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Ramom Pinheiro: do seu epistólário com reintegracionistas (e III)

PGL – Para encerrar a minissérie do epistolário de Ramom Pinheiro com reintegracionista (vejam-se 1ª entrega e 2ª entrega), cujo conjunto completo será publicado na revista Agália nº 95-96, oferecemos finalmente umha das várias missivas que Ramom Pinheiro encaminhou a Issac Alonso Estraviz acompanhada do facsímile e precedida de introduçom elaborada polo próprio Estraviz.

 

Meu relacionamento com Piñeiro

Isaac Alonso Estraviz

Em Osseira, depois de uma crise de identidade, decidi falar e escrever sempre em galego e negar-me ao emprego do castelhano. Lá na biblioteca encontrei algum livro em galego, que li avidamente e comecei pola minha conta a escrever em galego e romper ao pouco tempo o que escrevia. Voltando a reescrever aquilo do que já não gostava. Esses problemas ficaram plasmados no relato “Ai, os curas, mãe que os pariu!”

Conheci Otero Pedrayo e Jesus Ferro Couselo no ano 1953 aquando do VIII Centenário de S. Bernardo. No 1957 representamos a obra teatral Os Trasacordos do Tio Mingos de Xavier Prado, em honra do Padre Prior. A apresentação do acto correu pola minha conta e na obra o meu papel foi o de Tio Mingos. Cantos na nossa língua… Foi um acto eminentemente galego. Estávamos no começo de uma nova sociedade, que em pouco tempo desapareceria por circunstâncias que conto noutro lugar.

Um bocado mais adiante fum nomeado submestre de noviços sendo mestre dos mesmos o Padre Lope. Este falou-me muito de López Cuevilhas e de Jesus Ferro Couselo. Cuevilhas tinha fama de bom católico e um grande investigador, muito simpático e ameno. Nom tive a sorte de o conhecer pessoalmente, por ter morto um pouco antes de eu co-meçar a relacionar-me com o mundo cultural galego. A primeiros de Janeiro de 1959 fomos ter com Ferro Couselo que nos falou muito dos de Galáxia e especialmente de Ramón Piñeiro. Ele falou com os de Galáxia e o 17 de Janeiro enviaram-nos a nome de meu companheiro, Pe. Lope, os livros que tinham publicado com uma carta de Xaime Isla Couto comunicando o envio, a sua galeguidade e o seu grande amor à Igreja. Via-se feliz porque estava a acontecer algo novo que não esperava naquela altura.

Ao pouco tempo fomos a Santiago, Pe. Lope e eu. Visitamos Piñeiro na sua casa em Gelmírez 15. Sentados os três arredor da famosa mesa-camilha, olhei para o alto e vi uma imagem em cerámica de Sargadelos que me impressionou muito: um homem muito alto, vestido a preto e com chapeu da mesma cor, um pouco corcovado. Perguntei quem era e meu companheiro adiantou-se e disse-me que Castelao. Até entom não o conhecia. A conversa entre os três foi muito animada e cordial sobre língua, cultura, problemas e dificuldades que surgiam continuamente. A despedida foi também muito cordial. Depois fomos à Faculdade de História para ver as hipóteses com que podia contar para um trabalho sobre o monacato galego. De Santiago a Ponte Vedra…

O 14 de Março fui ordenado sacerdote e quis que ficasse constância do acontecimento fazendo uns recordatórios em galego. O 18 do mesmo mês escrevo-lhe a primeira carta incluindo nela o recordatório. O 22 responde-me com alvoroço. O 18, pola minha parte, e o 22, pola sua, deu começo um frutuoso e longo relacionamento epistolar. Epistolário que acho devo ter completo pola sua parte.

Isso não me aconteceu com outros que, no deambular por tantos lugares, ou perdi ou ficaram com eles meus amigos. O Epistolário com os meus companheiros desde França, Santa Maria de Huerta, Alemanha, interessantíssimos, segundo o meu ponto de vista, por aparecerem os interesados com nomes diferentes e em clave, além de serem todos em galego, quando abri a mala das lembranças não apareceu nenhum… Tentei com alguns companheiros que ficavam e todos, todos, tinham queimado as suas corres-pondências.

Entre a minha papelada encontrei em vários sítios que, num fugaz deslocamento a Osseira após a saída do Hospital Marescot de Ponte Vedra, entregara um trabalho intitulado “Memórias dum frade velho” a uma pessoa amiga, onde acho deviam estar plasmadas muitas das nossas vivências por esses mundo fora. O problema foi que num primeiro momento já me disse que não se lembrava de tal entrega. Depois prometeu-me que tentaria procurar essas “Memórias”. De momento nada!

