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Sectores oficiais do BNG renegam o trabalho realizado durante anos no Parlamento da UE

PGL – Contradizendo os postulados linguísticos históricos do galeguismo e o próprio trabalho realizado polo BNG no Parlamento da UE durante anos, com Camilo Nogueira como eurodeputado a utilizar a nossa língua tanto nas intervenções orais como escritas, a coligaçom nacionalista considera que o galego já nom é oficial em Bruxelas, reclamando, em consequência, a sua oficialidade.

O galego, oficial na UE

Em 1999, Camilo Nogueira era eleito eurodeputado polo BNG. Nos anos em que fizo parte do Parlamento da UE e seguindo o trabalho realizado na legislatura anterior por José Pousada, europarlamentar da CG, empregou o galego em todas as suas intervenções, sendo por esse motivo alvo das críticas de eurodeputados espanhóis antigaleguistas, que nom entendiam que um eurodeputado galego falasse na sua língua, por eles considerada como umha língua menor.

Graças à oficialidade do português nas instituições da Uniom Europeia, os tradutores do Europarlamento realizárom o seu trabalho, trasladando as palavras de Camilo Nogueira, como tinham realizado na anterior legislatura com as de José Pousada, para o resto das línguas oficiais: inglês, alemám, espanhol, neerlandês, etc.

Esse trabalho de Pousada e Nogueira em Bruxelas seguia os postulados históricos do galeguismo, a que alguns sectores do actual BNG parecem querer renunciar. Trata-se de sectores com escassa formaçom linguística, mas, polo que se deduz do comunicado feito público em nome da coligaçom, com grande poder político.

Política linguística contestada dentro do próprio BNG

De facto, como pudemos constatar em diversas entrevistas, amplos sectores do próprio BNG contestam esta política linguística anti-histórica e que leva à menorizaçom do galego numha instituiçom como o Parlamento da UE, onde ficou durante anos estabelecida de jure e de facto a sua oficialidade.

«Neste Dia Europeu das Línguas nom parece muito positivo tentar reduzir o galego à categoria de língua de segunda classe em Bruxelas, contrariando toda a lógica e prática anterior», manifestou umha das pessoas consultadas, que preferiu manter o anonimato.

 

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