados, na qual faz uma listagem com os vinte Estados que mais põem em perigo as suas comunidades menorizadas. Entre estes destacam Somália, Iraque, Sudão, Afeganistão e Myanmar -os cinco primeiros-, mas também outros como o Paquistão, Israel, Chade, Sri Lanka e Nepal.

 

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elaborado conjuntamente com a UNICEF, e que analisa o estado das minorias em todo mundo durante o ano 2008. O documento alerta que estas populações são «sistematicamente excluídas, discrimi­nadas ou são demasiado pobres para se permitirem uma educação».

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