Declaração de votos dos deputados brasileiros colocou a Língua Pátria na “Viola das Comadres”
O último domingo, 17 de abril de 2016 foi um dia muito importante para a política brasileira e os destinos (ou falta deles) para a população, pois foi votado em Brasília pelos deputados federais, a abertura de processo de impedimento da Presidente Dilma Rousseff.
Os meios de comunicações, sérios ou não, passaram a tarde de domingo transmitindo a votação direto da Câmara Federal, enquanto nas ruas o clima era de Copa do Mundo, com prós e contras vestidos de verde, amarelo e vermelho para defendendo suas bandeiras e convicções, mas agredindo a Língua Portuguesa com seus cartazes e faixas.
No entanto, o que se viu diante de tantas declarações absurdas e estapafúrdias, foi a Língua Portuguesa em uma verdadeira sessão de tortura (sem qualquer comparação com as aberrações cometidas contra a humanidade, por um certo homenageado de um deputado desmiolado).
Erros de concordância nominal, verbal e todos os tipos de desvios gramaticais foram proferidos pelos digníssimos edis, que mesmo recebendo fortunas de salário, não arranjam tempo para estudar ou pelo menos consultar um bom dicionário.
Entre as principais barbaridades foram citadas as seguintes frases
- “Vinte e um sem terra foi assassinado”
- “Pelos evangélico”
- “Vemos os governo cerceado de seus direito”
- “Pelos picareta”
- “Por tudo que Luma e Dilma fez pelo Brasil”
- “Pelos corretor de seguro”
- “Em nome de milhares de mineiro”
- “Em homenagem àqueles que lutaro”
- “A juventude ocupou dezenas de escola”
- “Em respeito às instituição democrática”
- “Um dos representante do Estado de São Paulo”
- “Vários que estão aqui acha que a Constituição…”
- “Com isso, ocorre a perca total”
- “Muito dos nosso estudante, não consegue estudar”
- “Pra que essa casa seja passado a limpo”
- Depois de tantas bobagens, convido o leitor para encontrar os erros e, principalmente, evitá-los em seus discursos.
A propósito, “viola das comadres” é um antigo instrumento medieval de punição e era usado no confronto daquelas senhoras que tivessem feito um escândalo ou dito fofocas. Outras variações deste instrumentos punitivo, eram reservadas às mulheres que se batiam em público (neste caso eram fechadas em uma única viola e obrigadas a “conviver” por um dia inteiro).
PS.No cartaz, o manifestante cometeu três deslizes: faltam vírgulas na primeira frase (O correto é “Fora, Dilma” e “Fora, PT”) e a palavra “impeachment” está escrita com N, o correto é com M. (Fonte UOL Instagram)
