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Povo equatoriano vota pola oficializaçom do quíchua e o shuar

PGL – Os habitantes do Equador votárom em referendo a ratificaçom da nova constituiçom, aprovada em meados de julho pola Assembleia Nacional Constituinte (ANC). O texto contempla importantes reformas sociais e, pola primeira vez, inclui o quíchua e o shuar como línguas oficiais do país junto ao espanhol, umha meta conseguida graças à luta das associaçons de indígenas.

Num primeiro momento, a ANC votara a inclusom destas duas línguas na constituiçom, embora nom como oficiais, mas como património cultural do País. Após as queixas das organizaçons indígenas, como Ecuarunari, e da plataforma Educaçom Intercultural Bilingüe, que chegárom a acusar o estado de racista e de desconhecer a realidade pluricultural, essas línguas conseguírom umha maior igualdade com o castelhano, embora nom totalmente, pois o castelhano é definida como a língua oficial do Estado.

Destarte, o parágrafo constitucional referente as línguas ficou como segue, sendo ratificado por 90 dos 130 representantes da ANC:

 

«O castelhano é o idioma oficial do Equador; o castelhano, o kichwa e o shuar som idiomas oficiais de relaçom intercultural. Os demais idiomas ancestrais som de uso oficial para os povos indígenas nas zonas onde habitam e nos termos que fixa a lei. O Estado respeitará e estimulará a sua conservaçom e uso».

 

O quíchua é ainda hoje umha importante língua da América do Sul falada por cerca de dez milhons de pessoas de diversos grupos étnicos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru ao longo dos Andes. Possui vários dialectos inteligíveis entre si. No caso equatoriano é falado o dialecto conhecido como kichwa (II-B), estimando-se o número de falantes entre 500.000 e 1.000.000.

O shuar é a língua falada polo povo shuara, composto hoje por uns 80.000 indivíduos. O povo shuara vive na floresta amazónica entre o Peru e o Equador e resistiu as conquistas dos incas e dos espanhóis. Os europeus dérom-lhes o nome de Xívaros (selvagens), polas práticas rituais e encolhimentos de cabeças a que submetiam os seus inimigos derrotados.

No entanto este avanço para o quíchua o o shuar, as outras línguas ameríndias faladas no Equador, cerca de umha dezena, ficam num estatuto inferior, ao só serem oficiais nas zonas em que habitam os seus falantes e nom em todo o território.

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