Visitei depois muitas vezes a Ramón Piñeiro. Sempre cordial, sempre atento. Comi algumas vezes na sua casa e sempre que nos encontrávamos em Santiago, Vigo ou noutros lugares sentíamos o calor de dous sinceros amigos. Na sua casa conheci Ánxel Fole e Manolo Vidán. Não sempre coincidíamos nos nossos pontos de vista, como se pode comprovar através do Epistolário que se publica, mas sempre nos respeitamos. Devo-lhe muito. Em livros, em dar-me azos perante os problemas que me surgiam.

O Epistolário de Piñeiro é uma parte da história interna e externa galega. Mas o seu Epistolário fica incompleto ao faltarem as cartas que eu lhe dirigia. Como pessoa ordenada que era, o mesmo que Ben-Cho-Shey e outros muitos galeguistas, achei que seria muito fácil dar com elas. Tentei-o por muitos meios e foi muito pouco o que encontrei. De algumas problemáticas procurei ficar com cópia de papel químico. Espero poder en-contrar ainda alguma mais. Necessito investigar numa entidade onde talvez seja possível.

O nosso relacionamento terminou no ano 1982 por causas linguístico-ortográficas, como se pode comprovar no Epistolário. Piñeiro, que fora partidário da unidade com o português  –ele mesmo me contou exultante de alegria como num Congresso do Brasil, depois de estar falando hora e meia em galego, um dos participantes brasileiros lhe pedira afinal da sua dissertação que falasse um bocadinho em galego para ter uma ideia de como era, disse-me: “E eu estivera falando hora e meia em galego e ele não se dera conta!!”–, por causas que se entrevêm nas suas cartas, passou a defender teses contrárias.

No do Dicionário, ele e os que o aconselhavam, fizeram-nos perder muito tempo, dinheiro e energias, e uma oportunidade de ouro única, podendo dispor do mesmo antes de finais de 1983, quando não havia nada e o material estava numa linha de abertura!

Issso, junto com a passagem de Realidade Galega, da qual fazia parte, aos partidos es-tatais, levou-me a um afastamento ainda maior. Eu, que sempre tive por cima de tudo a defesa da nossa identidade cultural e patriótica, abandonei todo contacto com ele sem deixar, contudo, no fundo de lhe ter apreço. A última vez que o vi foi na igreja dos fran-ciscanos de Santiago aquando do enterro de Carvalho Calero. Estávamos afastados por uns bancos e ele ainda tentou dirigir-se a mim e eu fiz que não via.

Manipulado por alguns chegou a se enfrentar com o seu grande amigo Rodrigues Lapa, colaborando com eles para torcer o fio da caminhada cultural galega quando se encontrava no seu melhor momento. É incrível o dura e cruel que foi a história!

(Carta dactilografada)

Compostela, 29 de febreiro de 1968
Benquerido P. Isaac:

Por mor de certos atafegos urxentes e máis dalgún viaxe, demorei máis da conta a resposta á sua carta do dia 9. Non quero que pase de hoxe porque non me gusta, salvo por necesidade, deixar de facelo coa maior dilixencia.

Francamente, alégrome moito de que os de SEPT editen as encíclicas, pois coido que deben de ser os máis interesados en facelo e hai que pensar que así ocurre. Eu non volvín velos dende que vostede estivo por eiquí e non sei que novedades hai. Aquela noite chamei ó Vidán pra lle reclamar unhas colaboracións que prometera pra o GRIAL e sorprendeume saber que aínda estavan alí reunidos e traballando. Tomeino por moi bon sinal.

Un dos temas que trata na sua carta é o tema de Galaxia. Trátase dun tema que eu conozo moi ben e, mesmo por eso, do que podo falar sin dificultade. Pola forza mesma dos feitos, debo ser unha das persoas mellor informadas de todo o referente a Galaxia. Falemos, xa que logo, dise tema, poisque lle interesa e, según di, viña con intención de o facer de palabra, como portavoz de outros, nas críticas, e co desexo de se informar, no ánimo persoal.

