O 25 de novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. A violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos e constitui uma discriminação de género que nega às mulheres a oportunidade de participar plenamente na vida económica, social, política e cultural.
A Assembleia Geral da ONU instituiu o dia 25 de novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher e convidou governos, organizações internacionais e não-governamentais a organizar neste dia atividades de sensibilização da opinião pública com relação ao problema da violência contra a mulher (resolução 54/134, de 17 de dezembro de 1999). A violência sexual e por motivos de género constitui uma violação dos direitos humanos e mulheres e meninas são suas principais vítimas. Este tipo de violência de género inclui violência sexual, exploração e abuso, além de atos agressivos que geram, ou podem gerar, danos físicos e psicológicos. As mulheres e meninas refugiadas deslocadas internas estão particularmente expostas ao risco de violência sexual e de género. Portanto, o ACNUR e os Estados se concentram na prevenção e na assistência como medidas de proteção. A violência sexual contra mulheres deslocadas é o crime de lesa humanidade mais cruel e impune que existe durante um conflito armado. Raramente é denunciado e investigado e raramente o criminoso é declarado culpado e ainda mais raramente você fica sabendo sobre as milhares de mulheres e meninas que sofrem não uma, mas várias violações. Elas têm direito à verdade, justiça, e a uma reparação completa.
A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Diversas agências, fundos, programas e outros setores da ONU pediram a governos e cidadãos de todo o mundo que tomem medidas para acabar com a violência contra as mulheres em todas as suas formas e em todos os seus contextos. “Olhe para as mulheres que o cercam. Pense naquelas queridas por sua família e sua comunidade. E entenda que há uma probabilidade estatística de que muitas delas tenham sofrido violência durante sua vida”, observou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem. O foco desta jornada deve ser o fim da violência contra as mulheres e meninas. Segundo dados da ONU, até 7 em cada 10 mulheres no mundo serão espancadas, estupradas, abusadas ou mutiladas durante sua vida e, enquanto cerca de 125 países têm leis que penalizam a violência doméstica, ainda há 603 milhões de mulheres que vivem em países onde a prática ainda não é um crime.
Ban Ki-moon lembrou que 2012 foi um ano de “chocantes” crimes de violência contra as mulheres e meninas. “Uma jovem mulher foi estuprada por um grupo de homens até a morte. Outra se matou para evitar a vergonha que seus agressores deveriam ter sentido. Adolescentes foram baleadas à queima-roupa por se atreverem a buscar uma boa educação”. “Essas atrocidades, que provocaram uma justa indignação mundial, são parte de um problema muito maior, que permeia praticamente todas as sociedades e todas as áreas da vida”, lembrou o Secretário-Geral.
Pela sua parte, a Diretora Executiva da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Género e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Michelle Bachelet, parabenizou os países que têm feito progressos nos últimos anos para eliminar a violência contra as mulheres, mas sublinhou que ainda há muito a fazer. “Eu tenho esperança, porque a consciência e a ação para os direitos das mulheres estão aumentando. Está crescendo o sentimento de que já basta”, afirmou Bachelet em sua mensagem. “Mas estou indignada porque as mulheres e meninas continuam a sofrer altos níveis de discriminação, exclusão e violência. Elas são frequentemente acusadas e sentem vergonha pela violência cometida contra elas, e muitas vezes procuram em vão por justiça.” “Os problemas das mulheres são questões globais que merecem prioridade urgente. Não pode haver paz, nem progresso, enquanto as mulheres viverem com medo da violência”, acrescentou.
