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Um espaço para debater a lei Paz Andrade e os vínculos com a lusofonia

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O III Congresso de Estudos Internacionais ‘Galiza e a lusofonia perante os desafios globais‘ abre as suas portas hoje às 16 horas com uma sessão institucional de apertura, a conferência inaugural da mão de Filipa Soares, diretora do Centro de Língua Portuguesa do Camões I.P. em Madrid e a sessão política, com Celso Cancela Outeda (Universidade de Vigo) como moderador dos participantes. César Fernández (PP), Luis Villares (En Marea), Patricia Vilán (PSOE-PSdG) e Olalla Rodil (BNG) reflectirão sobre o desenvolvimento da lei Paz Andrade e o estado das relações entre a Galiza e a lusofonia através de questões como a Casa da Lusofonia ou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Os objetivos deste encontro, além da própria reflexão, procuram achegar o país à lusofonia através do impulso da consciência cívica e a criação de propostas, diagnósticos e estratégias de atuação para potenciar os intercâmbios com a lusofonia. Para isso, o evento está estruturado em quatro sessões, das quais a segunda será económica, na quinta-feira 28 de março às 10 horas. O presidente da Rede Galega de Empresa Manuel Vázquez moderará uma mesa de debate onde falarão Hakan Casares Berg –coordenador do Observatório da Cultura Galega do Conselho da Culura de Galicia, que atualmente está a trabalhar no informe ‘O conhecimento da língua portuguesa, uma oportunidade para Galicia’–, Wesley Tsa’teles –analista de relações internacionais e paradiplomácia económica, é fundador do Centro de Estudos das Relações Internacionais e consultor da Associação Brasileira de Comércio Exterior– e Luz Castro –de empresa galega IMAXIN Software, com mais de 20 anos de experiência e relação com a lusofonia no âmbito da tecnologias da linguagem e multimédia educativo–.

A jornada continuará no meio-dia com a sessão sociocultural, moderada por Emilia Garcia López, responsável de Acción Exterior do Conselho da Cultura Galega. O debate abordará a problematização pos-colonial do conceito de lusofonia e galeguia e as relações a sociedade civil galega e lusófona. Para falarem do tema estarão a investigadora Luzia Oca –membro da Comissão de Igualdade do CCG, trabalha na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que foi Prémio VR de Ciências Sociais em 2014 com ‘Caboverdianas em Burela’–, Germano Almeida –advogado e escritor cabo-verdiano, Prémio Camões 2018– e Elias Torres Feijóo –professor da Universidade de Santiago de Compostela, em representação do Grupo de investigação Galabra, foi também presidente da Associação Internacional de Lusitanistas entre 2008 e 2014–.

Após a pausa do almoço, o congresso encetará o seu final às 16 horas com a sessão geopolítica, que debaterá a estratégia internacional da CPLP com a moderação de Ângelo Cristóvão, vice presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa. Estarão presentes na mesa de debate os investigadores João Casqueira –Universidade Fernando Pessoa, Centre for Studios on Minorities–, Maria Sousa Galito –CICS-NOVA, Universidade Nova de Lisboa, CESA-CSG, ISEG-Universidade de Lisboa– e o escritor de Timor Leste Luís Cardoso, quem foi representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere em Portugal.

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