Verbo das críticas, teño que lle decir que as conocemos moi ben. Como conocemos as críticas e  –non esqueza ésto–  conocemos ós críticos. Nesta mesma habitación e na mesma silla en que vostede estivo sentado, teñen estado moitas dúceas de persoas de moi diversas ideas e tendencias, de diversas edades e procedencias, de diversa formación i esperiencia, que me teñen falado de Galaxia dende os seus respeitivos puntos de vista, ou me teñen informado  –o mesmo que trataba de facer vostede–  dos puntos de vista de outros. Pro, ademáis destas visitas que me fan moitos amigos, eu tamén salio da casa, tamén ando polas cidades e vilas de Galicia, i en Madrid, en Barcelona, en París, en Londres ou en New York falo e falo con xente amiga que me comunica o seu punto de vista persoal sobre Galaxia ou me informa dos puntos de vista de outros. I esto que me ocurre a min, ocúrrelles, naturalmente, a cada un dos responsables de Galaxia, de xeito que a información que temos do pensar e sentir dos galegos e non galegos tocante ó noso labor é amplísima e profunda. Porque compre que seipa que o segredo do noso éxito –no que de éxito haxa no noso labor– débese a esa íntima e constante comunicación, que nunca se interrumpe. Como pode supor, recibimos toda cras de críticas: intelixentes e constructivas algunhas, inxenuas ou mesmo pintorescas outras, maliciosas ou sectarias unha parte delas, todas interesantes dende o noso punto de vista. Admitímolas todas no plano informativo e recollemos as que nos parecen valiosas pra incorporalas á nosa aición. Non temos ningunha dificultade, créame, pra esta intensa i estensa comunicación, que é a verdadeira alma de Galaxia. Frente ás críticas somos interesadamente atentos e voluntariamente abertos (só así se comprende que non teñan reparo en nolas faceren direitamente), pro con unha esceición: a impertinencia. Admitimos as críticas, leves ou duras, sempre que non señan impertinentes. Cando o son, non dialogamos, inda que o intelocutor seña amigo.

Con istes datos, xa se pode decatar de que en ningún intre deixamos de estar en íntimo contaito co pensar i o sentir da xente que se preocupa do pasado, do presente e do futuro do noso pobo. E, mesmamente pola intensidade e continuidade diste contaito, conocemos bastante ben a configuración e caraiterísticas da Galicia consciente dos nosos días. Conocemos as persoas e conocemos os grupos. Sabemos quen os move e a onde van. Podemos calibrar con ouxetividade e prudencia o valor das distintas críticas e suxerencias que se nos fan dende cada posición persoal ou dende as finalidades propias de cada grupo. Tamén conocemos, craro está, a realidade e caraiterístiscas do Poder no que se refire á sua aititude coas arelas galegas. E non é preciso decir que conocemos mellor que ninguén os medios con que contamos pra realizar os nosos fins. Ora, conocendo como conocemos a realidade galega, conocendo como conocemos a realidade do Poder e conocendo como conocemos os nosos fins i os medios que temos pra realizalos, si o equipo que dirixe Galaxia non é un equipo de necios –cousa que, referíndose ó conxunto, aínda non foi dita por ninguén–, hai que supor, cando se quer xuzgar con boa fe o noso labor, que detrás do que facemos hai un meditado plan.

E velahí o problema: un plan que se trata de realizar sempre desperta dous tipos de críticas: a crítica, moitas veces inxenua e ben intencionada, dos que xuzgan dende fora sin conoceren as razóns internas do plan; a crítica destructiva dos interesados en combatir o plan por teren outros plans distintos ou, ás veces, antagónicos. Sempre hai que contar con istes dous tipos de crítica confusionista, e nós, naturalmente, contabamos con iles. E tamén, dende logo, coa crítica verdadeiramente positiva, interna, razonada e moi valiosa dos que conocendo o plan e particpando nil tratan de aportar os seus puntos de vista constructivos. Todas estas críticas danse no caso de Galaxia –como se dan diante de todo plan que se manifesta con certo pulo– e crean no ambiente unha atmósfera enormemente confusa. Non hai que lle facer, porque son así as cousas. A nosa obriga é non caéremos nós tamén na confusión ambiental. De ahí a necesidade de ponderar e valorar cada crítica asegún a sua pocedencia e formalidades. Eso requere que, ademáis das críticas, se conozan tamén ós críticos. Xa lle dixen que estamos nise caso.

