Por José Ramom Pichel Campos
Por último após falar já durante dous artigos anteriores sobre a tradução automática vamos falar hoje dos sistemas de tradução automática com reconhecimento e geração de voz, que quase parecem fiçao científica. No entanto o que hoje parece impossível ao melhor em realidade é só improvável.
Como diz o físico teórico norte-americano Michio Kaku no seu livro traduzido ao galego A física do impossível: “Há cem anos, os cientistas teriam afirmado que os lasers, a televisão e a bomba atómica seriam impossíveis. O famoso físico Michio Kaku analisa até que ponto as tecnologias que encontramos na fição científica, e que são hoje em dia consideradas impossíveis, poderão ser comuns no futuro.”
A tradução automática com reconhecimento de voz trabalha em três campos diferentes: para diálogos entre duas pessoas de diferentes línguas que estabelecem uma comunicação através de um sistema de tradução automática que traduz nos dous sentidos (entrada e saída com voz), também na conversão de um texto escrito numa língua numa locução de voz natural em outra língua (entrada com texto e saída com voz) e por último na conversão de uma locução de fala natural numa língua num texto em outra língua (entrada com voz e saída com texto).
As investigações feitas sobre desenvolvimento de software de reconhecimento da fala desenvolvidas em grande medida nas escolas de engenharia de telecomunicações têm sido fulcrais para o desenvolvimento de novas investigações sobre o texto escrito nas que frequentemente trabalham engenheiros informáticos e ao contrário.
Assim, a tradução automática estatística (SMT) na que se baseiam muitos dos tradutores como o de Google, tradutores que funcionam razoavelmente bem para línguas distantes mas muito pior para línguas próximas que os tradutores baseados em dicionários (RBMT), baseiam-se em ideias de Warren Weawer feitas em 1949. Posteriormente em 1991 investigadores do Centro Thomas J. Watson de IBM em Nova Iorque e que utilizavam técnicas estocásticas no reconhecimento da fala usaram estas ferramentas para a tradução automática abrindo uma linha preferente nos produtos comerciais de tradução automática.
Na Galiza há sistemas automáticos de tradução automática com reconhecimento de voz muito avançados para o seu tempo. Pidam simplesmente um café com leite morno numa esplanada de qualquer cafetaria. O camareiro após reconhecimento de língua e de voz, perguntará: “un café con leche templado?“. Galiza, vanguarda tecnológica.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
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