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Pela harmonia inter-religiosa (pequena filmografia sobre temas religiosos)

Por proposta do rei Abdullah II de Jordânia, realizada na Assembleia Geral da ONU no dia 23 de setembro de 2010, em data 20 de outubro do mesmo ano, por unanimidade de todas as nações do mundo, foi declarada a primeira semana de fevereiro como «Semana Mundial da Harmonia Inter-religiosa». A qual desde esse ano se vem celebrando em muitos países, e nunca como agora mesmo se faz tão necessária. A mensagem seminal na declaração é o amor e harmonia. Dous valores que são descritos como: «Amor a Deus e amor ao próximo, ou amor do bem e amor ao próximo». Seguindo o conceito proposto por Confúcio de que «harmonia» não sugere apenas «paz», mas também «interação bonita e dinâmica entre elementos diferentes dentro de um todo». Reconhecendo que os imperativos morais de todas as religiões, convicções e crenças é pedir paz, tolerância e compreensão mútua. Reafirmando ademais que o entendimento mútuo e do diálogo inter-religioso constituem dimensões importantes de uma cultura de paz.

Proclamada a primeira semana de fevereiro, de 1 a 7, de cada ano como «Semana Mundial da Harmonia Inter-religiosa» entre todas as religiões, fés e crenças e, como é lógico, mesmo com os que não têm qualquer crença de tipo religioso, defensores do laicismo, ficam incentivados todos os Estados a apoiarem, numa base voluntária, a propagação da mensagem de harmonia inter-religiosa e boa vontade nas igrejas do mundo, mesquitas, sinagogas, templos e outros lugares de culto durante essa semana, baseado no amor a Deus e amor ao próximo, ou sobre o amor do bem e do amor ao próximo, cada um de acordo com suas próprias tradições religiosas ou convicções, que mesmo podem ser laicas.

RELIGIOES Historia Capa Livro1No ano 2013, Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU, pronunciou um interessante discurso sobre este tema, e a sua mensagem, que tenho a bem reproduzir, foi: “Para bilhões de pessoas em todo o mundo, a fé é um fundamento essencial da vida. Ela dá força nos momentos de dificuldade e um importante sentido de comunidade. A grande maioria das pessoas de fé vive em harmonia com seus vizinhos, seja qual for o seu credo, mas cada religião abriga também uma minoria estridente preparada para afirmar doutrinas fundamentalistas através de intolerância e violência extrema. Esses atos são uma afronta à herança e aos ensinamentos de todas as grandes religiões. Eles também violam a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma o direito de todos à liberdade de pensamento, consciência e religião. É imperativo que a maioria moderada seja habilitada de forma a permanecer firme contra as forças do extremismo. Mas isso só pode ser alcançado através de uma forte liderança.

No próximo mês, em seu fórum em Viena, a Aliança de Civilizações prosseguirá os seus esforços para unir as religiões e culturas. Seja no palco internacional ou nas suas comunidades, os líderes religiosos e culturais têm a responsabilidade de falar a língua da tolerância e do respeito. Esta é uma mensagem central da Semana Mundial de Harmonia Inter-religiosa. Nós também devemos chegar aos jovens com uma mensagem de esperança. Muitas vezes marginalizada, desempregada e frente a um futuro de incerteza, a juventude pode ser presa fácil para os fanáticos que oferecem um sentido de causa e comunidade. Precisamos expor a invalidade desta isca e oferecer uma alternativa atraente. Isto não pode ser alcançado só através de palavras. Os jovens precisam de emprego e uma participação significativa num futuro no qual eles possam acreditar. A ONU está atualmente envolvida na definição de uma agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015. O nosso objetivo é erradicar a pobreza extrema no nosso tempo de vida e promover a oportunidade econômica equitativa para todos e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente. Para isso, precisamos do envolvimento de todos os atores – incluindo os jovens e comunidades de fé.

Vivemos em tempos de turbulência e transformação – econômicos, ambientais, demográficos e políticos. Estas transições trazem ao mesmo tempo esperança e incerteza. O nosso trabalho é garantir que a esperança vença, e a nossa tarefa será mais fácil se os seguidores de todas as religiões colaborarem com uma causa comum. Não esqueçamos nunca que o que nos divide é minúsculo se comparado com o que nos une. Trabalhando juntos, podemos alcançar todos os nossos objetivos de prosperidade, paz e bem-estar físico e espiritual.”

