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O PP, rumo a umha limitaçom ainda maior dos direitos lingüísticos dos falantes de catalám e aragonês

Nationalia – O catalám e o aragonês perderám o reconhecimento oficial que conseguiram em 2009. O governo aragonês, liderado polo Partido Popular (PP), anunciou onte que a atual Lei de línguas será emendada de forma a “evitar qualquer tipo de imposiçom” do aragonês e do catalám.

 

Ainda mais: a nova lei eliminará até o nome “catalám” para a língua falada na Franja e irá substituí-lo pola denominaçom acientífica de “língua aragonesa própria da área oriental da comunidade”.

A conselheira da Educaçom, Universidade, Cultura e Desporto do governo de Aragom, Dolores Serrat, dixo onte que as administraçons nom terám nengumha obrigaçom de responder nestas línguas aos cidadaos que usem o catalám ou o aragonês. A nova norma também prevê criar umha academia única para todas as chamadas “modalidades lingüísticas” de Aragom, o que na prática significa que se abre a porta para negar que o aragonês e o catalám som línguas. Isso contradi a comunidade científica.

 

Críticas dos nacionalistas aragoneses

Nieves Ibeas, porta-voz do principal partido do nacionalismo aragonês, a Chunta Aragonesista, dixo onte que a alteraçom legal será um “golpe mortal” para as duas línguas ao “atomizá-las”. Ibeas negou que a norma atual imponha nada a ninguém, e acusou o PP de “ter medo a reconhecer a realidade trilingüe aragonesa”.

As organizaçons da Franja pedem o fim da discriminaçom

As organizaçons culturais em prol do catalám na Franja (agrupadas na Iniciativa Cultural da Franja) reagírom ao anúncio dizendo que o catalám e o aragonês deveriam ser reconhecidos oficialmente nas leis aragonesas e que se deveriam incluir nos currículos escolares. Até agora, a aprendizagem das duas línguas é apenas voluntária.

As associaçons dixérom ainda que o anúncio lhes é motivo de “profunda preocupaçom”, dado que o catalám sofre umha “fragilidade excessiva” e que está a viver um processo de substituiçom lingüística entre as geraçons mais novas da Franja.

O catalám tem 42.000 falantes na Franja, enquanto o aragonês tem 25.000 (e só 13.000 som falantes iniciais) em todo Aragom, segundo dados do blogue do sociolingüísta Natxo Sorolla.

 

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