PGL – O novo número do Cartafol Dixital acaba de dar a conhecer a estatística no respeitante ao uso das línguas nas teses de doutoramento, trabalhos universitários de investigaçom, projectos de fim de carreira e memória de licenciatura da USC; a conclusom é que apenas 8,66 das teses som redigidas em galego ILG-RAG, embora as ajudas para isso.
O programa de ajudas da USC para redigir esses trabalhos em galego começou há 15 anos e desde entom a evoluçom demonstra uma muito pequena percentagem na utilizaçom do galego ILG-RAG que mesmo em 2008 cai para valores percentuais de há 10 anos. Pelo contrário, observa-se um aumento progressivo na utilizaçom do português, sendo que mesmo superou em 2008 o galego ILG-RAG.
A respeito de outras línguas, o castelhano continua a ser a língua mais utilizada, embora vai diminuindo ligeiramente ano após ano, dando passo a outras línguas, nomeadamente o inglês, destacando que há teses que som redigidas em vários idiomas, como as aspirantes ao doutoramento europeu, mençom honorífica que recebeu mais de 10% das teses defendidas em 2008.

Línguas na docência
O anterior número de O Cartafol Dixital publicava também uma interessante estatística a respeito da utilizaçom do galego na docência durante o curso 2008-09 na USC; a conclusom é desoladora: apenas 20,40%, face aos 75,95% do castelhano. É possível fazer carreiras completas sem receber nem uma única aula em galego, caso da Enfermagem na Escola de Lugo; pelo contrário em Jornalismo mais de 84% das horas som dadas em galego.
Em termos gerais, em carreiras como Medicina, Odontologia, Direito, Farmácia, Biologia e Enfermagem (as de mais matriculações) o emprego do galego na docência é quase anedótico, sendo só as carreiras de humanidades e ciências sociais as que se aproximam do objectivo do bilinguismo (entre 25% e 50%), mas depois de quase 30 anos de cooficialidade do galego esse objectivo na docência está muito longe. E o do plurilinguismo ainda mais, pois excepto nas filologias o uso de outras línguas e quase testemunhal.

