No segundo depoimento da pequena série dedicada às crianças, quero centrar-me na importância que tem o ambiente em que as crianças vão medrando, no lar, com a sua família e no relacionamento positivo com seus pais, dos quais a sua conduta é um espelho para os seus rebentos. Daí que esta seja positiva e digna de ser imitada. Sempre comentei que, essencialmente, existem três escolas: a primeira é o lar ou casa familiar, que os grandes pedagogos tanto valorizavam e denominavam «escola maternal» (Pestalozzi, Froebel, Montessori, Tagore, Rosa e Carolina Agazzi…); a segunda é a que todo o mundo conhece como escola, a escola primária e também secundária, nascida com a aparição da burguesia medieval nos burgos ou cidades, pela necessidade de que as crianças aprendessem a ler, calcular e escrever; a terceira são os meios de comunicação social, a imprensa, a rádio e, fundamentalmente, a televisão, e nos últimos tempos a internet e os computadores. Pouco se tem trabalhado, infelizmente, para que esta terceira escola seja realmente educativa, que, por desgraça, cada vez o é menos, com uma televisão que é melhor deitar ao lixo, pois a maioria dos seus programas, nos últimos tempos, são realmente inapresentáveis, nada edificantes e muito negativos para que sejam vistos pelas crianças. Por isto, aquela famosa e linda frase de Groucho Marx, num dos seus filmes, nos tempos atuais é muito acertada: «eu encontro a televisão muito educativa: cada vez que alguém a liga, vou para o meu quarto ler um livro». Lema que todos os pais deveriam praticar e fomentar entre os seus filhos. Pois é necessário e urgente recuperar o amor pela leitura dos bons e amenos livros entre as crianças. Os mesmos pais deveriam refletir quanto antes sobre o seu importante ofício e papel na educação das suas crianças, nos anos mais importantes das suas vidas, de 0 a 6 anos. E as administrações deveriam criar escolas para pais e mães, com a finalidade de que aprendessem a educar os seus filhos, de forma adequada e positiva. Numa época em que tantas asneiras se estão escuitando sobre a educação, os docentes, os deveres, o ensino e as escolas. Sintoma certo de que a nossa sociedade perdeu o senso comum nestes tempos de tantas crises.
Os dous filmes que escolhi para este depoimento apresentam os problemas de várias crianças: uma menina abandonada por sua mãe, preocupada mais por ela mesma, e quatro filhos de um casal, que, ademais de sofrer a obrigada migração, tem um pai alcoólico, e sua mãe tem que cuidar deles, ademais de mantê-los e preocupar-se com a sua formação. O primeiro filme foi realizado em 1959 por Louis Malle e o segundo é mais recente, do ano 1999, realizado por Alan Parker, com um roteiro baseado num livro que teve no seu momento um grande sucesso (uma autobiografia de Frank McCourt).
As crianças não só são o que herdam biológica e geneticamente, como também o resultado das influências ambientais e sociais que recebem naqueles meios em que se encontrem: casa ou lar, família, pais, irmãos, bairro, amigos, escola, companheiros, etc. O meu admirado Tagore escreveu no seu momento um lindo poema, a princípios do passado século, sob o título de «A criança é assim», que eu fiz um esforço para traduzi-lo do idioma Bangla (bengali). O poema diz:
«Se a criança quisesse, poderia voar agora
mesminho para o céu.
Mas por algo não se vai.
Gosta tanto de deitar a cabecinha no peito
da sua mãe e olhá-la e olhá-la sem descanso!
A criança sabe uma infinidade de palavras maravilhosas,
embora sejam tão poucos os que neste mundo
entendem o que ele diz.
Mas por algo falar não quer.
O único que quer é aprender as palavras da sua mãe.
Assim põe esse ar tão inocente!
A criança tinha um montão de ouro e pérolas
e nasceu para esta vida como um pobrezinho.
Mas por algo nasceu assim.
Pedinte nu, que se faz o desvalido para poder
pedir à sua mãe o tesouro do seu afã!
A criança era bem livre na terra da lua nova.
Mas por algo ofereceu sua liberdade.
Ele sabe a alegria imensa que cabe no cantinho
do coração da sua mãe e quanto mais doce
que a liberdade é ser colhido e apertado
entre seus braços amados!
