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“Mês do Brasil na China” procurou diminuir a distância entre os dois países

José Carlos da Silva – Em setembro, oito cidades chinesas (Beijing, Shanghai, Chongqing, Hangzhou, Nanjing, Wuxi, Hong Kong e Macau) receberam mais de 50 atrações culturais do “Mês Cultural do Brasil na China”. Na inauguração, a 3 de setembro, houve apresentações de Francis e Olíva Hime, em uma homenagem a Vinicius de Moraes.

Em Macau, que sedia a segunda edição da  Semana da Cultura Brasileira, o estado de Pernambuco foi o destaque, com um evento em parceria com o departamento de Português da Universidade de Macau e na qual participaram vários acadêmicos.

Além dos shows musicais, filmes e das exposições, o evento trouxe até Macau especialistas da literatura do país para discutirem o Sertão – zonas áridas – que “inspiram escritores e é fonte muito rica da imaginação artística” da região, explicou à agência Lusa Raquel Abi-Sâmara, uma das coordenadoras do evento.

Em destaque esteve também a literatura de cordel, um gênero literário típico do estado e que “está muito vivo, mantendo a sua tradição de retratar em verso a atualidade”. Ainda, os alunos dos cursos de português da Universidade de Macau tiveram também oportunidade de contatar diretamente com escritores brasileiros como Adriana Lisboa, galardoada em 2003 com o Prêmio José Saramago, que apresentou o seu mais recente romance, “Hanói”, em Macau.

Nascida no Rio de Janeiro, Adriana Lisboa vive há seis anos nos Estados Unidos e “Hanói”, o seu sexto romance, apresenta-se como um livro sobre “deslocamentos”, onde a cidade evocada no título “é mais um futuro imaginado do que uma localidade geográfica”.
Para os organizadores de Macau, “O Brasil é, em termos culturais, muito diversificado e também muito importante porque a cultura brasileira, sobretudo a música, é um evento mundial, e tudo aquilo que tenha a ver com o conhecimento e reconhecimento do caráter impar da cultura brasileira é extremamente importante”.

Iniciativas promocionais desse tipo são muito importantes para aumentar as possibilidades de negócios e intercâmbios culturais. A próxima etapa deve reunir o Ministério dos Esportes, para divulgar na China, em 2014 e as Olimpíadas Rio 2016, mostrando a organização dos dois mais importantes eventos esportivos para um bilhão de torcedores chineses.

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