O caso do Estado Espanhol em este tema é verdadeiramente aterrador e infame. Cada ano são violadas no país mais de um milhar de mulheres. E no que vai do presente ano de 2016 já faleceram perto de 40 mulheres assassinadas por homens (esposos, ex-esposos, noivos, ex-noivos etc.). Ademais do que se possa fazer contra esta lacra desde todas as instâncias e organizações, temos que pensar no que se pode fazer desde o âmbito da escola e da educação. Para o presente depoimento escolhi um filme colombiano oportuno, pois sem dúvida América Latina é um dos espaços geográficos do mundo no que a lacra da violência de género mais se deixa sentir. O outro filme que escolhi foi realizado em 2005 pelo diretor Fernando León de Aranoa, e trata da prostituição na cidade de Madrid.
FICHAS TÉCNICAS DOS 2 FILMES:
- A vendedora de rosas.
Diretor: Víctor Gaviria (Colômbia, 1998, 120 min., a cores).
Roteiro: V. Gaviria, Carlos Henao e Diana Ospina. Produtora: Producciones Filmamento.
Fotografia: Rodrigo Lalinde. Música: Luis F. Franco.
Atores: Leidy Tabares, Marta Correa, Mileider Gil, Diana Murillo e Geovanny Quiroz.
Argumento: Crua história das crianças das ruas de Medellín. Alguns dos atores ocasionais do filme, rapazes que moravam realmente nas ruas da cidade colombiana, faleceram antes da mudança do século devido às condições e circunstâncias da vida da gente que mora na situação que se reflete no filme. Para maior assombro, a protagonista principal do filme – uma menina de 12 anos – foi detida como autora dum presunto assassinato.
2. Princesas.
Diretor: Fernando León de Aranoa (Espanha, 2005, 113 min., a cores). Produtora: Reposado Prod.
Roteiro: F. León de Aranoa. Fotografia: Ramiro Civita. Música: Manu Chao.
Atores: Candela Peña, Micaela Nevárez, Mariana Cordero, Luis Callejo, Antonio Durán, Violeta Pérez, Llum Barrera, Mónica Van Campen, Flora Álvarez, Alejandra Llorente e Javier Tolosa.
Argumento: Cayetana (Candela Peña) vem de uma família de classe média espanhola que ignora a sua vida de prostituta. Ela e outras profissionais do sexo passam o tempo num salão de cabeleireiro, reclamando das colegas imigrantes que cobram barato e roubam seus clientes. Uma dessas imigrantes é Zulema (Micaela Nevárez), dominicana que usa o dinheiro ganho nas ruas para sustentar o filho, que continua em sua terra natal. Um dia Cayetana encontra Zulema espancada e a leva ao hospital. No caminho, descobrem que ambas idealizam um improvável amor e são isoladas de suas famílias. No caso deste filme temos uma superlativa interpretação de Candela Peña no papel de Caye, uma prostituta madrilena, que se toma de amizade por uma dominicana clandestina, Zulema, com quem irá partilhar os bons e os maus momentos. A realidade da prostituição confere ao filme um lado voyeurista, que não escamoteia, porém, o que de mais importante nele se aborda: a solidariedade dos desvalidos, a sordidez chantagista de gente sem escrúpulos, a violência sobre as mulheres, a sobre-exploração dos trabalhadores emigrantes, o temor reverencial da morte… Zulema contrairá sida e regressará à sua ilha caribenha para aproveitar os anos que lhe restam com o filho, não sem antes se vingar do funcionário, que a violenta à conta dos papéis de legalização jamais facultados. Caye desistirá dos implantes mamários e decidirá revelar à progenitora a realidade dos seus dias. E, no meio de tanta tristeza, acontecem aqui e além alguns momentos de esperança (o episódico namoro de Caye com o informático, que não quisera acreditar na sua «profissão», o passeio das raparigas habitualmente concentradas no salão de cabeleireiro numa limusina ministerial, etc.). Numa constante do cinema de Aranoa surgem personagens, que se enganam a si próprios com histórias forjadas nas suas mentes perturbadas, mas facilmente desmascaradas no olhar dos outros.