A criança morava no mundo da dita perfeita
e não sabia chorar.
Mas por algo escolheu as lágrimas.
Porque com o seu sorriso ganhava
o coração ansioso da sua mãe,
seus pequenos choros por qualquer peninha
atam-lhe um dobre laço de lástima e de amor».
Certamente, as crianças, para crescer têm que viver num ambiente familiar de verdadeiro amor. Nisto Tagore tinha muita razão. Porém, os pais têm que ter claro que a sobreproteção dos seus filhos nunca é positiva, nem devem fazer nunca comparações entre eles. Porque cada criança é um mundo.
FICHAS TÉCNICAS DOS 2 FILMES:
1. Zazie no metrô (Zazie dans le Metro).
Diretor: Louis Malle (França, 1959, 92 min., p. e b.). Produtora: Nouvelles Editions de Films.
Roteiro: Louis Malle e Jean-Paul Rappeneau, segundo o romance de Raymond Queneau.
Fotografia: Henri Raichi. Música: Fiorenzo Carpi.
Atores: Catherine Demongeot (Zazie), Philippe Noiret (o tio Gabriel), Carla Marlier (Albertine), Vittorio Caprioli (Pedro Trouscaillon), Hubert Deschamps (Turandot), Jacques Dufilho (Gridoux), Antoine Roblot (Charles), Annie Fratellini (Mado), Nicolas Bataille (Fedor), Odette Picquet (Madame Lalopchère, mãe de Zazie), Marc Doeniltz (Coquetti) e Yvonne Clech (Madame Mouaque).
Argumento: Zazie (Catherine Demongeot) é uma menina de 12 anos que vive no interior da França com a mãe, que a manda para Paris por 2 dias, podendo assim ficar sozinha com o namorado. Zazie fica hospedada na casa de um tio, uma figura um tanto quanto excêntrica. Ela tem o grande sonho de andar de metrô, só que para sua infelicidade, ele está em greve. A travessa menina resolve então conhecer Paris por conta própria, e se mete no meio do caos da cidade, conhecendo os tipos mais parisienses possíveis.
2. As cinzas de Ângela (Angela´s Ashes).
Diretor: Alan Parker (EUA, 1999, 148 min., cor). Coprodução USA-Irlanda (Universal-Paramount).
Roteiro: Laura Jones e Alan Parker, segundo o romance autobiográfico de Frank McCourt.
Fotografia: Michael Seresin. Música: John Willians.
Atores: Emily Watson, Robert Carlyle, Joe Breen, Clara Owens, Michael Legge, Ronnie Masterson, Pauline McLynn, Liam Carney e Kerry Condon.
Argumento: Em 1935, quando mais comum ver famílias irlandesas partindo para os Estados Unidos, uma empobrecida família decide por fazer o caminho inverso. Logo após a repentina morte de sua filha de apenas 7 anos de vida, Angela (Emily Watson) e seu marido desempregado e beberrão (Robert Carlyle) decidem se mudar de Nova Iorque para Cork, na Irlanda, levando com eles seus quatro filhos. Os filhos pouco sabem do lugar para onde estão indo, apenas que lá conhecido como um lugar onde não há trabalho e as pessoas morrem de fame. Baseado em fatos reais, este filme do diretor Alan Parker acompanha a trajetória do menino Frank, que se muda ainda criança (na década de 30) com a família de Nova Iorque para a Irlanda – sua terra natal – em busca de melhores condições de vida. Mas só encontra pobreza, desesperança e preconceito.
ZAZIE, UM FILME MARAVILHOSO:
O cinéfilo Eduardo Frota escreveu um lindo comentário sobre o filme de Louis Malle, que merece ser reproduzido: «Buscando fugir do rigor e da austeridade que norteavam a Nouvelle Vague, o cineasta francês Louis Malle resolveu, em 1960, filmar uma comédia rasgada. Adaptou para a tela grande um romance publicado apenas um ano antes, o homônimo Zazie no metrô. Porém, mesmo tentando se distanciar do enfoque proposto pela “nova onda”, realizou uma obra bastante caprichada, charmosa e repleta de ousadia estética. O roteiro conta a história de Zazie (a ótima Catherine Demongeot), uma menina de 12 anos, desbocada e desinibida, que chega a Paris para passar dois dias com o tio (Philippe Noiret, fantástico). Impedida de conhecer o metrô da cidade, que está em greve, ela flana livremente pelas ruas, conhecendo tipos estranhos e arrumando encrenca. Mais do que uma simples comédia, o filme funciona como uma divertida observação dos costumes da sociedade francesa da época, evocando de forma descontraída discussões sobre a arte e a sexualidade.

