Valentim Fagim – A revista Balkania, com versão eletrónica e aberta, é uma iniciativa da embaixada espanhola em Belgrado com o intuito de reunir especialistas nos estudos balcânicos. O número 4 aproxima-se às diversas formas de abordar a identidade (a sua relação dentro da Europa, a língua, apolítica, a história e o género).
A destacar dous artigos. O primeiro, Influencia de las estructuras sociales del imperio otomano en la identidad lingüística en bosnia, é da autoria de Jairo Dorado, um dos autores de Quem fala a minha língua, editado pola Através. O autor questiona que a associação entre língua e identidade nacional seja motivada apenas pola desaparição do padrão servo-croata. O especialista debruça-se sobre a veracidade a respeito do conceito de língua no papel de elemento de identidade nacional observando os processos de padronização, atendendo nomeadamente à influência que a organização em millet, própria do Império Otamano, teve na criação da identidade linguística na Bósnia.
O segundo artigo que queremos destacar é Estandarización de las lenguas y construcción estatal en la antigua Yugoslavia, de Francisco Manuel Villegas. Nele analisa a história da língua servo-croata desde o acordo literário de Viena de 1850 até a atualidade e a eclosão do sérvio, croata, bósnio e montenegrino, “línguas diferentes mas iguais”.
