José Carlos da Silva – Alegando limitações na composição narrativa e fragilidades estilísticas, os jurados do Prémio Leya 2010 não atribuirão a premiação de 100 mil euros, o mais alto prêmio atribuído a um romance inédito em língua portuguesa.
O nome do vencedor deveria ser anunciado esta semana, mas o júri entendeu que as obras a concurso não correspondem à importância e prestígio do Prémio Leya.
Em comunicado, o júri, composto por Manuel Alegre, Nuno Júdice e o autor brasileiro Carlos Heitor Cony, explica que esta edição não haverá ganhador. O Prêmio Leya nos últimos dois anos destacou o brasileiro Murilo Carvalho, com o romance “O rasto do Jaguar” e o moçambicano João Paulo Borges Coelho, com a obra “O olho de Hertzog”.
Segundo nota do Grupo Leya, “foram recebidas 325 obras, provenientes, na sua grande maioria, de Portugal e Brasil, havendo também originais provenientes de Moçambique, Estados Unidos, Itália e Espanha”.
