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Plutarco, o mestre do civismo

Dentro da série que estou a dedicar aos grandes vultos da humanidade, que todos os nossos escolares devem conhecer, inicio uma pequena série de quatro depoimentos dedicados a antigos educadores, a começar por Plutarco de Queroneia. A seguir, em semanas sucessivas, terão o seu espaço Séneca, Goethe e Montaigne. Com outra minissérie a iniciar em finais de janeiro dedicada a outros seis educadores, Spencer, Vittorino da Feltre, Rosa Sensat, Carolina e Rosa Agazzi e Beatrice Ensor.

plutarch_at_delphiAproveito para o presente depoimento o texto da biografia que sobre Plutarco escreveu no seu dia o brasileiro Emerson Santiago. Plutarco (depois de sua conversão em cidadão romano, Lucius Mestrius Plutarchus) é o nome de um filósofo, educador e biógrafo grego, nascido em 46 e falecido na mesma cidade de Queroneia, (atual Kaprena, região da Beócia) Grécia, em 119. Passou a maior parte de sua vida nesta mesma cidade, tendo estudado matemática e filosofia na Academia de Atenas (a mesma concebida por Platão) sob a responsabilidade de Ammonius, mais tarde vindo a ocupar altos cargos públicos. Viajou bastante pelo Mediterrâneo, passando pelas cidades de Esparta, Corinto, Patras, Sardes, Alexandria e duas vezes a Roma, onde, em determinado ponto, adquire a cidadania romana, passando a lecionar filosofia durante o reinado de Domiciano. Atuou também como preceptor (espécie de tutor e professor) do futuro imperador romano Adriano, ganhando posteriormente renome e prestígio nas cortes deste e na do imperador Trajano. Plutarco deixou uma obra variada, de cerca de 230 livros, dos quais a grande maioria sobreviveram até nossos dias em versões integrais. O seu período mais prolífico é o da época de seu regresso a Queroneia, após a exitosa vida profissional em Roma. É importante ressaltar a grande variedade de assuntos abordados por Plutarco em sua obra, abordando desde ensaios sobre a obra de Platão, retórica e religião, passando por comparações entre a inteligéncia dos animais e dos homens. Merece destaque a obra denominada Bioi Paraleloi, ou Vidas Comparadas ou ainda Vidas Paralelas, que consiste numa coletânea de 64 biografias de vultos gregos e romanos, incluindo entre estes, personagens lendários (ou pelo menos de existência hoje incerta), sendo abordados aos pares, como por exemplo, Alexandre e César, Demóstenes e Cícero, Péricles e Fábio Máximo, entre outros. Tal obra é de suma importância para se ter uma melhor visão sobre o panorama da antiguidade clássica.

No seu regresso a Queroneia, é eleito arconte (membro da assembleia de nobres da antiga Atenas). Em 95 é nomeado sacerdote do templo de Apolo, na cidade de Delfos. É certo que voltaria pelo menos mais uma vez a Roma no período de Domiciano (81-96), indo apresentar uma série de conferências sobre os mais diversos assuntos. Além da cidadania romana, possuía direitos de cidadão também nas cidades de Atenas e Delfos. É graças a seus escritos que o mundo possui uma visão, ainda que não seja completa, mas bem esclarecedora da antiga civilização grega. Vivia ainda por volta de 120, já tendo falecido certamente por volta de 125, recebendo grandes homenagens em Delfos.

Além de suas funções como sacerdote do Templo de Delfos, Plutarco também foi um magistrado em Queroneia e representou sua pátria em várias missões em países estrangeiros. Plutarco ocupava o cargo de arconte em seu município natal, provavelmente, apenas um projeto anual que, provavelmente, serviu mais de uma vez. Ele ocupou-se com todos os pequenos assuntos da cidade e realizava até as mais humildes tarefas.

Os primeiros trabalhos biográficos escritos por Plutarco eram as vidas dos imperadores romanos, de Augusto a Vitélio. Destas restaram apenas as Vidas de Galba e Otão. Das obras A Vida de Tibério e A Vida de Nero existem apenas fragmentos, fornecidos por Damáscio (A Vida de Tibério), e pelo próprio Plutarco (Vida de Nero), respetivamente. Estas primeiras biografias dos imperadores foram provavelmente publicadas sob a Dinastia dos Flávios, ou durante o reinado de Nerva.

