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O occitanismo manifesta-se em apoio ao autarca que se nega a retirar os letreiros em occitano

Nationalia.cat – Várias centenas de pessoas manifestaram-se neste passado domingo na localidade occitana de Vilanòva de Magalona (Villeneuve-lès-Maguelone, em francês) para pedir respeito para o occitano e em apoio ao seu autarca, Noël Segura, o homem que se negou a aceitar uma sentença judicial que o obriga a retirar os letreiros neste idioma que há à entrada do povo.

O autarca, segundo cita AFP, disse que chegará “até o final” para ganhar a batalha judicial pelos letreiros occitanos e que, se faz falta, irá aos tribunais de cassação. “As línguas regionais estão longe de morrer”, remarcou Segura.

A batalha judicial iniciou-a Robert Hadjadj, membro do Movimento Republicano de Saúde Pública (uma organização contrária à diversidade linguística da República Francesa), quem interpôs uma demanda contra os letreiros porque, segundo o seu parecer, representavam um perigo porque podiam confundir os condutores. Um juiz deu-lhe a razão no passado outubro, mas o autarca Segura reagiu a seguir dizendo que não retiraria os letreiros.

Um senador trata de salvar os letreiros mediante uma nova lei

O certo é que Segura não se encontra só na sua batalha. No domingo desfilaram em seu apoio não tão só representantes do Instituto de Estudos Occitanos e das Calandretas, senão também políticos do nível de François Alfonsi e Catherine Grèze, eurodeputados corso e occitana da coalizão da Europa Ecologia-Regiões e Povos Solidários, bem como outros deputados e prefeitos occitanos. Para a Europa Ecologia, o occitano não é tão só um património mas “um elo de união entre os países europeus de língua románica”. Grèze, precisamente, escreveu faz poucas semanas uma interpelação à Comissão Europeia sobre a maneira de fazer que França “aplique os princípios europeus sobre as línguas minoritárias”.

Dentro da França, tem sido o senador occitano Roland Courteau quem tem tratado de apanhar as rédeas legais da questão. Efectivamente, Courteau apresentou no Senado o passado 26 de novembro uma proposta de lei para que se permita explicitamente que os cartazes na entrada e saída das zonas urbanos possam exibir o nome das vilas em francês e na língua própria do território.

 

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