
Os migrantes fazem parte da família humana. Tendo em conta o número crescente de migrantes em todo o mundo, a Assembleia-Geral das Nações Unidas proclamou em 2000 o dia 18 de Dezembro como o Dia Internacional do Migrante. 10 anos antes tinha sido adotada a Convenção Internacional para Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias. Num ano em que os migrantes têm estado no centro das atenções de todos o secretário-geral da ONU Ban-Ki Moon lembrou que a migração é uma aspiração pela dignidade e que os migrantes fazem parte da família humana. Os Estados Membros da ONU tal como Organizações Internacionais e Não-governamentais, são neste dia convidados a celebrar a data através da disseminação de informação sobre Direitos Humanos e liberdades fundamentais dos migrantes, através da partilha de experiências e conceção de ações que garantam a sua proteção. No Diálogo de Alto Nível sobre Migração e Desenvolvimento, realizado em Outubro de 2013, os Estados Membros adotaram por unanimidade uma Declaração onde reconhecem o contributo importante dos migrantes para o desenvolvimento, apelando a uma maior cooperação para abordar os desafios das migrações irregulares e permitir migrações seguras e regularizadas. A Declaração também destacou a necessidade de respeito pelos Direitos Humanos dos Migrantes e a promoção da regularização das normas internacionais de trabalho. Dessa forma, ainda condena manifestações de racismo e intolerância e sublinha a necessidade de melhorar as perceções públicas dos migrantes e do fenómeno da migração. No seu relatório para a Assembleia-Geral em Outubro de 2013, o Secretário-Geral apresentou uma agenda com oito pontos ambiciosos para que o fenómeno da migração seja possível para todos: migrantes, sociedades de origem e de destino. “A Migração é uma aspiração humana pela dignidade, segurança e por um futuro melhor. Faz parte do tecido social, que por sua vez faz parte da nossa própria composição enquanto família humana “, disse o Secretário-Geral nas suas observações.
A importância das questões relacionadas com o fenómeno das migrações e com os Direitos Humanos dos Migrantes encontram-se no topo da agenda internacional num ano marcado por uma tragédia ao largo da ilha de Lampedusa em Itália no início de Outubro relembrando os Governos Mundiais da fragilidade, falta de segurança e perigos que os Migrantes e Refugiados são expostos durante as travessias dos canais de migração. Reformas de políticas, facilitação de vistos e maior enquadramento jurídico-legal são algumas das medidas mencionadas para evitar que tragédias deste tipo voltem a ocorrer, havendo necessidade de instituições como a União Europeia reverem as suas políticas face à imigração, visto que é um destino procurado por pessoas que fogem à pobreza, guerra e outros flagelos todos os dias. E o tema é de grande atualidade agora mesmo pelas graves consequências da guerra em Síria.
Para refletir sobre um tema tão importante, a que não é alheio o povo galego, nem o povo português, com as suas migrações históricas, primeiro à América e já no século XX à Europa, escolhi três lindos filmes em que o seu tema central é a emigração. O primeiro, sob o título de América, América (no Brasil Terra de um sonho distante), foi realizado por Elia Kazan em 1963, e está considerado como uma obra-mestra do cinema. O segundo e o terceiro foram realizados pelo diretor sueco Jan Troell nos anos 1971 e 1972, com os títulos respetivos de Os Emigrantes e A Nova Terra.
FICHAS TÉCNICAS DOS TRÊS FILMES:
- Título original: America, America (Terra de um sonho distante / América, América).
Diretor: Elia Kazan (EUA, 1963, 174 min., preto e branco). Produtora: Warner Bros.- Roteiro: E. Kazan. Música: Manos Hadjidakis. Fotografia: Haskell wexler.
- Prêmios: 2 Globos de Ouro em 1963 ao melhor diretor e ator masculino prometedor. Concha de Ouro ao melhor filme no Festival de Donóstia de 1964. Óscar à melhor direção de arte em 1964. Melhor filme estrangeiro nos Prémios Sant Jordi de 1965.
