PGL – No passado dia 20 de Dezembro de 2008 a Bolívia tornou-se, depois de Cuba (1961) e Venezuela (2005), no terceiro país livre de analfabetismo na América Latina. Mais de oitocentas mil pessoas fôrom alfabetizadas em espanhol, quechua ou aimará.
A campanha de mobilizaçom social iniciou há dois anos e utilizou o método audiovisual cubano «Yo si puedo» (Eu podo), também aplicado em seu dia na Venezuela, e implementado hoje em dia em mais 28 países, entre os quais o próprio México.
No caso boliviano ainda é de destacar mais um facto: o analfabetismo tinha «cara de mulher», pois 85% do pessoal alfabetizado fôrom mulheres.
A campanha contou com apoio logístico, material e humano de Cuba e Venezuela e nom estivo isenta de dificuldades e mesmo boicotes de algumhas comunidades municipais, mas a promessa dada polo presidente Evo Morales foi cumprida.
O método audiovisual «Yo si puedo» foi ministrado em espanhol, mas também em quechua e aimará, na tentativa de os falantes dessas línguas terem as mesmas oportunidades. Finalmente fôrom alfabetizadas 24 mil pessoas em quechua e trinta mil em aimará, um número aquém do esperado, pois a maioria escolheu o espanhol (previam-se duzentas mil e trescentas mil, respectivamente).
«Falar aimará e quechua era muito difícil, porque até para os jovens era umha vergonha falarem na sua própria língua; este é um processo que tem que mudar; o governo do povo encabeçado por Evo tem apenas três anos, mas ainda há umha dívida histórica», assinalou o diretor nacional de Alfabetizaçom, Benito Ayma.
O programa de alfabetizaçom na Bolívia, longe de se acabar, continuará, com umha segunda fase de pós-alfabetizaçom utilizando o método «Yo si puedo seguir» (Eu podo continuar) para a implementaçom do ciclo básico (primário) durante mais dous ou três anos.
Embora o silenciamento geral da notícia, diversos meios na internet divulgárom alargadamente a mesma, entre eles o web brasileiro Agência Carta Maior, ou os galegos xornal dixital Avantar e Primeira Linha em Rede.

(*) Os padrons reconhecidos pola ONU para falar numha área livre de analfabetismo situa-se em torno de 3,9 ou 4% de pessoas que, no máximo, podem continuar sem alfabetizar.
