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Lygia Fagundes Telles é a homenageada da Balada Literária

José Carlos da Silva – A Balada Literária completa cinco anos em São Paulo e é considerado um dos mais importantes e descontraídos eventos literários do país. A homenageada desta edição é a escritora paulistana Lygia Fagundes Telles, que tem toda a sua obra relançada pela Companhia das Letras, como o romance As Meninas e o livro de contos Antes do Baile Verde.

O escritor pernambucano Marcelino Freire é o criador e organizador do evento, ao lado da Livraria da Vila e da Ato Cidadão e com o apoio da Biblioteca Alceu Amoroso Lima, Centro Cultural b_arco, Edith, Itaú Cultural, Goethe-Institut, SESC Pinheiros, Teatro Brincante, Teatro da Vila e do bar Mercearia São Pedro.

Iniciada em  2006, o evento já reuniu importantes nomes como:  Adélia Prado, Angeli, Laerte, Mario Prata, Tony Beloto, Chico César, Cristovão Tezza, David Toscana, Efraim Medina Reyes, Francisco Alvim, João Gilberto Noll.

Nesta edição que vai até de 18 a 21/11, estarão na Vila Madalena: Alberto Manguel, Antonio Nóbrega, Alice Ruiz, Augusto de Campos, Beth Goulart, Botika, Cid Campos, Emicida, Eunice Arruda, Jorge Furtado, José Castello, Luiz Antonio de Assis Brasil (que também coordenará uma oficina de criação), Marcelo Rubens Paiva, Siba e Vitor Ramil.

De novidades para esta edição, a organização destaca a homenagem que será feita também ao editor Massao Ohno, ao poeta Roberto Piva e ao escritor e ator Alberto Guzik, mortos este ano.

Também merecem destaque a apresentação da peça “Los Críticos También Lloran”, baseada na obra do chileno Roberto Bolaño e encenada por um grupo que reúne autores/atores espanhóis e venezuelanos, e a presença do escritor alemão Ulrich Peltzer, que inaugurará a parceria da BALADA LITERÁRIA com o Goethe-Institut.

A homenageada

A escritora Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. É membro da Academia Paulista de Letras desde 1982, da Academia Brasileira de Letras desde 1985 e da Academia das Ciências de Lisboa desde 1987. Em 2005 ganhou o Prémio Camões. Entre suas principais obras estão Ciranda de Pedra (1954), Verão no Aquário (1964), As Meninas (1973 e ganhadora do Prêmio Jabuti) e As Horas Nuas de 1989.

 

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