Nationalia.cat – A língua russa, imposta há décadas em dezenas de nações e povos do Cáucaso até as ilhas do Pacífico, enfraquece gradualmente desde a independência de muitas repúblicas soviéticas como conseqüência do autogoverno que, progressivamente, estám a adquirir algumas das repúblicas federadas.
Sobre este último ponto, um dos exemplos de mais sona é o caso da República do Tataristám, umha república federal que tem o seu próprio Governo e Parlamento. Recentemente, o Supremo Tribunal russo chamou a atençom para a Câmara tátara em referência à legislação linguística que tem impulsionado. Moscovo considerou que havia uma contradiçom entre a lei da República e a da Federaçom, de modo que forçou o Tataristám para modificar a lei e, a partir de agora, a língua russa terá de estar junto à tátara em todas as comunicações oficiais, incluindo até mesmo o material usado para promover actividades culturais tátaras.
Estas pressões têm provocado protestos entre os activistas da língua própria da República, que, segundo informa RFE/RL, acusárom o Kremlin de seguir umha política de assimilaçom das minorias étnicas no país.
Enquanto isso, um artigo na ipsnews.net ecoava anteontem o lento declínio que está a sofrer o russo nas repúblicas da antiga Uniom Soviética, que agora estám a fazer um esforço para recuperar as línguas próprias, minoradas durante a era comunista.
Segundo o autor do artigo, o facto de que estas línguas tendam a substituir o russo está a resultar na queda da influência de Moscovo sobre todos estes novos estados. Mas nom é assim em toda parte, e o texto cita um analista que coloca os exemplos da Ucrânia e a Bielorrussia como os dous estados nos quais ainda se faz sentir o controlo do Kremlin através da língua. «Na Rússia», diz o analista, «esta populaçom [dos dous Estados mencionados] considera-se parte integral do povo russo unido», efeito que, em certa maneira, também se repete nos Estados bálticos e na Ásia central.
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