- Atores: Stathis Giallelis (Stavros Topouzoglou), Frank Wolff (Vartan Damadian), Elena Karam (Vasso Topouzoglou), Lou Antonio (Abdul), John Marley (Garabet), Estelle Hemsley (avó Topouzoglou), Katharine Balfour (Sophia Kebabian), Harry Davis (Isaac Topouzoglou), Gregory Rozakis (Hohannes Gardashian), Salem Ludwig (Odysseus Topouzoglou), Paul Mann (Aleko Sinnikoglou), Linda Marsh (Thomna Sinnikoglou) e Joanna Frank (Vartuhi).
- Argumento: O filme é um retrato dos imigrantes no final do século XIX. Kazan baseou o argumento nos acontecimentos vividos por um familiar, resultando num espetáculo impressionante, imponente e comovente, que uma montagem mais curta teria tornado mais eficaz. O grego Giallelis está farto da opressão turca e sonha em imigrar para a América, mas o sonho não é muito fácil de realizar. Finalmente ele consegue, mas o país para onde vai torna-se um pesadelo. Com o título no Brasil de Terra de um Sonho Distante, é um emblemático filme da década de 1960 escrito, dirigido e produzido pelo polêmico Elia Kazan. O filme é um retrato dos imigrantes no final do século XIX. A história se baseia na vida do próprio avô do diretor e foi considerado como o melhor filme americano de 1963. No final do século XIX um rapaz cresce num pequeno povoado na Turquia como membro da minoria grega. Quando a opressão por parte dos turcos aumenta, seu pai o envia para Constantinopla, onde se esperava que ele ganhasse dinheiro para unir a família. No entanto o jovem sonha em ir para a América.
- Título original: Utvandrarna (Os emigrantes / The Emigrants).
Diretor: Jan Troell (Suécia, 1971, 151 min., Cor).- Roteiro: Bengt Forslund e J. Troell, segundo o romance Vilhelm Moberg.
- Música: Erik Nordgren. Fotografia: J. Troell. Produtora: AB Svenks Filmindustri.
- Prêmios: Melhor filme estrangeiro nos Globos de Ouro de 1972. Melhor filme nos Prémios Guldbagge (Suécia).
- Atores: Max von Sydow (Karl Oskar Nilsson), Liv Ullmann (Kristina Nilsson), Eddie Axberg (Robert Nilsson), Pierre Lindstedt (Arvid), Allan Edwall (Danjel), Monica Zetterlund (Ulrika), Hans Alfredson (Jonas Petter), Aina Alfredsson (Märta), Sven-Olof Bern (Nils), Gustaf Färingborg (Brusander), Åke Fridell (Aron), Bruno Sörwing (Lönnegren), Arnold Alfredsson (Verger), Ulla Smidje (Inga-Lena, esposa de Danjel), Eva-Lena Zetterlund (Elin, a filha de Ulrika), Bror Englund (Måns Jakob), Agneta Prytz (Fina Kajsa) e Halvar Björk (Anders Månsson).
- Argumento: O filme conta a história de uma família que emigra de Småland, Suécia, para uma nova vida em Minnesota, Estados Unidos, no século XIX. Na metade deste século, o casal Kristina e Karl-Oskar vive numa vila rural no interior do sul da Suécia. Casam-se e intentam ganhar-se o sustento. Mas o pequeno pedaço de terra que possuem é praticamente infértil, o que não lhes garantem boas colheitas. Certa vez um dos filhos quase morre de fame. É quando eles decidem emigrar para os Estados Unidos na companhia de outras famílias nas mesmas condições – e todos conduzidos por um padre local. Eles vendem o pouco que têm e embarcam numa longa jornada. Mas alguns desses emigrantes jamais chegarão ao Novo Mundo.
- Título original: Nybyggarna (A nova terra / The New Land).
Diretor: Jan Troell (Suécia, 1972, 204 min., Cor).- Roteiro: Bengt Forslund e J. Troell, segundo o romance Vilhelm Moberg.
- Música: Bengt Ernryd e Georg Oddner. Fotografia: J. Troell. Produtora: AB Svenks Filmindustri.
- Atores: Max von Sydow, Liv Ullmann, Eddie Axberg, Pierre Lindstedt, Allan Edwall, Monica Zetterlund, Hans Alfredson, Agneta Prytz e Halvar Björk.
