PGL – A Real Academia Galega decidiu dedicar o Dia das Letras de 2011 ao poeta Lois Pereiro (Monforte de Lemos, 1958 – Corunha, 1996). O nome do monfortino impujo-se ao de candidatos como o berciano Fernández y Morales, Aníbal Otero, Valentín Paz-Andrade ou Filgueira Valverde.
Lois Pereiro Sánchez marchou a Madrid (Espanha) com dezassete anos, para estudar Políticas, se bem acabaria abandonando esta disciplina para se centrar nos idiomas e na informática. Na capital espanhola, fundou ocm Antón Patiño, o seu irmão Xosé Manuel Pereiro e Manuel Rivas a revista Loia, cujo quarto e último número se publicou em 1978. Precisamente nesta publicaçom apareceriam poemas que mais tarde se compilariam em Poemas para unha loia (1996).
De volta na Galiza, simultaneou a faceta poética com a traduçom, e o seu nome apareceu em antologias coletivas como De amor e desamor (1984) ou De amor e desamor II (1985).
Num comunicado, a RAG assinala que Pereiro sempre foi «reticente à difusom individual do seu trabalho», como evidencia o facto de que em vida só publicou duas obras, Poemas 1981/1991 (1992) e Poesía última de amor e enfermidade (1995). A Academia salienta que se trata de «duros e espidos poemários nos quais se fazem patentes as pegadas expresionistas, as referências à literatura germânica e certos traços de contracultura».
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