Pela sua parte, Shirin Ebadi, Prémio Nobel da Paz do ano 2003, escreveu um lindíssimo depoimento, sob o título de «As pessoas são diferentes, ao igual que suas culturas». No mesmo, chegou a expressar as seguintes lindas palavras e frases:

«As pessoas vivem de diferentes formas e por igual diferem as civilizações.

As pessoas comunicam-se com um ampla variedade de línguas.

As pessoas regem-se por diferentes religiões.

As pessoas chegam ao mundo de diferentes cores e são muitas as tradições que matizam suas vidas com diversos tintes e tonalidades.

As pessoas vestem-se de maneiras diferentes e adaptam-se ao seu meio de formas diversas.

As pessoas exprimem-se de diferente maneira e assim mesmo a sua música, sua literatura e sua arte refletem modos diferentes.

Mas, apesar destas diferenças, todas as pessoas têm um único atributo em comum: todas elas são seres humanos, nada menos, nada mais. E não importa quão diferentes sejam, todas as culturas, com suas religiões respetivas, partilham muitos princípios:

– Nenhuma cultura tolera a exploração dos seres humanos.

– Nenhuma religião permite a matança de inocentes.

– Nenhuma civilização aceita a violência ou o terror.

– A tortura é aborrecível para a consciência humana.

– A brutalidade e a crueldade são detestáveis em qualquer tradição.

Dito de forma mais esclarecedora, estos princípios partilhados por todas as civilizações refletem os nossos direitos humanos básicos. Estes direitos são atesourados e cuidados por todos, em todas as partes. Assim a relatividade cultural não se deveria utilizar nunca como pretexto para violar os direitos humanos, dado que estes direitos simbolizam os valores mais fundamentais das civilizações humanas».

A Índia, na qual moro cada ano durante períodos de seis meses desde 2010, normalmente de outubro a abril, é um exemplo de país com uma grande diversidade religiosa e com um modelar respeito entre todas as pessoas, seja qual for seu credo religioso, idiomas, etnia ou cultura. E isto funciona de forma quase perfeita quando o governo do país é laico. Embora já não funcione tão bem com um governo identificado com uma religião concreta, como acontece agora mesmo com um governo de tipo hinduísta, no qual existe um setor fundamentalista com grande poder, e cria quase a diário bastantes problemas inter-religiosos pelos quatro cantos da imensa República federal indiana. Neste grande país, sendo o Hinduísmo, com as suas 6 escolas filosóficas, a religião maioritária dos seus cidadãos, existem outros credos importantes como o Islão (a Índia é o 2º país do mundo com maior número de muçulmanos, depois da Indonésia), o Budismo, o Sikhismo, o Jainismo (religião da paz e da não violência por excelência e praticante do vegetarianismo), o Cristianismo (católicos e protestantes variados), o Zoroastrismo (os Parsis), o Confucionismo, o Taoismo, o Sintoísmo, a religião Baha´i, o judaísmo, e a interessante sócio-religião do «Brahmo-Somalh», a que pertencia Tagore e toda a sua família. Religião esta que é uma síntese dos mais valiosos princípios de todas as religiões, somados à igualdade, liberdade e fraternidade da revolução francesa.

Na história da cinematografia mundial existem múltiplos filmes relacionados com as diferentes religiões e com temas concretos das mesmas. Também com perseguições por assuntos religiosos, guerras de religião, fundamentalismos, as famosas cruzadas, as conversões, diferentes santos com as suas biografias, a terrível inquisição, etc. Para o presente depoimento escolhi uma pequena listagem de filmes, procurando que fossem representativos das religiões mais importantes que existem no mundo. Para os defensores do laicismo, poderíamos encontrar muitos filmes sobre a revolução francesa, as suas figuras e factos concretos da mesma.

PEQUENA FILMOGRAFIA SOBRE TEMAS RELIGIOSOS:

