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«Nengum povo vive sem teatro, é como auga necessária para ensamblar a nossa dispersom nacional»

O Facho – O político e professor Pablo González Mariñas pronunciou umha interessante conferência o passado dia 14 de Janeiro de 2009 sobre sobre Jenaro Marinhas, intitulada «Umha testemunha por Galiza» dentro do ciclo Literatura e Naçom organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho.

González Marinhas, encetou a sua exposiçom sublinhando que a vida de Jenaro Marinhas, foi complexa e fértil. A sua infância na Corunha, onde nasceu em 1908, desenvolveu-se dentro de uns campos profundamente nacionalistas, o seu pai era membro das Irmandades da Fala, Tettamancy os irmaos Vilar Ponte eram habituais na sua casa. Esta realidade junto a influência da sua mae na conformaçom de seu carácter, marcou para sempre Jenaro Marinhas. Nom devemos esquecer que foi aluno de Viqueira, e foi grande amigo de Seoane, E. Pita, Lugrís, Dieste. A consideraçom por este último era tal que o nomeava ‘O mestre’.

Na escrita de Jenaro Marinhas observa-se umha grande semelhança tanto com Cessaré Pavese como com Albert Camus, sendo a vez um grande leitor de Husserl. A percepçom existencial do sobrevir do homem é fulcral na concepçom da sua literatura, até ao extremo de chegar afirmar na sua poesia:

A verdade nom me obriga,
Quem mais me obriga é amizade.

Falar de poesia em Jenaro Marinhas pode parecer surpreendente para quem nom o conhecesse, e muito mais quando ele afirma que Galiza tem poetas dabondo; pois a sua presença no universo literário galego é como dramaturgo. Pois foi o teatro a escrita em que verte e desenvolve a sua compreensom do homem, entendendo que é a principal ferramenta para ajudar a recuperar a consciência e a dignidade dum povo. Chegando afirmar: «nengum povo vive sem teatro, é como auga necessária para ensamblar a nossa dispersom nacional».

Em toda a sua obra a rebeldia como cerne para desintumescer ao povo galego. Há que lhe devolver a esperança. Na sua obra O Bosque umha das personagens pronuncia: «tudo o que se inventa acaba por chegar». O teatro é para o nosso dramaturgo o meio mais eficaz para conscientizar da necessidade da luita do povo galego para a defesa dos seus interesses.

No ano 1978 ingressou como académico na RAG de que demite após a morte de Carvalho Calero. Ao lhe perguntarem o porquê desta última decisom, sempre dava como resposta: «Porque nom imos para a mesma romaria». Pois por todos é bem conhecido a sua pertença a corrente linguistica que hoje se conhece como reintegracionismo.

Podemos asseverar que Jenaro Marinhas foi e é umha testemunha por Galiza.

 
 

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