O que realmente chama a atenção no filme de Malle é a montagem, absolutamente estonteante! Com o rigor técnico de sempre, o diretor cria sequências inesquecíveis. Os frames são manipulados em diferentes velocidades, o que remete à fotografia das antigas produções cômicas do cinema mudo. A música, orquestrada, acompanha cada ação com precisão jônica. Os atores obedecem a marcações quase teatrais, e é isso que proporciona jogos de cena bastante criativos, usando apenas a câmera e a edição para criar efeitos cômicos. Duas sequências inesquecíveis demonstram o talento de Malle, anos-luz à frente de seus contemporâneos: uma perseguição cartunesca que começa num mercado de pulgas e uma visita nada convencional à Torre Eiffel. É de bater palmas em pé, sozinho, na sala da sua casa! Maravilhoso!».
AS DIFICULDADES DAS CRIANÇAS DE FAMÍLIAS COM NECESSIDADES ECONÓMICAS:
As Cinzas de Ângela é um drama muito forte e realista sobre pobreza e infância, sobre a vida difícil. Sobre este interessante filme Alexandre Koball, escreveu a seguinte crítica no seu momento: «Estamos perante um filme baseado num livro autobiográfico de sucesso, autoria de Frank McCourt, dono de uma história de vida triste e desafortunada na parte pobre da Irlanda na primeira metade do século passado. É uma história realmente triste, que mostra uma Irlanda cheia de favelas, fome e desesperança, enquanto as pessoas que viviam nessa realidade lutavam para sobreviver em meio a doenças fatais e desemprego. Chega a lembrar o nosso Brasil, só que o atual, o que é bastante deprimente. A Ângela do título é interpretada por Emily Watson, em um de seus melhores papéis até hoje. Mãe de uma ninhada de filhos, entre eles Frank, Ângela é casada com Malachy, homem que a ama, mas que também é cheio de problemas, principalmente com o desemprego e a bebida. A família vive uma luita diária pela sobrevivência, correndo atrás de cada fatia de pão e tendo seu orgulho ferido ao ter que sobreviver muitas vezes de esmolas. Mas o filme é todo da personagem principal. Frank, o autor da autobiografia, resolveu homenagear, acredito eu, sua mãe com o título do seu livro, mas a maioria dos momentos fortes e emocionantes do filme são vividos por ele mesmo, como não poderia deixar de ser. O filme retrata toda a vida dele, desde seus primeiros anos até a sua adolescência, quando tem que assumir as responsabilidades pela família. Para isso, foram utilizados três atores diferentes, o que é sempre um risco (necessário, é bom que se deixe claro) para um filme do gênero. No caso, todos os pequenos atores fizeram um grande trabalho, e dão a consistência exata que a personagem precisa para ser crível durante a narrativa da história, ou seja, um ator não destoa demais do estilo do outro, na verdade fica até difícil achar quando foi feita a mudança de um para o outro. A narração é feita durante boa parte do filme em off, com Frank já adulto contando todas as fases da sua vida, enquanto as imagens nubladas de uma Irlanda pobre e castigada é mostrada na tela.