Plutarco era um platônico, mas também era aberto a influência dos Peripatéticos, tendendo em alguns detalhes até mesmo ao Estoicismo, apesar de sua polêmica contra os seus princípios. Ele rejeitou em absoluto somente o Epicurismo. Interessado em questões morais e religiosas, atribuiu pouca importância às questões teóricas e duvidou da possibilidade de algum dia estas questões serem resolvidas. Em oposição ao materialismo estoico e ao “ateísmo” epicurista, alimentou a ideia de Deus que estava mais de acordo com Platão e adotou um segundo princípio (díade), a fim de explicar o mundo fenomenal. No entanto ele buscou esse princípio não em uma matéria indeterminada, mas na maligna alma do mundo que desde o início está ligada à matéria, mas no momento da criação era cheia de razão e fora arranjada por ela, assim, a alma do mundo foi transformada em alma divina do mundo, mas continuou a funcionar como a fonte de todo o mal.

DOCUMENTÁRIOS EM YOUTUBE:

1. Pensamentos de Plutarco: 7 Frases (2 min., preto e branco). Um pouco sobre tudo.

2. 5 Frases de Plutarco (2 min., preto e branco e a cores).

3. Plutarco, Alexandre e Aristóteles (6 min., preto e branco e a cores).

https://www.youtube.com/watch?v=XlAnH7PV7D4

ou ver-se entrando em:

DA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS:

A obra mais importante, que chegou a nós na sua íntegra, relativa à educação das crianças, escrita por Plutarco, foi a intitulada Da Educação das Crianças, da qual existem várias edições na nossa língua e mesmo pode consultar-se pela internet e em formato PDF. De forma sintética, resenho a seguir os princípios pedagógicos expostos por Plutarco neste seu livro:

1. O objetivo principal da educação deve ser o de tornar virtuosas às crianças.

2. Na educação é muito importante o ofício de pais e de que estes tenham boa origem, boa condição e boas atitudes.

3. É muito importante a integridade física dos pais no momento da procriação dos filhos. E que nesse momento não se encontrem bêbados.

4. Para conseguir crianças com conduta justa e virtuosa é necessário congregar a natureza, a razão e o costume ao exercício. Entendendo por razão a aprendizagem, e por costume a prática.

5. É muito importante que as próprias mães alimentem os filhos e os amamentem, porque o fazem com mais ternura e diligência, porque amam os filhos no seu íntimo.

6. Os pedagogos que atendam os filhos devem ser escolhidos pelo seu carácter virtuoso e devem falar a língua materna das crianças, seja a que for.

7. Quando as crianças cheguem à idade de ser atendidos pelos pedagogos nas palestras os pais devem cuidar muito de escolher pessoas adequadas, sérias, virtuosas, que possam ser mestres que tenham uma conduta de vida irrepreensível, uma moral acima de qualquer censura e que sejam os melhores pela sua experiência educativa.

8. A formação é o único dos bens que temos que é imortal. Na natureza humana, os dois bens mais importantes são a inteligência e o raciocínio, ambos inter-relacionados.

9. Os filhos devem ter uma educação incorrupta e sã. O objetivo deve ser afastá-los o mais possível de conversas frívolas, pelo que há que fomentar a reflexão em todo o momento.

10. A criança não deve deixar de ouvir e de observar qualquer uma das disciplinas que integram a chamada cultura geral, mas deve aprendê-las de passagem, para passar a gostar delas, e deve venerar a filosofia, especialmente, como base de todos os saberes.

11. Não deve, certamente, descuidar-se o exercício do corpo, por isso é necessário confiar as crianças ao pedótriba (educador físico ou mestre de ginástica), a fim de exercitarem de forma adequada por causa da harmonia e da força corporais, porque a base de uma boa velhice é um correto cuidado físico durante a infância.

12. É necessário conduzirmos as crianças para os bons costumes por meio de conselhos e do diálogo e não com maus tratos e castigos. Os elogios e as repreensões são mais proveitosos do que todo o tipo de maus tratos, pois uns encorajam o bem e as outras afastam-nas do mal. Mas, os louvores não devem ser excessivos, dado que as enchem de vaidade e ficam displicentes.

13. Dedicar aos filhos um amor muito forte é a causa de falta de amor, pois é sobreproteção. Por isso não é positiva a atitude de pais que confiam seus filhos a pedagogos e mestres, não sendo testemunhas das lições dos filhos e não os ouvem, pois há que prestar-lhes atenção de forma equilibrada. Também é importante exercitar e acostumar a memória das crianças, pois ela é o tesouro da educação. E não só para a educação, também para as atividades da vida. A memória dos atos passados é um exemplo de prudência para situações futuras.

14. Os filhos devem ser afastados da linguagem obscena e ser preparados para serem de carácter afável e amáveis. A palavra é a sombra da ação. Também são importantes na educação das crianças as seguintes ações: praticar uma vida modesta, moderar a linguagem, controlar a ira e dominar a força das mãos e desenvolver a paz a tranquilidade. Contudo, o mais sagrado é habituar as crianças a dizer a verdade, pois mentir torna a pessoa digna de ser odiada por todos. A melhor maneira de alcançar todo o anterior é dar o exemplo. Tanto os pais como os mestres.

