PGL Países Catalães – A oposição política nas Ilhas Baleares critica a decisão do governo insular, em mãos do PP, de cancelar as ajudas à imprensa não diária redigida em catalão para o ano 2011, cujo processo de concessão estava aberto.
Denunciam que este «ataque à língua própria» do arquipélago provocará um grave prejuízo a vários meios de comunicação locais e a diversas entidades sem ânimo lucrativo.
Os mais críticos com o PP foram PSM-EN (coligação nacionalista) e EU-Els Verds (ambientalistas), que entre ambos somam sete assentos no Parlamento insular (quase 12% do total), que qualificaram de «vergonha» e «irresponsável» a medida e instaram o PP a corrigi-la e a cumprir com a Lei de Normalização Linguística, que acham vulnerada com esta decisão.
Para poderem obter as ajudas correspondentes a 2011, as entidades deviam justificar projetos já realizados. Deste modo, o cancelamento dos subsídios, em pleno mês de agosto e mediante um vulgar correio eletrónico, pode fazer perigar não apenas investimentos já realizados, mas o conjunto dos projetos, pois muitos deles estavam fora da órbita empresarial, em mãos de entidades sem ânimo lucrativo. Até 37 publicações, muitas delas históricas, serão afetadas.
O procedimento que agora anula o PP tinha como objetivo dar apoio à imprensa editada integramente em catalão, como assinalam os artigos 27 e 32 da atual Lei de Normalização Linguística do arquipélago, vigorante desde 1986. A convocatória fomentaria a presença do catalão naquelas publicações editadas entre 1 de novembro de 2010 e 30 de setembro de 2011. A anulação chega, portanto, pouco mais de um mês antes de se cumprir o período subsidiável.
No mesmo correio eletrónico enviado às entidades afetadas também se informa da anulação da despesa destinada a ações de normalização linguística e de integração para pessoas recém chegadas às Ilhas, cuja quantia era de 300.000 euros e à qual podiam concorrer sindicatos, associações de imigrantes, coletivos vicinais e qualquer entidade sem ânimo lucrativo.
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