  1. Judaísmo:
  •  RELIGIOES Foto Filme KadoshTítulo original: Kadosh.
  • Diretor: Amos Gitai (Israel, 1999, 110 min., cor).
  • Roteiro: Amos Gitai, Eliette Acassis e Jacky Cukier. Música: Philippe Eidel. Fotografia: Renato Berta.
  • Atores: Yaël Abecassis, Meital Barda, Yoram Hattab, Uri Ran Klauzner, Yussef Abu Warda,Sami Hori.
  • Argumento: Meir e Rivka moram num bairro judeu ultraortodoxo de Jerusalém. Levam dez anos casados, mas não podem ter filhos. Devido à tradição e à pressão do rabino da comunidade, Meir vê-se obrigado a repudiar sua esposa por não poder dar-lhe filhos. Ao mesmo tempo, Malka, irmã de Rivka, está apaixonada por Iaakov, que decide abandonar a comunidade, e por decisão do mesmo rabino, Malka é obrigada a casar-se com Iossef, braço direito do rabino.
  1. Cristianismo:
  1. Protestantismo, com todas as suas correntes (2 filmes):
  • RELIGIOES Foto Filme Lutero0Título original: Luther (Lutero).
  • Diretor: Eric Till (Alemanha, 2003, 121 min., cor).
  • Roteiro: Camille Thomasson e Bart Gavigan. Música: Richard Harvey. Fotografia: Robert Fraisse.
  • Nota: Ver filme dobrado no Youtube.
  • Atores: Joseph Fiennes, Jonathan Firth, Alfred Molina, Claire Cox, Peter Ustinov, Bruno Ganz, Uwe Ochsenknecht, Mathieu Carrière, Benjamin Sadler, Jochen Horst,Torben Liebrecht, Maria Simon, Lars Rudolph, Marco Hofschneider.
  • Argumento: Alemanha, princípios do século XVI. Martinho Lutero foi um frade agostinho que provocou um cisma dentro da Cristandade. No mosteiro, uma detida e reflexiva leitura da Bíblia, leva-o a reformular-se algumas questões. Em 1517, pendura na porta da igreja de Vitemberga as suas 95 teses, que, além de negarem alguns dogmas, condenavam as bulas de indulgência que a igreja vendia para arrecadar fundos para a construção da Basílica de S. Pedro do Vaticano. Levado perante a Dieta Imperial de Worms, Lutero nega-se a retratar-se, a menos que possam provar, baseando-se na Bíblia, que as suas teses são falsas. A seguir é acusado de heresia e excomungado pelo Papa Leão X. Nesta situação vê-se obrigado a escapar e vive como um proscrito enquanto traduz o Novo Testamento do latim para o alemão. A postura desafiante de Lutero anima os camponeses a rebelar-se contra os senhores e a queimar igrejas. Aterrorizado pela repercussão que as suas palavras tiveram entre os seus seguidores, Lutero vê-se obrigado a encontrar um modo de acabar com o caos reinante.
  1. Título original: Witness (A Testemunha / Único testigo).
  • RELIGIOES Foto Filme A Testemunha4Diretor: Peter Weir (EUA, 1985, 112 min., cor).
  • Roteiro: Earl W. Wallace e William Kelley, Segundo a história de William Kelley, Pamela Wallace e Earl W. Wallace. Música: Maurice Jarre. Fotografia: John Seale.
  • Atores: Harrison Ford, Kelly McGillis, Danny Glover, Josef Sommer, Lukas Haas, Jan Rubes, Alexander Godunov, Patti Lupone, Viggo Mortensen.
  • Argumento: Na sua primeira viagem a Philadelphia, Samuel Lap, uma criança de uma comunidade «amish», presencia por acaso o brutal assassinato de um homem. John Book será o polícia encarregado de protegê-los, a ele e sua mãe, de quem querem eliminar a criança seja como for. Quando Book se inteira de que o assassinato está relacionado com uma trama de corrupção no seio da polícia, decide refugiar-se no povoado amish, seguindo sua vida e costumes.
  1. Islamismo:
  • RELIGIOES Foto Filme MaoméTítulo original: The Message (Maomé, o mensageiro de Deus).
  • Diretor: Moustapha Akkad (Líbia, 1977, 177 min., cor).
  • Roteiro: H.A.L. Craig, Tewfik El-Hakim, A.B. Jawdat El-Sahhar, A.B. Rahman El-Sharkawi e Mohammad Ali Maher. Música: Maurice Jarre. Fotografia: Said Baker, Jack Hildyard e Ibrahim Salem.
  • Atores: Anthony Quinn, Irene Papas, Habib Ageli, Michael Ansara, Johnny Sekka, Damien Thomas, Garrick Hagon, Michael Forest, André Morell, Rosalie Crutchley, Neville Jason, Bruno Barnabe, Martin Benson, Earl Cameron, Ahmed Abdelhalim, Nicolas Amer, John Bennett.
  • Argumento: Século VII. Ferreamente determinado a acabar com as injustiças dos líderes da Meca, Mohammad (Maomé), que afirma ter tido uma visão do anjo Gabriel, persuade-os para abandonarem a adoração dos 300 ídolos da Caaba em favor de um só. Além de ignorarem as suas súplicas, as reuniões de Mohammad e os seus partidários são respondidas com perseguições e torturas cruéis. A sua expulsão da Meca desencadeia a sede de justiça destes até que Mohammad acede a tomar as armas e lutar para instaurar o monoteísmo.
  1. Budismo:
  1. Hinduísmo:
  • RELIGIOES Foto Filme MahabharataTítulo original: The Mahabharata (O Mahabharata).
  • Diretor: Peter Brook (Bélgica, 1989, 325 min., cor).
  • Roteiro: Jean-Claude Carrière, Peter Brook e Marie-Hélène Estiene, segundo a obra Viasa.