15. Há que educar as crianças na boa conduta e a prudência, para a atividade pública com atitudes virtuosas. Também com amor, juntando seriedade e humor ao mesmo tempo. Só assim podemos obter almas justas, prudentes e boas.

16. É necessário ter mais precaução e atenção, na sua educação, com os jovens do que com as crianças. Os pais, durante esta faixa etária, devem estar vigilantes e atentos, moderando os jovens com ensinamentos, reprimendas, pedidos, conselhos, promessas, indicando o exemplo dos que caem na desgraça por causa do fascínio pelos prazeres ou dos que ganham o louvor e a boa reputação graças à firmeza do espírito, pois são dois os princípios da virtude: acreditar na honra e temer o castigo.

17. Convém educar as crianças e os jovens longe de pessoas perversas e de mau carácter, dar valor à justiça, não saltando por cima dela, fugir da ociosidade, não precipitar-se nas decisões, não preocupar-se em demasia, não irritar-se e não utilizar o raciocínio – que é o alimento da reflexão, e a perversidade dos homens torna-o impuro – com almas perniciosas e com os aduladores, que são um verdadeiro perigo. Convém viver e não desperdiçar a vida.

18. Os sentimentos humanos têm a sua importância. Os pais não devem ser excessivamente severos e intransigentes com os jovens, e devem saber perdoar os seus erros, pois eles próprios foram no seu dia jovens. Devem reprimir com afabilidade e tolerar os erros de forma complacente. É melhor serem irascíveis que rancorosos. E generosos no lugar de avarentos.

19. O vínculo mais prudente para os jovens é o de estabelecer o matrimónio. Com mulheres virtuosas, que não sejam nem mais ricas nem mais nobres que os esposos. Quer dizer, que sejam semelhantes em condição e origem.

20. Os pais devem esforçar-se por cuidar de tudo quanto é necessário para a instrução dos filhos, tanto na vida de crianças, quanto na de jovens. Sendo na sua conduta um autêntico espelho, no qual os filhos possam olhar-se e tomar exemplos positivos para as suas atuações durante a sua vida.

A DEFESA DO CIVISMO:

A maior preocupação de Plutarco era que os servidores à comunidade, e dentre eles os docentes e os governantes, fossem pessoas virtuosas, com valores éticos e cívicos e condutas positivas, para o qual era muito necessário desenvolver na prática uma educação adequada dos cidadãos, a começar pelas crianças e os jovens e adolescentes. Este tema aparece de forma meridiana nas suas duas obras mais relacionadas com o tema educativo: as Vidas Paralelas, para, com a sua leitura, difundir entre as crianças e jovens os exemplos positivos das condutas de grandes vultos históricos ou do momento (um grego e o outro romano, dentro de uma série de 23), e o livro Da educação das crianças, dando ideias práticas para desenvolver uma educação adequada.

Se todas as coisas aconteciam em duplo, pois todo herói produzia o seu êmulo, conforme a expressa citação dele, nada impedia de alguém imitar o que já ocorrera no passado distante na intenção de reprisá-lo. Assim se deu com o próprio Júlio César, que se modelou em Alexandre (e Napoleão Bonaparte, leitor voraz de Plutarco, que imitou os dois). Mas a leitura de Plutarco não se reduz somente ao estímulo ao mimetismo, pois ele, como bom escritor que era, recorreu a variados recursos literários, tornando seu texto extremamente atraente. E uma das razões do sucesso de Plutarco está no gosto pelo detalhe, na humanização dos estadistas. Lá está o príncipe Alexandre domando Bucéfalo, o seu fogoso corcel, expondo-o contra o sol, ou o jovem Júlio César, capturado pelos piratas do Egeu, impassível, redigindo textos e lendo-os em voz alta para seus captores, obrigando-os ao silêncio.

“Não é nas ações mais ruidosas que se manifesta a virtude ou o vício, senão que muitas vezes num fato qualquer do momento, uma observação espirituosa ou uma ninharia qualquer serve mais para esclarecer um caráter que em batalhas nas quais morrem milhares de homens, numerosos exércitos e cidades postas a sítio”, assegurou ele numa passagem famosa.

