Por José Ramom Pichel Campos
Temos esse gosto por ir polo rego, realmente é o mais cómodo e saudável, continuar as linhas, ir para frente, a rapidez da fugida, já se solucionará, os “maloserá” como mantra televisivo.
Os galegos e as galegas parece que estamos condenados a ser grandes trabalhadores (em horas dedicadas), que ninguém fala da produtividade e em ser tão riquinhos, ser viajeiros polo mundo, que simpáticos que “estáis en todos los lugares del mundo” ou a autoreflexão “e que como aqui não há trabalho pois temos de emigrar”. A vida, a autoreferência, o laço infinito, a recursividade, os guiões.
Por enquanto a tecnologia essa aparente servidora do rego, tem essa mania de surpreender, conetar mundos, tudo à distância de um “like” ou um “add as a friend”, quanto inglês se aprende viajando polo software. Os fanatismos curam-se viajando polo facebook? A abertura da mente muda vendo pantalhas ou DVDs? Quem tem medo tem um fanático dentro.
O 15M desbloquea o guião de todos nós, e fai que os partidos políticos sejam como equipas de futebol. A gente torce por eles sem saber em muitos casos qual a razão definitiva. Somos do Real Madrid, do Barça ou do Celta/Deportivo cada quatro anos. Mas o 15M coloca acima da mesa a palavra política e consegue que as pessoas do Real Madrid vejam que o do Celta pensa igual que eles em muitas cousas, mais do que lhe contam os meios, esses filtros para miopes.
O inovador realmente é recuperar as praças públicas. O que se pode fazer sempre no sarilho de leis boas constritor?, asfixiantes em muitos casos, que entre ar novo, please! Agora se entende a tolerância com o “botellón”, preferimos juventude que não incomode, quando fala de política, perigo, defcom 5, danger, danger.
Realmente não sei se isto fai sentido, nem sabemos onde é que vai ir tudo. Mas só sabemos que até aqui, até aqui, sim até aqui chegamos. A Sanidade pública, essa maravilha, saúde para todos gratuíta, somos todos iguais só por ter nascido humanos, companheiros de viagem, “quando cheguei das estrelas por uma caverna chamada nascer” dizia Tom Zê. A Sanidade dizia, quer ser estourada, que não há dinheiro? Para quem não há dinheiro? Quem se leva tudo? Quem aumenta o seu salário? Quem reparte benefícios?.
A internet como o petróleo entrando na Ria de Arousa está fazendo que muita gente saia do guião estabelecido. Somos pessoas que pensamos, acreditamos, sentimos e intuimos. Queremos simplesmente viver, tranquilos. A tecnologia, a Internet está abrindo muitos olhos.
(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.