  • Música: Toshi Tsuchitori. Fotografia: William Lubtchansky.
  • Atores: Erika Alexander (Madri / Hidimbi), Maurice Bénichou (Kitchaka), Amba Bihler (Filha de Virata), Lou Bihler (Jovem Karna), Urs Bihler (Dushassana), Ryszard Cieslak (Dhritharashtra), Georges Corraface (Duryodhana), Jean-Paul Denizon (Nakula), Mamadou Dioumé (Bhima), Miriam Goldschmidt (Kunti), Hapsari Hardjito (Esposa de Abhimanyu) e Nolan Hemmings (Abhimanyu).
  • Argumento: O Mahabharata narra a guerra entre Pandavas e Kauravas – duas famílias com laços de parentesco muito próximos – pela posse de um reino no norte da Índia. Os momentos que antecedem o confronto final, conhecido como Batalha de Kurukshetra, compõem o trecho mais famoso do poema conhecido como Baghavad Gita (“Canção do Divino Mestre”). É quando o príncipe Arjuna, em crise de consciência por estar combatendo amigos e familiares, cogita desistir da luta e entra em diálogo com o deus Krishna, que o convence de que aquela guerra faz parte do destino do seu povo e não pode ser evitada. É o principal épico religioso da civilização indiana e também o maior poema de todos os tempos, com cerca de 200 mil versos. Em sânscrito, bharatas quer dizer “saqueadores”, termo que deu nome às tribos arianas que teriam ocupado a Índia em torno de 1.700 a.C. Nesse “grande poema do mundo”, revelam-se as origens de crenças, lendas e personagens mitológicos da cultura oriental.
  1. Confucionismo:
  • RELIGIOES Foto Filme Confucio1Título original: Kong Zi (Confucius) (Confúcio).
  • Diretor: Hu Mei (China, 2010, 115 min., cor).
  • Roteiro: Chan Hon, He Yanjiang, Jiang Qitao e Hu Mei.
  • Música: Su Cong e Zhao Jiping. Fotografia: Peter Pau.
  • Atores: Chow Yun-Fat, Chen Daoming, Zhou Xun, Lu Yi, Yao Lu, Chen Jianbin, Zhang Kaili, Jiao Huang, Ren Quan e Wang Ban.
  • Argumento: Confúcio, o mais famoso e influente pensador e filósofo chinês, viveu entre os séculos VI e V antes de Cristo. O filme centra-se na última etapa da sua vida. Aos 51 anos, Confúcio aceita desempenhar um cargo político para contribuir para a pacificação do país num período muito crítico da história da China, caracterizado por endémicos e graves enfrentamentos civis. A influência do filósofo sobre o rei Lu chegou a ser tão grande que as personagens mais poderosas da corte se sentiram ameaçadas, razão pela qual Confúcio decidiu exilar-se voluntariamente.
  1. Documentários sobre diferentes religiões:
  2. História das Religiões (3 DVDs, cor): Cannes Distribuidora.
  • 9 RELIGIOES Historia Capa LivroDescrição: A religião, filosofia, pragmatismo e ceticismo são temas que provocam a reflexão sobre a existência humana: de onde viemos, para onde vamos e porque estamos aqui. Povos de diversas partes do mundo, em épocas diferentes, cada um à sua maneira procuraram e ainda procuraram respondê-las. Em cada um destes três DVDs encontram-se algumas respostas, vistas a partir da ótica espiritual ou racional de africanos, ameríndios, budistas, católicos, ceticistas, confucionistas egípcios, gregos, judeus, romanos, taoistas. Neles a viagem espiritual passa pela geografia e pela história. As imagens são deslumbrantes e as informações neles impressas são certamente uma aula. A chance de se aprofundar em temas complexos são vitais à nossa compreensão da vida. O volume 1 inclui: Catolicismo, religiões de pequenas sociedades, religiões nativas da América, Africanos e Afro-Americanos. O 2: Judaísmo, Hinduísmo, Protestantismo, clássicos e Mitos do Mediterrâneo. E o 3: Islamismo, Xintoísmo, Ceticismo, Budismo e Confucionismo.
  1. Religiões do mundo: Série de 7 documentários que promove o debate sobre o papel das religiões e do diálogo inter-religioso na sociedade contemporânea, a partir do Projeto de Ética Mundial, de autoria do teólogo suíço Hans Küng. Esse Projeto apoia-se em quatro convicções básicas: não há paz entre as nações sem paz entre as religiões; não há paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões; não há diálogo entre as religiões sem padrões éticos globais; não há chance de sobrevivência para nosso planeta sem uma ética global, uma ética mundial, apoiada por pessoas religiosas e não-religiosas. A série inclui sete documentários e foi gravada nas grandes capitais religiosas do mundo, locais em que se buscou seguir as trilhas das religiões ao longo de suas histórias e culturas. Além das religiões tribais, a série contempla as três maiores correntes religiosas presentes no planeta: as religiões da sabedoria de origem chinesa (Confucionismo e Taoísmo), as religiões da mística de origem indiana (Hinduísmo e Budismo) e as religiões de profecia originadas no Oriente Médio (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo). Os documentários foram produzidos pela TV alemã e dobrados em português.