- Argumento: A finais do século XIX uma família sueca emigra a Minnesota. Vão na procura de uma vida melhor e de mais liberdade, embora não pretendem converter-se em americanos. A cultura do seu novo país vai influenciando cada vez mais as suas vidas. A terra em que se estabelecem é muito mais fértil que a que possuíam na Suécia, mas, igualmente têm que luitar contra os elementos.
GALIZA FOI UM POVO DE EMIGRANTES:
Foram milhares os homens, especialmente, e mulheres galegos que tiveram que abandonar a sua terra, bem por razões económicas ou de trabalho, bem por razões políticas, os quais assentaram as bases da presença galega no mundo, nomeadamente na América e na Europa. E noutras comunidades do Estado, como a Catalunha e Euskadi. A diáspora galega teve várias fases. A primeira começou já no século XVIII, quando milhares de galegos saíram para trabalhar como jornaleiros às terras andaluzas, castelhanas e portuguesas (em Lisboa, por exemplo, como aguadeiros). Entre 1860 e 1936 localizam-se a maior parte dos fluxos de população galega com destino a Cuba, Argentina e Brasil. Esta emigração era maioritariamente masculina, ficando na Galiza as mulheres e as crianças, segundo Rosália de Castro «viúvas de vivos e de mortos». Calcula-se que nesta fase mais de meio milhão de pessoas abandonaram a Galiza. Depois da Guerra Civil fecham-se as fronteiras à emigração durante uns anos, agás para os exilados políticos, mas já na década de 50 retoma-se a emigração para a Argentina e o Uruguai e aparece o novo destino da Venezuela. Ao mesmo tempo inicia-se a emigração galega para o centro da Europa (Reino Unido, França, Holanda, Alemanha e a Suíça), assim como para as grandes zonas industriais da Catalunha, Euskadi e Madrid. Processo que se freia nos primeiros anos da década de 70.

Entre as principais causas da emigração galega, nomeadamente desde a segunda metade do século XIX, com um movimento migratório em massa cara América, estão a deterioração da economia agrária e a queda do sector industrial doméstico (indústria dos tecidos), que aumentaram mais o desejo das famílias para emigrar com o objetivo de melhorar as suas condições de vida. Existem alguns casos também de fugir à emigração para escapar dum serviço militar na altura ultrajante para muitos. Essencialmente, as causas da emigração galega encontram-se na deterioração da situação económica das famílias galegas, na falta de iniciativas por parte da elite e dos dirigentes políticos da época. E tudo muito surpreendente porque, se o chão e as costas galegas estivessem explorados com a mesma intensidade e perfeição que o resto do litoral temperado do Norte da Europa, a Galiza poderia suportar perfeitamente uma população dupla da que tem, e esta população poderia desfrutar de uma grande riqueza e bem-estar social, muitíssimo maior que o presente. Afinal, o problema foi sempre, e ainda o é, dos nefastos governos que ao longo dos tempos houve que suportar.
Para pôr um exemplo, podemos resenhar o acontecido no ano de 1912 no tema da emigração galega. Existe neste momento uma grande diferença entre os emigrantes que saíram e os que desembarcaram. Da Galiza saíram navios levando milhares de passageiros, mas apenas retornaram alguns centenares. Do porto da Corunha saíram para a América do Sul 40 vapores com 269 passageiros de câmara e 30.851 de terceira. Para Cuba e México 91 vapores com 266 passageiros de câmara e 14.061 de terceira, e a América do Norte recebeu 11 vapores com 291 passageiros de terceira. Em total da Corunha saíram 45.731 emigrantes para a América no ano 1912. No mesmo ano, de Vigo saíram 292 vapores com 1.192 passageiros de câmara e 51.221 de 3ª com direção à América do Sul, 65 vapores com 35 passageiros de câmara e 4.330 de 3ª para Cuba, México e América do Norte. Em total de Vigo saíram para a América 56.688 emigrantes. Pela sua parte, de Vila Garcia de Arouça, saíram um total de 7.613 emigrantes, mas não se têm dados dos que regressaram a este porto da Ria de Arouça. No mesmo ano regressaram ao porto corunhês um total de 8.546 passageiros: 160 em câmara, 1.778 em 3ª a bordo de 40 vapores da América do Sul; e de Cuba 348 de câmara e 6.260 de 3ª. A Vigo regressaram este ano 29.274 emigrantes, repartidos assim: 2.033 de câmara e 24.749 de 3ª da América do Sul, e 82 de câmara e 2.410 de 3º, de Cuba, México e América do Norte. Com estes dados fica claro o desfase entre os que emigraram e os que regressavam à Galiza.
