PGL – O presidente em funçons da Moldávia está exercendo pressom para que a língua nacional passe a se chamar romanês em lugar de moldavo. A ex-república soviética, independente desde 1991, fala um idioma praticamente idêntico ao da Roménia, e grande parte do seu território pertencia a este país antes da II Guerra Mundial.
A Constituiçom da Moldávia declara que a língua moldava é a língua oficial do país, porém, na declaraçom de independência da Moldávia, a mesma língua é chamada de romeno. Assim, o presidente do país Mihai Ghimpu, em entrevista para a televisom, explicava a intençom de trabalhar para a integraçom do idioma no tronco lingüístico a que pertence. Nesta linha, explicou que se está a elaborar umha nova constituiçom na que a língua será chamada de romeno.
As declaraçons, que estám a causar grande polémica na Moldávia, espertárom as críticas da oposiçom politica, que solicitam a realizaçom de um referendo para que seja o povo quem decida. Porém, o actual presidente, feroz anti-comunista, considera necessário romper com os tópicos ‘estalinistas’ e dar um passo à frente na reintegraçom lingüística.
O candidato Marian Lupu, da oposiçom, explicava que nengum dos membros do partido de Ghimpu tem o direito de modificar os artigos da Constituiçom relativos a denominaçom da língua de Estado e conclui que um referendo seria a melhor soluçom. A Moldávia caminha agora umhas eleiçons parlamentárias antecipadas.
A língua
A questom da língua nacional converteu-se em polémica principal a começos de 1990, quando o país conseguiu a independência. Desde entom, foi motivo de grandes discussons e controvérsias.
A língua da Moldávia é normalmente escrita em caracteres latinos, mas até 1989, durante a ocupaçom soviética, era escrito em caracteres cirílicos. Actualmente, a língua moldava é escrita em alfabeto cirílico apenas na Transnístria.
Em 2003 foi publicado um dicionário romeno-moldavo, que causou grande polémica. A este respeito, o chefe do Instituto de Lingüística da Moldávia, Ion Bărbuţă, declarou que o dicionário era absurdo.
+ Ligaçons relacionadas:
- Recensom de Valentim R. Fagim da obra «Os moldavos: Roménia, Rússia e as políticas de cultura, de Charles King», publicada na Agália 63-64 (2º Semestre 2000) [PDF, 120 KB]
- Moldávia aposta polo reintegracionismo lingüístico [PGL, 01/10/2009]
- Moldávia ou a vitória do reintegracionismo, Opiniom de João Aveledo