Tocante a Galaxia en si mesma, pódolle decir que endexamáis pretendeu asumir a representación do pobo galego como totalidade. Sería absurdo, por utópico, pretender tal cousa, pois o pobo galego, como todolos pobos, non é unha realidade homoxénea. Dentro dil hai diversidade de intereses, diversidade de tendencias, diversidade de grupos. E así ten que ser. Cada tendencia, cada grupo, ten os seus propios fins i os seus propios métodos. Ora, dentro dise complexo panorama da realidade galega –complexidade natural– unhas cantas dúceas de persoas identificadas no modo de ser útiles a Galicia, crearon un instrumento idóneo pra levarenn a cabo a sua vontade. Porque se trataba de servir a Galicia através da aitividade cultural, o instrumento necesario era unha editorial, que foi o que creamos, e chamámoslle Galaxia. Propuxémonos despertar a concencia do pobo galego e avivecer as suas enerxías creadoras por ise camiño e con ise instrumento. Así o fixemos e así o facemos. Na medida en que se pode falar razonablemente do futuro, direille que así o seguiremos facendo. En cada caso i en cada intre, axustando a nosa aición ás circunstancias que a realidade impón, poisque un dos nosos propósitos conscentes é o de aituar con firme realismo. Sabemos o que queremos facer –pra eso creamos Galaxia– e, naturalmente, facemos o que queremos facer, non o que os demáis queren que fagamos. De ahí que a verdadeira medida do noso labor hai que a percurar na comparanza entre os logros e os fins –cousas ambas que dependen de nós– e non na comparanza dos nosos logros cos fins dos outros, porque ésta é unha falsa correlación, falsa correlación que por certo sirve de base á maior parte das críticas que se nos fan. Pra entender a nosa atitude diante das críticas hai que ter en conta os nosos fins, os fins galaxiáns, e non os fins extra-galaxiáns.

Niste punto é moi doado caer nunha trapela sofística que consiste en falar da unidade de ouxetivos entre todolos grupos galegos. En certos casos concretos e moi determinados pode haber unha unidade circunstancial, xa o sabemos. Pro na acción fundamental, cada grupo ten os seus propios fins, que son xustamente a sua razón de ser. Mire, eu poderíalle presentar a sete bós amigos meus, todos iles moi bós galegos, pro que un é falanxista, outro é monárquico juanista (liberal), outro é tradicionalista, outro é socialista, outro é socialista cristián, outro é comunista da liña de Moscú i o outro é comunista da liña de Pekín. Todos aman a Galicia, e si tomamos o amor a Galicia como fin común, poderíase falar de coincidencia. Mas ocurre que iste amor quérese realizar por camiños distintos, moi distintos, antagónicos mesmo, por onde resulta que o que era coincidencia no orde dos sentimentos morás é diverxencia i antagonismo no terreo das realizacións políticas. O sofisma está en misturar sentimentos de orde moral con ouxetivos de tipo político, enmascarando os segundos cos primeiros. Os distintos grupos eisistentes dentro de Galicia, señan cales foren, teñen cada ún unha visión da realidade galega e do modo de mellorala. Cada ún diles debe crear os seus proprios instrumentos de aición. Galaxia non é instrumento dos falanxistas, nin dos juanistas, nin dos carlistas, nin dos socialistas cristiáns ou ou non cristiáns, nin dos comunistas de Moscú ou de Pekín. Simplemente é o instrumento dun grupo de galegos que coinciden entre si no modo de servir a Galicia e que o levan a cabo dacordo cos seus fins e na medida das suas posibilidades. Non pretende Galaxia representar a todolos demáis grupos e, mesmo por eso, nin depende diles nin pode servir de instrumento á política que cada ún diles quixera facer a través de Galaxia. De ahí as inevitables críticas. Inevitables, si, pro tamén inútiles, porque conocemos ben o noso camiño. Cada ún dos grupos pode facer, como fixemos nós, unha editorial que responda ó seu punto de vista. Agora é bastante máis doado facela que cando nós creamos Galaxia. Alegraríanos moito que houbese unha editorial católica galega, e tamén, por que non, unha editorial marxista. Sería sinal de verdadeira vitalidade. Ora, non se pretenda que nós fagamos papés distintos dos que queremos facer.