Os emigrantes galegos, não apenas na Argentina, como também em todos os países da América, em que a sua presença era enorme (na Argentina em 1913 era de um milhão de galegos), contribuíram para o desenvolvimento da riqueza económica destes países. A mão de obra camponesa era dominante na emigração galega, por isso eles realizavam os trabalhos duros e humildes. As mulheres trabalhavam normalmente no serviço doméstico, na costura ou na lavagem de roupa. Em Buenos Aires os galegos costumavam ser empregados de café ou restaurante, empregados de comércio, merceeiros ou despenseiros, porteiros, zeladores, enfermeiros em hospitais e hospícios, funcionários dos elétricos, etc. O trabalho mais frequente das mulheres era de empregadas domésticas, e as mais preparadas enfermeiras. Em Havana os galegos eram vendedores ambulantes, empregados de mesa e outros ofícios modestos, artesanais e de lavagem. Em Montevideu, os galegos trabalhavam como empregados no pequeno comércio, na pequena indústria, nos serviços, portuários, transportes, portarias, pequena hotelaria, lojas do talho, empregados de mesa, ou no serviço doméstico, no caso das mulheres. O mesmo acontecia no Brasil, em pequenos grupos das cidades de São Paulo, Santos, Campinas e Belém. É curioso o caso da capital portuguesa de Lisboa, onde a maioria dos galegos trabalhavam de aguadeiros (vendedores ambulantes de água), e os seus herdeiros são hoje os donos dos melhores restaurantes da Baixa, ao sul da Praça do Rossio.
A emigração para a Europa iniciou-se de forma maciça na década de 60, impulsionada pela necessidade de mão de obra nos países europeus. Suíça, Reino Unido e Alemanha são os destinos principais de emigrantes galegos, além da Holanda, França e Bélgica. No caso dos portugueses a emigração é muito similar, embora, como é lógico, seja mais importante a presença no Brasil (no lugar da Argentina), e na Europa na França e no Luxemburgo.
CONTRIBUTO SÓCIO-CULTURAL DA EMIGRAÇÃO GALEGA:
O contributo cultural dos galegos emigrantes num primeiro momento não foi tão significativa como a força que tiveram as associações galegas nas diferentes capitais do Sul da América, por causa da orientação mutualista e assistencial que as caracterizava. Contudo, o seu labor manifesta-se no apoio prestado aos homens das «Irmandades da Fala» e o seu contributo para a tarefa científica do Seminário de Estudos Galegos (SEG). Em princípios do século XX funda-se em Cuba a Academia Galega, promovida entre outros por Curros Enríquez. Com a chegada dos exilados políticos, a atividade cultural e política cresce notavelmente, como continuação do labor que se estava a desenvolver na Península nos anos precedentes à «guerra incivil». Os exilados viram-se apoiados abertamente pela colaboração dos emigrantes assentados. Fundam-se Padroados de Cultura em diferentes países, sobretudo no México e no Sul da América (Uruguai e Argentina). O Padroado da Cultura Galega do México nasce em 1953 e conforma-se como um foco de atração e promoção de iniciativas culturais, a que não são alheias figuras tão importantes como Luís Soto e o nosso amigo o cineasta Carlos Velo.