REFLETIR SOBRE AS CAUSAS DA VIOLÊNCIA DE GÉNERO:
Para qualquer atuação no âmbito educativo é necessário refletir e ter em conta vários aspetos prévios ao tema da violência de género, não só da que sucede entre os adultos, mas também entre jovens e adolescentes, que, por desgraça, não escapam a esta lacra terrível. Resenho a continuação vários dos aspetos em que faz falta refletir:
– A educação prévia que tiveram meninos e meninas vai incidir depois muito no tema. Qualquer mulher que no seu dia-a-dia decida que não vai por determinado lugar é devido simplesmente a que foi assim como a educaram, especialmente no lar.
– Ao longo da história tem-se comprovado que as mulheres tiveram sempre um relacionamento com o sofrimento, maior aguante e resignação. O que se relaciona muito com a religião, comprovando-se ademais que em períodos em que a hierarquia religiosa ou a organização política necessita fazer-se mais forte, existem mais episódios de sofrimento das mulheres.
– De forma muitas vezes inconsciente, pela educação recebida ou o «cumprir com a honra familiar», as pessoas procuram ser admitidas socialmente, e podem chegar a aceitar condutas que a priori não estariam com elas de acordo.
– Historicamente é importante destacar que dos séculos II ao IV, quando o Cristianismo deixa de ser seita para ser uma instituição de religião oficial, os bispados, posicionados como uma rede de hierarquia, vão estabelecendo certos discursos e apartando as mulheres de alguns papéis sociais. Ainda é hoje o dia que não podem exercer de sacerdotes. O caso dos muçulmanos ainda é mais infame.
– Vivemos numa sociedade machista em todo o mundo, e isto nota-se muito. Às mulheres ainda custa participar em pactos sociais e políticos – e estamos a falar só de países chamados «democráticos» – , as mulheres continuam a ser tratadas como um coletivo, o que quer dizer que é um grupo social mais ou menos prescindível (em muitos países nem votam, nem votavam, nem ocupavam, nem ocupam lugares de governo). Curiosamente acontece isto sendo as mulheres a maioria da população.
– A igreja teve muito a ver, e ainda tem, neste tema, com uma moral que, acreditemos ou não na religião, é uma moral de base cristã que une o amar infinitamente com o aguentar infinitamente. Isto se tem predicado desde o século I. Durante décadas e séculos se têm pronunciado frases tão célebres e potentes como «não quero que encontres glória, senão medo ou temor», o que, infelizmente continua vigente na atualidade.
– A linguagem gera identidades e as mulheres ao longo da história tiveram muitos silêncios. Como se não tivessem história, política, nem nada. O próprio conceito de reprodução semelha ser algo como um processo mecânico: como pôr um ovo. As mulheres foram desvalorizadas historicamente em todos os âmbitos e assim ainda continua o tema.
– O principal baluarte do machismo costumam ser as próprias mulheres. A violência de género mais efetiva é aquela que não se inflige, a que não se chega a exercer, mas que se encontra muito presente. O que se pode dar porque existiu uma modulação dos que são dominados para que acreditem no discurso emergente. Certos recursos que não vemos, e que denominaríamos violência invisível, infelizmente existem e são reais. O exemplo claro temo-lo refletindo em que educamos as meninas para que se preocupem de não serem violadas, e não os rapazes para que não violem. Devemos pensar profundamente nisto, que é básico para desenvolver um plano educativo nas famílias e nas escolas. Para luitar contra a violência de género é fundamental a educação que possamos dar em casa, nos estabelecimentos de ensino e nos meios de comunicação (nomeadamente a televisão e o cinema), e a incidência nas gerações futuras. Tristemente, temos que dizer que em todas as sociedades as mulheres foram as principais educadoras no machismo que continua a predominar. Com uma sociedade patriarcal, em que as religiões monoteístas são fundamentalistas para que segundo que tipo de tema, e a violência de género, unida à educação cristã ou católica, sempre provoca alguma resposta.
