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Novidades Através: Eu sou vós mesmos

A coleção Através do Brasil, dirigida pelas pela professora e o professor da Universidade da Corunha, Alva Martínez Teixeiro e Carlos Paulo Martínez Pereiro, lança, após o sucesso do primeiro volume As histórias do futuro de Machado de Assis, um novo título, uma seleção de vinte contos de Clarice Lispector: Eu sou vós mesmos junto com um prefácio de Flavia Trocoli e posfácio de Thayane Gaspar.

Este livro reúne vinte contos da extraordinária escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977) que, dispostos segundo as datas de sua publicação em livro, obedecem ao princípio clariciano de “gênero não me pega mais”, além de serem representativos da invulgar e excecional escrita da autora.

Oito das ficções provêm do livro Laços de Família (1960), seis de A legião Estrangeira (1964), a crônica-conto “Mineirinho” do volume Para não esquecer (1964) – mas publicada originalmente em 1962, na revista Senhor –, mais três contos de Felicidade Clandestina (1971) e, finalmente, um de cada uma das duas coletâneas publicadas pela ímpar autora em 1974, A via crucis do corpo e Onde estiveste de noite.

Nesses contos, como precisa Flávia Trocoli, “escutam-se os fios que atravessam toda a obra clariciana: a infância, a adolescência, a velhice, a criação, a destruição, o amor, a beleza e a morte – todos esses elementos entrelaçados ao falar e à escrita como perguntas sobre como estar diante de um outro que escapa ao já visto e ao já dito – delicado abismo da desordem?”; ou, já em palavras de Thayane Gaspar, os textos oferecem “um percurso pelas diversas faces-fases, prematuras e maduras, das experiências humanas, ontológicas, metafísicas incitadas pela escritora, mas, sobretudo, pelo meio desse universo feminino e subjetivo implícito ou explícito”.

Sobre a autora:

A 10 de dezembro de 1920, nasce numa aldeia da Ucrânia Clarice Lispector, que viria a tornar-se figura maior da literatura do século XX. No contexto de guerra civil e das perseguições à comunidade judaica, a família decide emigrar: em 1922, Clarice Lispector aporta no Nordeste do Brasil, acompanhada pelos pais e as duas irmãs. Mudam de nome, começam uma nova vida.

Em 1939, Clarice Lispector vai estudar Direito no Rio de Janeiro. No ano seguinte, começa a trabalhar como jornalista e publica, numa revista, o primeiro conto. Não mais para de escrever. Perto do coração selvagem, o romance de estreia, sai em 1943, ano em que a escritora se casa com um diplomata brasileiro, seu colega de faculdade. Dez anos mais tarde, este romance sai em França, com capa de Henri Matisse, inaugurando um percurso internacional fulgurante.

A partir de 1944, Clarice Lispector vive em Nápoles, Berna, Torquay e Washington, acompanhando o marido na carreira diplomática. Regressa ao Brasil em 1959, após o divórcio. Morre em 1977, no Rio de Janeiro.

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