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Anabel Novo (*) – O Valentim R. Fagim deu com grande sucesso um ateliê de língua portuguesa em 4 horas (LP4) às turmas de 3º ESO do CPI “Cernadas de Castro”, em Lousame, dentro do qaudro do projeto do EDL do nosso centro. Aliás, o professor não foi apenas ministrar uma aula de português, mas foi fazer com que meninos e meninas de 14 anos comecem a olhar o mundo a partir da sua língua, o galego.

Mostrou-nos as caras do português, portanto mostrou-nos a potencialidade natural do galego, língua-chave para atravessar a porta que temos na frente, dar só um passo, e entrar num mundo de 250 milhões de pessoas com quem podemos comunicar.

O LP4 acerta no alvo do objetivo principal de qualquer Projeto de Dinamização Linguística, já que reforça a dimensão comunicativa do galego em relação com contextos vivos e internacionais e ajuda as gerações mais novas a perceberem a utilidade da língua galega.

 

 

O ateliê esteve dividido em 4 horas. Na hora 1 o Valentim, a falar em português de Portugal e do Brasil, fez uma breve introdução histórica e uma aproximação às culturas lusófonas remarcando que a nossa vantagem como galegos e galegas era a nossa riqueza linguística. Desde o início os adolescentes ficaram maravilhados, pois para muitos era a primeira vez que sabiam da existência do português nos continentes africano e asiático.

Na hora 2, depois de ver as dicas de leitura da ortografia portuguesa, fez uma atividade em que envolveu ativamente os meninos e meninas: um concurso musical. Eles adoraram, e houve prémio para a equipa ganhadora, um manual Do Ñ para o NH.

 

 

Já de tarde, depois do almoço, vieram as horas 3 e 4. Nelas o professor centrou-se no léxico e na gramática marcando o quanto sabiam já os alunos só pelo facto de serem galegos e galegas. Depois, advertiu dalgumas diferenças morfossintáticas a respeito do galego, léxico diferente e falsos amigos.

Finalmente, ensinou-nos como utilizar e aplicar muitos dos recursos que temos disponíveis na Internet para os alunos e alunas aprenderem sozinhos e sozinhas.

 

 

Este tipo de atividades são necessárias porque para muitos rapazes e raparigas galego-falantes, e também para os que não o são, foi a primeira vez a perceber que o galego os posiciona numa situação de vantagem dentro do mercado laboral para um futuro cada vez mais competitivo.

Agora os alunos e alunas de Lousame são conscientes de que se o galego e o português tivessem mais contato, poderia ser benéfico para o galego. Quase todos assinalam que se a escola ofertasse o português como matéria optativa, não duvidariam em a escolher.

Alguns alunos colocaram o seu parecer sobre o ateliê no nosso blogue: Blog da Silva – Ás voltas co portugués.

(*) Professora da ENDL do CPI Cernadas de Castro.

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