– É surpreendente que no tema da desigualdade de género tenha mudado tão pouco o panorama ao longo dos séculos. Indicadores de séculos passados continuam a estar presentes nos tempos atuais. Continuam quase que os mesmos discursos e os papéis de género quase não mudaram. Apesar das liberdades, as masculinidades normativas continuam a valorizar a força do homem («hombridade») e as feminidades continuam a articular-se ao redor dos instintos maternais.
– Na atualidade poucas mudanças se estão a conseguir no tema da violência de género. Em geral, modificações e mudanças são instrumentais e educativamente, por desgraça, não existem. Nos adolescentes continua a haver muitos estereótipos. As políticas de visibilidade da desigualdade podem chegar a ser positivas, no entanto, se se explicar bem aos cidadãos que têm que ser medidas de transição, nunca para sempre. Seria muito interessante, e muito decisivo, que não houvesse já que questionar que deve haver mulheres em todas as estruturas, que para algo as mulheres são a maioria da população (agás na Índia).
– É preocupante, para eliminar no futuro esta lacra, que os adolescentes do ensino secundário, e mesmo do primário, tenham hoje opiniões, atitudes e comportamentos machistas e de violência de género. Nos últimos tempos aumentaram as denúncias de violência de género entre os adolescentes uns 12 %. Está-se a notar, por exemplo, maior agressividade dos meninos para as meninas. O que obriga a ocupar-se, mais que preocupar-se, de facilitar uma melhor educação, com ferramentas adequadas e atividades didáticas, artísticas e lúdicas, apropriadas, não sobredimensionando a situação, pois as atitudes machistas aprendem-se desde as primeiras idades, ao igual que se pode adquirir o senso da igualdade, daí a necessidade de enfrentar já desde crianças este tema. O que deve fazer-se em pequenos grupos, para não individualizar o problema, com atividades e oficinas pedagógicas (obradoiros) durante todo o ano. A finalidade tem que ser a de que, tanto eles como elas, aprendam a detetar o que é um comportamento incorreto. Nascemos sem condicionantes de género, mas, os imos adquirindo, e depois não somos conscientes de muitas das cousas que não aceitaríamos noutra etapa da vida. Aos adolescentes há que ensiná-los a que brincadeiras sexistas podem degenerar numa pauta crónica e numa agressão. A partir dos 12 anos, por desgraça, sentem já a pressão social para encontrar parceiro, por isso, desde esta idade, há que ensiná-los a detetar formas democráticas de comportamento e afastá-los de velhas crenças românticas como que se não há controlo não há amor, comentário que socialmente ainda escuitamos agora. Paralelamente, há que ensinar a fazer bom uso das redes sociais. Só são boas, se se utilizarem de forma adequada e positiva. Mal utilizadas podem converter-se numa faca de dois gumes na hora de exercer controlo que leve à violência.
– Em 1º e 2º do ESO, com acerto, já se estabeleceu a possibilidade de que os estabelecimentos galegos de ensino secundário possam lecionar uma disciplina de «Igualdade de Género», com uma hora de aula por semana. O que sim importa é que nestas aulas se utilizem técnicas didáticas adequadas, atrativas, dinâmicas, lúdicas, artísticas e motivadoras. Com as quais se desenvolvam aprendizagens apreciativas.
– Os modelos que se desenvolvam nos lares, no âmbito familiar, são também chave. Não caindo em equações simplistas, pois não se trata de repartir as tarefas domésticas, já que muitas mulheres trabalham em casa por decisão própria, mas do tratamento igualitário entre os membros do casal, com respeito entre ambos, com igualdade e sem controlo.
– As três chaves fundamentais para o tratamento educativo da violência de género nas escolas são as seguintes:
- Educar em igualdade desde o princípio. As crianças só reproduzem o que escuitam e o que veem. Os maiores devem ter isto em conta e serem modelos na sua conduta e atuação diária. No ambiente familiar podem atalhar-se as atitudes incorretas educando em igualdade desde crianças. As escolas infantis são a prolongação dos lares.