Na Argentina cria-se o «Instituto Argentino da Cultura Galega» e o «Conselho da Galiza», este de carácter político. A produção cultural foi amplíssima: programas de rádio em galego, conferências, palestras, publicações de livros e revistas, festivais… As editoras fundadas pelos emigrantes permitiram que saíssem à luz pública as suas criações literárias e artísticas, investigações, ensaios políticos, obras de clássicos, etc. As revistas converteram-se num dos meios de comunicação mais comum das coletividades galegas, ademais de alguns jornais. Das muitas existentes queremos destacar pela sua qualidade as seguintes: Galiza emigrante (1954, B. Aires), Galeuzka (mesmo ano e cidade), A Fouce (1926, B. Aires), Alborada (da ABC de Corcubiom, B. Aires) e, especialmente, Vieiros (1959, México).
O passo do tempo vai sendo testemunha do nascimento de associações, «irmandades», sociedades e centros que reúnem os emigrantes galegos como coletividade com carácter próprio. Os casos da «Nova Galiza» de Genebra, o Centro Galego de Londres (com importante trabalho do meu amigo Carlos Durão), a Casa da Galiza de Bruxelas e a «Irmandade Galega» de Caracas, com o labor no seu dia de Celso Emílio Ferreiro, e, por um tempo, lugar de exílio do cantor e compositor Suso Vaamonde, nosso amigo também, são paradigmáticos. Assim como os diversos centros galegos que ainda funcionam na Catalunha e em diversas localidades de Euskadi: Eibar, Barakaldo, Ermua… O objetivo básico destas agrupações foi sempre – e ainda o é – a proteção dos seus associados frente às grandes dificuldades que se apresentavam num meio alheio. Seria interminável a listagem de centros e Casas da Galiza hoje ativas especialmente ao longo da geografia europeia. E mesmo existe na Índia, em Santiniketon, uma «Casa da Galiza», criada por mim, que tenho a sorte de dirigir e coordenar.
A emigração do interior do Estado não foi menos importante, embora menos numerosa. Na atualidade muitos Centros Galegos e Casas da Galiza repartidas pelo país desenvolvem uma destacada atividade cultural que facilita o contínuo conhecimento da identidade galega. Um capítulo à parte merece o Centro Galego de B. Aires, que foi fundado em 27 de abril de 1879, por iniciativa do jornalista César Cisneros Luces. Os seus objetivos eram oferecer caixa de poupança, escolas noturnas e bibliotecas aos emigrantes. No século XX converteu-se na mais poderosa instituição da emigração galega, tinha um hospital de cinco andares, com mais de 400 camas. Mantinha a editora Galicia para a publicação de revistas culturais e grande número de livros em galego e castelhano. Contribuiu também para a formação da Academia Galega da Corunha (1906) e o Seminário de Estudos Galegos (SEG). Noutras cidades argentinas entre 1889 e 1892 fundaram-se outros centros, como os de Córdova, Corrientes e Rosário. No Brasil, Uruguai e México houve outros centros. Graças aos centros dos emigrantes puderam desenvolver-se na Terra natal numerosos projetos, como é o caso da criação de mais de 360 escolas denominadas «de emigrantes» na maioria das comarcas galegas, e também hospitais.
TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:
Servindo-se da técnica do Cinema fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço) e o fundo dos 3 filmes resenhados, depois de organizar com eles um ciclo cinematográfico.
Organizar nos estabelecimentos de ensino dos diferentes níveis uma amostra dedicada ao tema da emigração e os seus problemas, incluindo uma pequena história da mesma e dos países que mais emigrantes tiveram ao longo da história: Galiza, Portugal, Suécia, Itália, os ciganos do noroeste da Índia, os judeus, Jugoslávia, Roménia, Turquia, Grécia, Albânia, e os mais recentes casos da América Latina, Senegal, Filipinas, Líbia, Paquistão, Bangladesh, Marrocos, os diferentes povos da África e o mais recente caso da Síria, por causa de uma inexplicável guerra que ninguém entende. Na mesma devem figurar fotos, desenhos, cartazes, autocolantes, poemas, aforismos e diferentes elementos elaborados pelos estudantes, como murais, redações e textos livres. Com todo o material podemos editar ou policopiar uma monografia sobre este tema.
Podemos organizar um debate-papo e tertúlias entre estudantes e docentes para fazer propostas ao redor do tema da acolhida dos que neste momento escapam da guerra na Síria, dando soluções práticas.