Dígolle todo esto con certa insistencia porque me considero no deber de facelo. Vostede dime na sua carta que, como crego, é apolítico. Eu sempre dou por suposto que os cregos, como tales cregos, son apolíticos. Ora, compre acrarar que unha cousa é o apoliticismo e outra moi distinta o que poderíamos chamar “analfabetismo” político. Nos xóvenes españoles, e con máis motivo nos cregos xóvenes, é bastante frecuente, por desgracia, esta crás de “analfabetismo”, e non por culpa diles senon do ambiente. Esto ten o grave incomenente de que, cando se teñen que mover no mundo das realidades políticas, non están en condicións de entender a dereitas o que ocurre, sinxelamente por falta de criterio. Por iste motivo, é moi frecuente que cometan erros de xuicio e de aición, tanto máis que o mundo das realidades políticas é o máis complicado e difícil de todos, moito máis complicado e difícil que o da física nuclear ou da teoloxía dogmática. Pedirlle a un xoven que teña concencia da sua modestia e das suas limitacións –inda que ise xoven sexa crego– ten poucas probabilidades de éisito. Il xuzgará de todo con moita seguranza e firmeza, tanto das cousas que conoce i entende como daquelas que non entende por nonas conocer. Os xóvenes galegos –cregos ou non– son igualmente víctimas desa falta de criterio que lles ven imposta pola correspondente falta de esperiencia. Pro en Galicia como en toda España e como en toda a Ecumene, operan fortes realidades políticas, por onde resulta inevitable a mesma frecuencia de erros de xuicio e de aición que no resto de España. Ise é un feito e, como tal feito, hai que contar con il. Pro aquiles galegos que, como no caso dos integrantes do grupo promotor de Galaxia, por razón de edade, de esperiencia persoal e de formación teñen criterio político, ou sexa, capacidade de interpretar e valorar as realidades políticas, resulta inevitable que teñan unha visión distinta dos problemas e das posibilidades. Si nós en lugar de facer demogoxia verbal –por outra banda tan doada de facer– entendemos que é moito máis proveitoso pra Galicia despertar a concencia do noso pobo i avivecer as suas enerxías íntimas mediante a aición cultural, hai que pensar –si se procede de boa fe, craro– que hai razóns moi fondas e moi poderosas pra que obremos así. Tanto máis que nós non lle impedimos a ninguén que obre de outra maneira. Hai galegos, algúns diles bós amigos meus, que identifican a solución dos problemas de Galicia co trunfo das ideas de Mao Se Tun. Sin duda son moi donos de pensar así. Mas ocurre que hai moitos centos de galegos que non creemos na utilidade do ideario maoista pra resolver os problemas de Galicia. Como é natural, nin podemos perder o tempo i as enerxías en lles axudar aos maoistas galegos no seu camiño, nin podemos pretender que iles nos axuden no noso si non creen nil. I o mesmo que lle digo, por via de exemplo, dos maoistas, poderíase decir doutras tendencias. Esas diferencias son reás e non hai máis remedio que aceptalas. Como tamén é real que, polo de agora, a nosa aititude foi a máis fecunda. En parte, dende logo, porque comenzamos antes  –cando era moi, moi difícil–  pro, sobor de todo, porque temos a ventaxa enorme de non séremos un grupo dogmático e pechado. Entre nós hai xente de moi distintas ideoloxías, tanto políticas como estéticas ou relixiosas ou filosóficas. O que nos une é a vontade de ser útiles ó noso pobo i a forma de realizar esa utilidade. Repare ben nesto: o decisivo non é a intención de ser útiles a Galicia senón o modo de entender a realización de esa utilidade. Na intención son doadas as coincidencias, porque non precisa sair do plano moral; no modo de realizala son inevitables as diferencias, porque pertenece ó mundo das realidades políticas. Dentro destas diferencias inevitables, o camiño que nós seguimos resultóu máis fecundo por non ser dogmático e por partir da realidade mesma en lugar de partir de esquemas abstractos apriorísticos.

Fora destas acraracións referidas a ises criterios de que vostede era portavoz, e cinguíndonos ós seus puntos de vista puramente personás, teño que lle decir duas cousas: que no noso labor, como en toda obra humá, hai erros; que o sinalarnos os erros concretos é unha forma de colaboración que nós agradecemos. Esta é unha das cousas. A outra é que vostede, como tantos xóvenes, carece de esperiencia política, circunstancia no seu caso acentuada por un temperamento rudamente persoalista –mais que vostede coide outra cousa de si mesmo–, e por ise motivo, e dende logo coa mellor intención con frecuencia cometerá grandes erros de xuicio sobre realidades que non conoce e mesmamente por nonas conocer. Na sua vontade hai unha inmensa xenerosidade, que todos respeitamos e admiramos, pro no seu temperamento hai un rudo persoalismo que tende a ser cada vez mais agreste. Non se engane a si mesmo percurando amparo en San Paulo. Olle que moitas veces é bó que dudemos da nosa propia capacidade, como medio de acadar unha reflexión máis serena e non como apoio da pasividade, naturalmente.

En fin, se logrei acrarar algo os nosos puntos de vista alegraríame moito, pois a verdade é que o desexo de veras.

Saúdos moi cordiás de Isabel e Sara. Unha forte e cordial aperta do seu amigo
Ramón

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