Nationalia.cat – O Governo de Patxi López introduz numerosos câmbios nos decretos educativos, entre os que se destacam a equiparaçom da língua própria do País Basco com a espanhola e a eliminaçom do termo “Euskal Herria” no sentido político.
O basco, a língua própia do País Basco, já nom será a língua veicular nas aulas de Euskadi, depois de que o executivo de Patxi López (PSE) modificasse umha série de decretos educativos aprovados polo Governo anterior durante a anterior legislatura. Este é apenas um dos câmbios que sofreram os currículos educativos do país, no contexto de umha profunda revisom que a conselheira para a educaçom, Isabel Celaá, justificou que se modificárom os conteúdos «que faziam da escola um instrumento de doutrinamento nacionalista e nom de inclusom nos parâmetros do pluralismo».
Os câmbios dos decretos, que afectam desde o ensino primário até o fim do bacharelato, serám discutidos polo Conselho Escolar baasco e seguidamente aprovados polo Governo, para entrar em vigor no vindouro curso. O castelhano e o basco estarám, na teoria, em igualdade de condiçons, já que serám os centros educativos os que decidiram o trato que terá cada umha das duas línguas.
O executivo basco considera que isto aportará um «bilingüismo equilibrado», e definem-no como um retorno ao consenso, sem considerar que a situaçom anterior –o basco como língua veicular principal- «deixava fora do consenso ao 80% da poupulaçom que tem como língua veicular o basco». Celaá afirmou que esta modificaçom nom acabará, a priori, com o modelo de imersom lingüística em língua basca, o modelo D, mercê, precisamente, à liberdade de eleiçom dos centros. Mas também por esta razom, a conselheira reconheceu que nom esta garantido que os centros, em funçom da comunidade sociolinguística, dediquem mais ou menos horas a cada umha das duas línguas.
As modificaçons introduzidas som medidas concretas para acotar o sentido de certas expressons, por umha banda, e também para explicar valores morais concretos que deverám ser transmitidos ao alunado.
No primeiro caso, as modificaçons eliminam a expressom Euskal Herria -‘País da língua basca’- do currículo sempre que tenha sentido político ou administrativo, relegando-o ao âmbito cultural e linguístico. A expressom sucedânea será Euskadi ou bem Comunidade Autónoma Basca.
No segundo caso, o Governo quer que a educaçom ministrada no País Basco «remarque claramente a condena à violência terrorista e nom iluda, por tanto, a situaçom que padece o nosso país, caracterizando-a com um caso de violência ilegítima desde todos os pontos de vista».
