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Povos e naçons de hoje: Tamazight

Nationália.cat – As Ilhas Canárias no oeste, os oásis de Siwa e Egito no leste, o Mar Mediterrâneo ao norte e os rios Níger e Senegal no sul som, em termos gerais, os limites territoriais clássicos de Tamazgha, a extensom de terra do norte de África da qual som originários os Tamazight.

Repetidamente colonizado e hoje fragmentado em muitos Estados diferentes, o povo Tamazight mantivo viva sua cultura e a sua enorme diversidade étnica e lingüística, excepto no caso de Marrocos, onde perdeu a batalha demográfica com a população árabe.

Entre 22 e 30 milhons de Amazight que se calcula que moram na Tamazgha, os grupos mais numerosos concentram-se em Marrocos, nas montanhas do Médio Atlas e do Riff, e na Argélia, na Cabília, e Aurès e Mzab . Persistem comunidades importantes, embora mais localizadas, na Tunísia, Líbia e Egipto, enquanto que nas ilhas Canárias os amazights desaparecêrom com a conquista das ilhas por parte dos espanhóis.

Em Mali e no Níger habitam os tuaregues, originariamente nómadas amazights, mas estabelecidos nas cidades limítrofes com o deserto do Saara.

As falas amazights mantenhem-se vivas em qualquer parte do território, embora tenham umha protecçom institucional muito débil ou inexistente. É umha língua afro-asiática da rama berbere. Quanto ao número de falantes, as estimaçons variam entre os 16 e os 27 milhons. As variantes mais utilizadas som as de Marrocos -principalmente o taichawit e o tarifit– e na Argélia -o cabila-, e também os dialectos tuaregues, do deserto do Saara. Há um número importante de falantes de amazight na Europa -possivelmente arredor de um milhom-, já que grande parte da populaçom de origem Magrebe é desta etnia.

Embora os amazight tenham um sistema de escritura próprio, o tifinagh, continua a ser hoje umha língua principalmente oral. Segundo LinguaMón, Argélia é o único Estado que, por enquanto, reconhece o amazight como ‘língua nacional’, ainda que nom é oficial.

A situaçom empeça a ser positiva também em Marrocos, onde devagar a língua penetra no campo da educaçom e os meios de comunicaçom. De outra banda, nom tem nengum reconhecimento legal no resto de países africanos nos que se fala, e tampouco no Estado espanhol, ainda que esta seja umha língua muito utilizada nas cidade autónomas de Ceuta e Melilha.

Hoje em dia na Cabília, na franja mediterrânea da Argélia, é onde o movimento reivindicativo da identidade, a cultura e o auto-governo amazight tem mais força. Cenário de episódios revolucionários, como a Primavera Amaziga de 1980, Cabília produziu importantes forças amazights, como o partido político Movimento pola Autonomia da Cabília (MAK) e o cantante Matoub Lounes, assassinado no ano 1998.

O MAK milita polo estabelecimento de um Governo e um Parlamento próprios à Cabília. Outras formaçons políticas conformariam-se com a assunçom, por parte de Argel, do carácter amazights da Argélia, ademais do árabe.

Pode ser consultada mais informaçom sobre Cabília no MónDivers. A banda da Cabília, também tem umha especial efervescência polo movimento amazights do Marrocos, onde recentemente tivérom lugar alguns progressos quanto ao ensino da língua amaziga e o respeito à cultura.

Também os amazights tuaregues, estám em processo de ponher ponto e final ao conflito que os enfrenta com os Estados do Níger e Malí.

 

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