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O Facho disponibiliza áudio da conferência de Pilar Garcia Negro

J. Alberte Corral Iglesias/ Soledad González Maside – A professora da Universidade d’A Corunha, Pilar Garcia Negro pronunciou umha interessante conferência o passado dia 17 de Dezembro de 2008 sobre Rosália de Castro, intitulada: «Rosália, a primeira feminista da naçom galega» dentro do ciclo Literatura e Naçom organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho.

Garcia Negro encetou a sua charla afirmando que Rosália é sem nengumha dúvida a figura mais relevante e universal da literatura galega, a que com maior acerto estético e profundidade deu conta tanto da sua problemática de mulher e da mulher, assim como assumiu as razons existenciais das classes populares galegas.

E com a sua escrita profética, entendida em sentido etimológico, transcendeu o tempo pola sua ousadia nom só por denunciar as hipocrisias dos poderes dominantes da Galiza – clero e nascente burguesia comercial – senom que também dá nascimento a um feminismo profundamente solidário e radical tanto com as mulheres como com o conjunto das classes populares galegas.

É a sua condiçom de mulher a que lhe fai transgredir a ordem social dominante e excludente, e esto pagou-no com a persecuçom tanto da sua pessoa como da sua obra por parte do poder ideológico dominante encabeçado pola Igreja Católica. O canto de Curros a Rosália na sua morte, conta-nos de um jeito lúcido este acosso.

Rosália em toda a sua obra literária sintetiza tanto no seu percurso existencial como as aspiraçons de Galiza em tanto que Naçom. É tam rica a sua obra e pessoa que nom é casual que estudiosos nom galegos – chineses, japoneses, norte-americanos, etc.- para entrar na semântica de Rosália, aprendam e estudem galego.

A conferencista continuou a sua análise mostrando como esses poderes excludentes que no século XIX lhe chamavam a tola para tentar conjurar e afastar a radicalidade da sua poética, som os que hoje a nomeiam com o de santinha para de novo arredar das gentes do povo e do comum a sua revolucionaria poética. Nom esqueçamos que Rosália na sua mocidade reivindica-se como Luzbel, o arcanjo negado por Deus, pola sua luz e inteligência, e isto fai-no sendo mulher e a começos do século XIX.

uem posteriormente vai ser o seu marido, Murguia, numha crítica ao primeiro livro de Rosália, di que é mulher polos seus sentimentos e homem pola franqueza com que se expressa. Nesta percepçom de Murguia manifesta a tensom dialéctica na que se vai a desenvolver tanto a obra como a própria pessoa de Rosália.

Nos seus 48 anos de vida mortal, a autora publica quatro volumes de poesia, cinco novelas, um conto, vários ensaios e manifestos fundamentais (dous deles, os prólogos a Cantares gallegos e Follas novas), artigos de imprensa… Estamos, por tanto, perante unha escritora profissional, nom porque pudesse viver deste oficio (cousa à que aspirava), senom por vocaçom prática continuada e vontade manifesta de intervençom social desde a literatura.

Ao findar a conferencia houve um interessante colóquio entre os assistentes.

 
 

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