PGL – O investigador e colaborador do PGL Ernesto Vázquez Souza acaba de ser entrevistado polo portal de informaçom livre galizalivre.org. Na mesma reflecte sobre diversos aspectos a história do nacionalismo galego e coloca a língua como peça-chave para entender alguns dos seus processos.
Durante a entrevista Vázquez Souza toca diversos pormenores de artigos publicados no PGL na série De Cânones e Canões. Destarte, assegura que foi no período de 1917-18 que o galego passou a «símbolo nacional», pois «mercê à afiliação ao nacionalismo galego de moços originários de classes médias baixas, vilegos mas galego-falantes, é que se muda o uso do galego como reivindicação folclórica ou direito individual e passa a ser parte, o elemento principal na reivindicação coletiva do conflito social, do submetimento da povoação galega a uma legislação e cultura alheia».
A respeito das Galescolas da Junta Ernesto Vázquez Souza afirma que elas tenhem menos a ver com As Escolas do Insiño galego das Irmandades do que o projecto, filosofia, praxe e intençom da iniciativa reintegracionista impulsionada pola VOGAL.
Vázquez Souza afirma também que nem sabemos qual poderá ter sido a verdadeira dimensom dos projectos tecidos polo nacionalismo galego do primeirço terço do século, interruptos em 1936, pois contavam com que «90% da povoaçom eram monolíngues, estava a Galiza melhor estruturada populacionalmente e tinha o dobro de habitantes de Madrid ou Barcelona».
«Agora estou certo que se há um projeto de Estado espanhol nacionalista e centralista virado na unificação cultural e linguística, a ameaça maior é a Galiza […] E é ameaçante ainda sendo a gente (mesmo a que se declara espanholista e espanholeira) inconsciente… imaginem se o pessoal for consciente de que a língua que se fala noutro estado (e logo algo da sua literatura e história) é nossa», salienta no fim da entrevista Vázquez Souza.