OS 7 MANDAMENTOS DA BOA CONVIVÊNCIA RELIGIOSA:

A brasileira Júlia Batista expôs no seu dia as estratégias oportunas para ter uma boa harmonia inter-religiosa. Considero que são muito acertadas e por isto as resenho a continuação:

«Trate os outros como você quer ser tratado
Este é o principal ensinamento de qualquer religião, credo ou filosofia. Não quer ser desrespeitado por suas escolhas, então não desrespeite o próximo. Respeite para ser respeitado é um princípio básico.

Respeite a crença religiosa dos outros
Conseguir aguentar o fato de que os outros podem ter opiniões diferentes das nossas é pré-requisito para a boa convivência humana. No caso da religião, não se discute e se respeita. Tolerância uma hora ou outra pode se tornar intolerância. Deve haver respeito.

Não brinque nem desrespeite as práticas religiosas dos outros. 
Sua amiga muçulmana cobre-se com um véu? Não cabe a você fazer piada, criticar ou, pior ainda, fazer comentários maldosos sobre essa prática. No máximo, tente entender o ponto de vista dela. Talvez você até se surpreenda.

Cuidado com a forma como você se aproxima de símbolos e rituais de outras religiões.
Você pode até achar que não existe diferença nenhuma entre a imagem de Nossa Senhora, vestida de azul dentro do oratório que enfeita a escrivaninha da sua colega, e qualquer outro objeto ou enfeite, mas existe e é grande. Evite comentários, na dúvida, nem toque. Vale perguntar, desde que a curiosidade seja legítima, sem resquício nenhum de brincadeira.

Não deixe diferenças religiosas afastarem você da sua família. 
Família não tem que comungar a mesma religião, admita que num país como o nosso, de maioria cristã, mas onde o sincretismo é forte, cada membro da família pode seguir um rumo diferente e conviver em harmonia dentro de padrões pré-estabelecidos de comum acordo, por exemplo, no Natal segue-se a tradição cristã, no Ano-novo a família se reúne para levar flores para Yemanja.
Monitore o ensino religioso do seu filho. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) do Brasil tornou obrigatório o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras. Isso favorece a tal discussão de ideias e a troca de informações, mas também pode criar espaços permeáveis ao proselitismo. Converse com seu filho sobre isso

Evite enviar e repassar correntes religiosas por email e redes sociais
Bloquear o amigo virtual, deletar emails e cancelar assinatura são opções para não receber mensagens religiosas e de pregação
».

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Servindo-se da técnica do Cinema-fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço) e o fundo dos 8 filmes resenhados e os documentários, depois de organizar com eles um ciclo cinematográfico.

Organizar nos estabelecimentos de ensino uma ampla amostra com fotos, textos, frases, desenhos, aforismos, cartazes, etc. Sobre as diferentes religiões que existem no mundo. Incluir uma seção dedicada ao laicismo. Podemos editar ou policopiar com todo o material uma monografia sobre o tema.

Seria muito interessante realizar entre estudantes e professores, em cada escola, um debate-papo ao redor do tema das religiões e o laicismo, o diálogo necessário que deve existir entre elas, a situação do tema no atual momento e as estratégias que podemos desenvolver, para que exista realmente uma harmonia inter-religiosa. Podemos organizar um ciclo cinematográfico com os filmes citados anteriormente.

 

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