O diretor Alan Parker, cujo último filme é o musical Evita, faz sempre um trabalho competente com os atores, embora o roteiro de Laura Jones escorregue em diversas passagens do filme, mostrando situações nem sempre bem compreensíveis e explicadas. O final do filme é aberto, ficamos conhecendo o destino de Frank, mas não o de sua família. Não é necessariamente um fator negativo, mas talvez seja um tanto frustrante, principalmente em se tratando de uma história real. Eu gostaria de saber o que diabos aconteceu com a família de Frank ao final na narrativa. Contudo, como o roteiro tem de cobrir uma vida toda (bem, na verdade apenas até o final da adolescência de Frank), pode-se considerar que as passagens dessa vida foram bem escolhidas para aparecerem no filme. Como eu não li o livro, não posso julgar em termos de adaptação. Li por aí que o filme acabou sendo fraco nesse sentido, o que não pode ser comprovado por mim. Os atores fazem um excelente trabalho, em um filme que deve ter sido difícil para eles. A duração é grande, os sets são sujos e as situações são, em geral, bastante fortes. Emily Watson e Robert Carlyle se destacam também como os pais de Frank. Ambas personagens possuem personalidades complexas, que são razoavelmente bem exploradas pelo roteiro (embora eu gostaria, por exemplo, de ter entendido melhor o motivo principal porque o pai de Frank sempre ficava bêbado, empregado ou não). O filme possui um certo tom épico, são várias as personagens com que Frank (ou Frankie, como era chamado pelos pais) contracena durante todo o filme, dando a profundidade necessária pelo menos à personagem do garoto. Com todos esses pontos positivos, mesmo assim existe uma sensação de que é tudo muito certinho, ensaiado durante o filme. Explica-se: em nenhum momento em especial o filme consegue ser realmente forte, chocante, digno de se tornar um clássico, mesmo tendo temas tão bons para serem explorados. Outro filme parecido e recente, aliás, foi lançado um ano após As Cinzas de Ângela. É Liam, que também trata da pobreza da época. Só que Liam se passa na Inglaterra, e aqui as personagens não vão muito com a cara da Inglaterra. No geral, considero As Cinzas de Ângela um pouco superior, justamente pelo tal teor mais épico de sua história. Liam parece um filme menor e mais pessoal. Contudo, ambos são ótimos filmes de mesmo tema, e merecem ser conferidos, como uma recomendação positiva para quem curte um bom drama e quer sair um pouco dos filmes norte-americanos (embora este seja custeado com dinheiro dos Estados Unidos também).
Tecnicamente o filme é bastante interessante. Com uma recriação de época bem realizada, sets que realmente fazem a náusea dos personagens parecer convincente, o diretor Alan Parker realizou um filme muito bem filmado, com um ritmo constante, que faz com que a sua longa duração não seja sentida (pelo menos não o foi por mim). A trilha sonora, que é bastante boa, foi realizada pelo maestro John Williams, que concorreu ao Oscar por ela no ano posterior (acho que ele merecia ter concorrido pela maravilhosa trilha de Star Wars Episódio 1 – A Ameaça Fantasma, lançado no mesmo ano, mas isso é outra história). A nomeação não foi nenhuma surpresa, já que desde 1995 John não perde um Oscar com uma nomeação, embora sua última vitória foi em 1994 com A Lista de Schindler. De qualquer forma, a trilha de Williams é um ótimo complemento para o bom filme que é As Cinzas de Ângela. Nem mais, nem menos».
CLARICE LISPECTOR ESCREVEU ESTE LINDO DEPOIMENTO:
«Pertencer. Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de “solidão de não pertencer” começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos – e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força – eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença.
Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdoo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho»
TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:
Servindo-se da técnica do Cinema-fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, truques cinematográficos, etc.) e o fundo dos dous filmes antes resenhados. Analisamos também a conduta e atitudes das cinco crianças protagonistas de ambos os filmes.
Organizamos no nosso centro educativo uma amostra fotográfica, tendo como motivo principal as crianças: os seus jogos e brincadeiras, os seus direitos, os seus problemas, como escolares (na sala de aula e no campo de jogos, no lar…), lendo, escrevendo, cantando, dramatizando, etc. Os estudantes podem fornecer fotos, as suas e as que possam tirar para a exposição.
Fazemos entre todos uma escolha de livros em que os protagonistas sejam crianças (o mesmo livro de As cinzas de Ângela pode servir, e também o podemos comparar com o filme). Outro formoso livro é O Carteiro do rei, de Tagore, em que o protagonista é um rapaz chamado Omol, e que foi adotado. Depois de, entre todos, escolher um livro da listagem elaborada, para ler, a seguir organizamos um Livro-fórum sobre o livro eleito.