Rousseau, por sua vez, disse sobre ele: “Pintou os grandes homens nas pequenas coisas, um traço ligeiro… uma palavra, um sorriso, um gesto é suficiente para caracterizar o herói de Plutarco”. Todavia, lê-lo não foi hábito recomendado pelos padres da Igreja, pois no seu extenso rol não constavam homens santos, mas heróis pagãos. Coube assim aos humanistas do Renascimento, escritores como Petrarca, Guarino, Salutati e Leonardo Bruni, retirá-lo do olvido em que se viu mergulhado na Idade Média para voltar à cabeceira dos homens de Estado e dos literatos. Com a revitalização do individualismo e da paixão pela ação promovida pelos novos tempos, impulsionados por Colombo, por Copérnico e Galileu, versões resumidas das Vidas Paralelas  voltaram a circular nos meios cultos (a primeira reedição completa em grego apareceu na Itália, em 1389; em latim, em 1470). Carlos V, imperador do mundo, foi iniciado em Plutarco ainda bem jovem; Shakespeare dele se abeberou para inúmeros dramas; Racine e Corneille, mentores da tragédia clássica francesa do século XVII, fizeram de Plutarco o Homero dos tempos modernos.

Porque Plutarco sempre quis fazer escola. O que podemos comprovar na edição das Vidas Paralelas de Alexandre e César, quase sempre em separatas, pois a totalidade das Vidas paralelas alcança bem mais de duas mil páginas. Pode-se dizer que não houve estadista ocidental de respeito que, em algum momento, não passasse os olhos sobre um ou outro tomo de Plutarco. Além disso, por todas as partes ele fez escola. No Brasil o mais representativo foi Octávio Tarquínio de Souza, historiador com vasta obra dedicada aos “Fundadores do Império Brasileiro” (integrada por alentadas biografias de D. Pedro I, José Bonifácio etc…). Mesmo o democrata Rousseau tinha a crônica de Plutarco, esse educador de príncipes, em alta conta. Recomendou-a como obrigatória para quem ambicionasse fazer carreira pública. Mesmo o homem comum, o republicano, devia recorrer a ela, pois ainda que tratasse de príncipes, de patrícios e chefes políticos, Rousseau entendeu Plutarco como um dos maiores mestres do civismo em todos os tempos. As lições dele são universais, válidas para todos os tempos e idades, ainda que estejamos vivendo na idade das massas, sob o domínio das multidões. É um historiador (se bem que modernamente alguns lhe recusem este atributo) que até hoje mantém um público. De algum modo, independente da opinião que se possa ter da galeria dos seus personagens, sua prosa atraiu admiradores que lhe são fiéis, mesmo transcorridos dezoito séculos da sua morte. Quais e quantos outros escritores daquela época tão longínqua gozam ainda de tal estima? E quanta falta faria ter hoje um Plutarco para educar à maioria dos políticos do mundo, a maioria, por desgraça, corruptos e sem qualquer valor ético.

AS FORMOSAS PALAVRAS DE PLUTARCO:

Apresento a seguir uma antologia de frases pronunciadas por Plutarco:

–«A mente é um fogo a ser aceso, não um vaso a preencher».

-«As esplêndidas fortunas – como os ventos impetuosos – provocam grandes naufrágios».

-«Encontrar defeito é fácil, mas fazer melhor pode ser difícil».

-«A avareza é um tirano bem cruel; manda ajuntar e proíbe o uso daquilo que se junta; visita o desejo e interdiz o gozo».

-«Uma alegria tumultuosa anuncia uma felicidade medíocre e breve».

-«As dores grandes duram pouco, aquelas que duram de fato não são grandes».

-«O amor ensina-nos todas as virtudes».

-«O tempo é o mais sábio dos conselheiros».

-«O ser humano pode ter muitos amigos, mas amigos autênticos são poucos».

-«Ter tempo é possuir o bem mais precioso para quem aspira a grandes coisas».

-«A perseverança é mais eficaz do que a violência, e muitas coisas que, quando reunidas, são invencíveis, cedem a quem as enfrenta um pouco de cada vez».

-«Nunca um amante, por eloquente que seja, crê ter dito o bastante no interesse do seu amor».

-«A pintura deve ser uma poesia muda e a poesia uma pintura que fale».

-«Os espertos aprendem mais com os erros dos outros».

-«A alma mais forte e mais bem constituída é aquela que os sucessos não orgulham e que não se abate com os revezes».

-«O maior e o mais velho amor, é o amor pela vida».

-«Preferia ser o primeiro nesta aldeia do que o segundo em Roma».

-«É preciso viver, não apenas existir».

-«A natureza recusa o vazio».

-«O ser humano não pode deixar de cometer erros; é com os erros, que os homens de bom senso aprendem a sabedoria para o futuro».

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Vemos os pequenos documentários citados antes e depois desenvolvemos um Cinema-fórum, para analisar os seus conteúdos e as propostas de Plutarco nas suas frases.

Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Plutarco, o seu pensamento, a sua vida e a sua obra. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias.

Podemos levar a cabo um Livro-fórum lendo entre todos, estudantes e docentes, o livro Da educação das crianças, publicado pela Edipro de Brasil. Podia valer também a leitura de algum dos volumes da sua obra Vidas Paralelas. Seria interessante tirar entre todos conclusões para o ensino e a educação atual.

 

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