PGL – O semanário Sermos Galiza, depois de um alargado período de gestaçom, dá os primeiros passos e fai-no com umha ediçom digital que se estreia hoje. Como explicava em finais de 2011 ao PGL um dos promotores, Néstor Rego, a iniciativa começou a esboçar-se com após o fim da ediçom em papel d’A Nosa Terra (setembro 2010).
Num artigo editorial, a equipa que está por trás de Sermos Galiza explica que nascem «resistíndomos ao silêncio forçado que teimam em nos querer impor», em referência ao encerramento de diferentes projetos jornalísticos nos últimos dous anos, e aludindo também à falta de ajudas aos meios em galego.
Seja como for, o projeto culminou após um longo caminho de angariaçom de fundos, mediante o método de subscriçom popular de açons.
Enquanto nom chegar a versom impressa, o pessoal pode-se ir tornando assinante cobrindo um simples formulário. Ainda, é possível também subscrever-se a um boletim diário de notícias que chegam diretamente ao correio eletrónico da pessoa interessada.

Exclusom nas ajudas públicas
Quando à falta de ajudas públicas a que alude a equipa de Sermos no editorial, foi também objeto esta semana das queixas do deputado do BNG Bieito Lobeira, quem denunciou no Parlamento que os projetos jornalísticos nascidos este ano ficam excluídos de qualquer tipo de subsídio. O parlamentar nacionalista denuncio que enquanto isso acontece, meios que «desprezam a nossa língua» e se editam em castelhano, continuam a receber milionárias subvençons ou contratos públicos.
Lei de promoçom dos meios de comunicaçom
O porta-voz de Língua do BNG no Parlamento também lembrou que a 22 de setembro de 2010, o secretário-geral de Meios anunciou na Cámara nacional que apresentaria um projeto de lei de promoçom dos meios de comunicaçom da Gailza, o qual teria umha linha orçamentar específica para potenciar os meios editados em galego. Mais de dous anos e meio após se anunciar o compromisso, nom foi apresentado o projeto, e a boa parte dos meios em galego que havia na altura acabaram por desaparecer (A Nosa Terra, Vieiros, Galicia Hoxe, A Peneira…).
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