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Nova etapa digital do ‘Llengües Vives’, boletim de atualidade linguística do sudoeste europeu

PGL – O Llengües Vives (Línguas Vivas), boletim de atualidade linguística do sudoeste europeu, inicia uma nova etapa digital em formato blogue, utilizando para isso a hospedagem do portal catalão Vilaweb.

A nova etapa começa com o artigo O Governo Vilingue, assinado polo correspondente de Llengües Vives na Galiza, João Aveledo. No artigo, o colaborador do PGL explica a confirmação dos «piores presságios» para a língua depois da tomada do poder polo setor mais nacionalista espanhol do PPdeG, que está «a consolidar uma ampla ofensiva contra o nosso idioma».

Para o correspondente do Llengües Vives, «longe ficaram já os tempos do fraguismo-cuinhista, em que o galego (da Galiza, claro!) morria entre narcotizantes subsídios e sedantes declarações de auto-identificação galeguista. Estes prometem-nos uma dura agonia», assinala.

A ausência do galego nas declarações públicas dos conselheiros de Feijóo, a péssima qualidade deste nas poucas ocasiões em que o utilizam, o fim das Galescolas, a defesa da toponímia deturpada, as ameaças do PP compostelano a diversos locais de referência nos âmbitos normalizador e cultural ou a derrogação do decreto do galego são alguns outros pontos analisados no artigo.

Breve história

Em 1993 o catalão Frederic Perers, fundador e editor do boletim, visitiou pola vez primeira o País Basco e a Galiza, países cujas actualidades linguísticas seguia mais de perto. Caminho da Galiza foi que descobriu, por casualidade, as línguas aragonesa e asturiana. Foi na altura quando foi ciente das dificuldades para conseguir informações continuadas e atualizadas destas línguas, como também o ocitano, polo que penseu em criar uma rede com militantes lingúisticos destes seis territórios.

Esta forma, em 1994 fundou a associação L6, Acció pro-Llengües, e começou a estabelecer os primeiros contatos nos seis domínios linguísticos (galego-português, catalão, basco, ocitano, asturo-leonês e aragonês). Entre os objetivos principais, possibilitar a troca de opiniões e experiências, levar a cabo projetos de difusão da realidade plurilingue do sudoeste europeu e apoiar campanhas pola normalização destas línguas. Já em 1996 membros da L6 participaram em atos e manifestações dos seis domínios linguísticos.

O número zero do Llengües Vives nasceu em Julho de 1996 e contou com a participação dos filólogos Isaac Alonso Estraviz, Lourdes Álvarez, Francho Nagore e Jaume Taupiac. O formato do boletim manteve-se mais ou menos estável na sua concepção até o número 57, quando incorporou uma corresponsalia na Sardenha, e até este ano, 2009, quando decidiu migrar para o formato blogue.

 

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