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Novos governos do PP ameaçam catalão no Aragom e nas Baleares

PGL Países Catalães – A vitória eleitoral do PP nas eleições autonómicas do Aragom e das Ilhas Baleares colocam numa situação complicada a normalizaçom do catalão nos dous lugares, especialmente no primeiro, no qual a situaçom é sociopolítica é especialmente crítica para o idioma.

A nova presidenta do Aragom, presidenta do Congresso espanhol entre 2000 e 2004, anunciou a próxima derrogaçom da Lei de Línguas, aprovada polo Governo anterior, que dava pola vez primeira um suporte legal para a normalizaçom das línguas aragonesa —falada apenas no norte da regiom— e catalã —falada em toda a faixa oriental em terras que antigamente pertenciam à Catalunha—.

A situaçom deixará em total indefensom os utentes destas línguas na regiom, bem como numha difícil situaçom os projetos normalizadores, especialmente tendo em conta que os falantes de aragonês e catalão representam no Aragom apenas umha percentagem pequena da populaçom e do território.

Mais trabalho terá o novo presidente das Ilhas Baleares, José Ramón Bauzá, para desmontar todo o sistema normalizador, muito mais consolidado. Porém, ao contrário que a sua companheira de partido Rudi, ele contará  com maioria absoluta para adoptar unilateralmente todas as medidas.

Dentre as primeiras que anunciou destacam o anúncio de que eliminará a televisom pública de Maiorca por considerá-la «insustentável». Contudo, as entidades normalizadoras vem por trás outra pretensom: eliminar o único canal das ilhas que emite toda a programaçom em catalám.

O outro anúncio que gera preocupaçom é a promessa de revisar a Lei de Normalizaçom Lingüística. Além de causar incertidom sobre umha possível involuçom nas medidas de proteçom legal da língua, gera também desconfiança o aviso de que modificará as referências ao catalão polas de «variedades lingüísticas autóctones» ou algumha fórmula similar, o qual faz temer a ressurreiçom do fantasma do secessionismo lingüístico, igual que no País Valenciano. Cumpre lembrar que atualmente o secessionismo lingüístico apenas é defendido polos setores contrários à normalizaçom do catalão, isto é, polos mais espanholistas.

Da Obra Cultural Balear, umha das principais entidades normalizadoras do arquipélago, reunírom-se recentemente com Bauzá para lhe solicitar que nom adopte tais decisões.

 

No mapa localizam-se os diferentes territórios onde se fala a língua catalã,
divididos entre quatro estados (Andorra, França, Espanha e Itália)

 

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