- Proporcionar recursos didáticos e educativos apropriados. Na adolescência, tanto elas como eles, devem contar com recursos que lhes permitam identificar o que é tolerável numa relação e o que não o é.
- Terminar com os antigos conceitos sobre o amor. Nem ciúmes, nem controlo, equivalem ao verdadeiro amor. Falar sobre as redes sociais e ter modelos de igualdade no trato e respeito no casal são chave para conseguir nos menores boas atitudes de respeito pela igualdade de género.
PLANO DE ATIVIDADES EDUCATIVO-DIDÁTICAS DE SENSIBILIZAÇÃO:
Para realizar nos estabelecimentos de ensino, especialmente ao redor da data do 25 de novembro, fazemos uma proposta de um plano de atividades educativo-didáticas. O objetivo principal do mesmo é sensibilizar todos os escolares para que ajudem a eliminar esta infame lacra, mas também para desenvolver em crianças, adolescentes e jovens, atitudes positivas de respeito e prática diária da igualdade de género entre eles e em todos os âmbitos em que participem e vivam: escolar, familiar, social e de trabalho (este no seu futuro). Com o espírito fundamental da prevenção de atitudes sexistas ou de violência contra o sexo feminino. Eis a nossa proposta:
– Realização de jogos cooperativos adequados com participação igualitária de meninas e meninos.
– Escolher peças teatrais adequadas, que existem, para representar, para fazer jogos dramáticos, e mesmo para teatro lido e para dramatizações.
– Organizar uma sessão de fantoches, escolhendo alguma peça sobre o tema, que provoque a reflexão sobre a violência de género.
– Organizar um ciclo cinematográfico com filmes que apresentem o tema de forma positiva e construtiva ou negativa, com a finalidade de que no cinema-fórum, correspondente para cada filme, os escolares possam refletir e opinar.
– Idem, um festival de canções, em que apareça o tema a partir de diferentes ângulos. Podem os escolares cantar as mesmas ou realizar audições com as canções gravadas em discos ou CD.
– Organizar para os escolares um Certame Literário em que possam participar com poemas, contos, lendas, textos livres, redações, frases e aforismos.
– Montamos uma amostra sobre o tema da violência de género, em que se incluam fotos, mensagens, recortes da imprensa e de revistas, notícias sobre o tema, por países e por temática, livros, monografias e trabalhos dos alunos.
– Podemos organizar palestras em que intervenham pessoas da comunidade, especialistas no tema, ou membros de associações.
– Organizamos diversas técnicas de dinâmica de grupos para tratar tão importante tema: livro-fórum, disco-fórum, vídeo-fórum, discussões guiadas, «Philips 66», debates-papo, jogo de papéis, entrevista pública, semáforo, mesa redonda, diálogos simultâneos, etc.
– Com murais e desenhos, montamos uma exposição dedicada aos homens e mulheres que mais luitaram pela igualdade de género: Tagore, Gandhi, C. Arenal, Isadora Duncan, Cecília Meireles, Gabriela Mistral, Victoria Kent, Victoria Ocampo, Maria de Maeztu, Clara Campoamor, etc.
TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:
Servindo-se da técnica do Cinema-fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, truques cinematográficos, etc.) e o fundo dos dous filmes antes resenhados.
Organizamos nos estabelecimentos de ensino uma ampla exposição-amostra sobre o tema da violência de género. A mesma há de incluir textos livres dos estudantes, poemas, desenhos, fotos, murais, aforismos, recortes da imprensa e esquemas sobre as causas, os tipos de violência e as estratégias para luitar contra esta lacra. Também o mapa mundial com os países em que mais se produz este grave problema.
Organizamos jogos dramáticos e de papéis, dramatizações, teatro de fantoches, etc., em que participem os escolares. A temática dos mesmos há de ser a violência contra as mulheres e as suas diferentes formas e tipos.




