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Rede institucional crescente de cooperaçom linguística na Occitânia

Nationàlia – Quatro conselhos regionais somárom-se à Carta de cooperaçom interregional e transfronteiriça para o desenvolvimento da língua occitana. O texto reconhece o idioma como “língua própria e viva” e pom o acento na cooperaçom de todos os territórios de fala occitana para garantir o futuro da língua.

Por primeira vez um dos governos regionais da Occitânia, o Conselho Regional de Aquitânia, toma umha iniciativa tam claramente favorável à língua occitana. Iniciativa votada por unanimidade, se bem com matizes por parte da Frente de Esquerdas. A Carta de cooperaçom interregional e transfronteiriça para o desenvolvimento da língua occitana nasce com a vocaçom explícita de estender-se às outras regions occitanas, de dentro e de fora da República Francesa. A Carta foi aprovada em 24 de outubro e desde entom foi assinada polos conselhos de Meio-Dia-Pirenéus, Languedoque-Rossilhom e Ródano-Alpes. Noutros governos regionais encontra-se em via de estudo.

Na introduçom, a Carta lembra que cada regiom da Occitânia considera o occitano como “língua própria e viva” e que todas o “reconhecem legalmente”, cousa que infunde o “dever das instituiçons públicas de preservar e transmitir este património do qual se fam responsáveis”. Em conseqüência, estas instituiçons tenhem de sentir-se obrigadas a “salvaguardar e desenvolver o occitano”.

O objetivo da Carta é que os signatários “se associem e comecem, conjuntamente, umha nova etapa” para levar a termo a comum obrigaçom de promover a língua que os une. Nom se trata de umha iniciativa que parte de zero, continua a Carta. Tem em conta as açons realizadas, em diferentes lugares, neste sentido, e convida a prosseguir na mesma direçom, pondo de relevo a “vocaçom de abertura interregional e transfronteiriça”, enfatizando a “nossa personalidade singular” e o desejo de vitalizar “umha parte integrante do património regional, nacional e mundial”. No fundo, aquilo que pretende a Carta é dar pistas para facilitar a “construçom progressiva dumha política lingüística pública e de parceria coordenada, a escada interregional e transfronteiriça”.

A Carta prevê que se ponham em prática “grandes projetos” interregionais e transfronteiriços de desenvolvimento do occitano em áreas como “ensino, formaçom, meios de comunicaçom, socializaçom da língua, pesquisa…” e que seja definido “um quadro de açom e umha harmonizaçom progressiva de intervençom das Regions signatárias”. Tudo somado teria de servir para “transmitir a língua occitana às geraçons futuras e participar na promoçom universal da diversidade lingüística e cultural”.

A Carta também explicita as formas de cooperaçom no ensino, a formaçom e a transmissom familiar e social da língua, na visibilidade pública da mesma, nos meios de comunicaçom e nas indústrias culturais, nos espetáculos, no uso das ferramentas que fazem funcionar a política lingüística, na avaliaçom das políticas lingüísticas… Estas atividades ham de favorecer a posta em rede das agências que tenhem vocaçom de conservar, renovar e valorizar o património documental do occitano”.

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