Galizalivre.org – O Novas da Galiza nº 96 chega esta semana aos quiosques com duas quentes reportagens de investigaçom: o branqueio de dinheiro negro galego em projectos imobiliários e de energia eólica no Brasil, com implicaçom de José Souto, Manuel Jove, a família de Paco Vázquez, ou Juan Cotino, ex-director geral da polícia espanhola.
E e a verdadeira razom da imposiçom da portagem por estrada entre Caminha e Porto: um mecanismo de pressom diplomática contra o Estado espanhol por incumprir os seus acordos para unir Vigo-Porto com trens de alta velocidade, manobra ocultada polos jornais espanhóis.
Nas opinions escrevem Roi Ribeira, Maria Touza, e Xurxo Borrozás. Nas notícias recebe especial importáncia a possível nova greve geral, assim como a visita papal, também tratada em “Média”. Na entrevista, Manuel Docampo, do SLG, explica a oposiçom à nova legislaçom da água, com a qual esta “passa a ser um bem administrado polas leis do livre mercado”. Na secçom de “Mar” trata-se a liquidaçom por parte da Junta do seguro colectivo do mar, que deixa sem cobertura mais de 25.000 profissionais, à vez que “Agro” denuncia a desorganizaçom do território, que condiciona a viabilidade das exploraçons agrícolas.
Por sua parte, os novos orçamentos para 2011 da Junta, com os quais “Galiza aprofunda no ideário neoliberal”, som diseccionados em “Economia”. Na secçom internacional dá-se conta do trunfo de Dilma nas eleiçons do Brasil, conversasse com Manuel Rocha, violinista da Brigada Víctor Jara, e dá-se um repasso pola história da rebeliom dos povos americanos. A secçom do “Dito e Feito” achega-se desta vez a Donco, nas Nogais, onde a associaçom vicinal trabalha por um mundo rural vivo e mantém um outro modelo de centro social.
No Exame, membros dos Comités e Agir, organizaçons que fam 25 e 10 anos respectivamente, dam a sua visom do movimento estudantil galego na actualidade. Na Palestra Rubém Centeno e Beatriz Suárez debatem por volta do movimento queer na Galiza. A secçom de denúncia analisa juridicamente a inconsistência da campanha mediática dos últimos meses contra a resistência galega, e a criminalizaçom de colectivos e espaços sociais.
Em “Cultura”, as escolas de música tradicional galega som as protagonistas. Em “Saúde/Ciência/Rede” destaca a manifestaçom nacional para 21 de novembro em Compostela em defesa da sanidade pública. Em desportos, a secçom da bilharda e os preparativos para o jogo da selecçom nacional que Siareir@s Galeg@s prepara para o Natal. No “Tempos Livres” Beatriz Santos escreve na sua secçom de sexologia, e Toni Lodeiro dá conselhos para levar umha vida menos consumista.
No Entrelinhas, apresenta-se-nos o livro A defesa da Terra e a dialéctica do progresso, co-editado por este portal. Na contra-capa, o ex preso do PCE(r) Marcos Regueira relata a sua história de luita, após estar três anos preso sem saber tam sequer o motivo.
A Revista
Ainda, o suplemento do Novas contra com Maria Alonso Seisdedos na secçom de criaçom, onde apresenta a formosa história “Aparecem-me cadáveres”. No “Que foi de…”, Joám José Garcia R. recorda as posturas a favor da autodeterminaçom que noutrora tivérom partidos que hoje a denostam. O artigo “Reintegracionismo armado” lembra a colaboraçom da esquerda portuguesa com as organizaçons armadas do independentismo galego ao longo da história. Na imagem destacada, Ghato de GZI-Foto amosa a brutalidade da planta de gás da Reganosa. Na sua coluna habitual, Valentim R. Fagim reflexiona sobre o nome das línguas e a sua vinculaçom para umha comunidade nacional. Em “Campa audiovisual”, Xurxo Chirro assina “Despertar galego em Gijom”.
