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LEVAR A POESIA ÀS NOSSAS AULAS

Coincidindo com a chegada da primavera, 21 de março foi declarado em muitos lugares como o Dia da Árvore e também o Dia da Poesia. Ademais de celebrar nos estabelecimentos de ensino dos diferentes níveis a festividade da árvore, organizando atividades educativo-didáticas adequadas, e, entre elas, realizando no jardim da escola uma plantação de alguma árvore, nomeadamente, um carvalho, uma nogueira ou um castanheiro, podemos celebrar também uma jornada dedicada à poesia e aos poetas. Uma das melhores estratégias para desenvolver a sensibilidade entre as crianças e os escolares.

Tal como muito bem sinala a graduada brasileira em letras Sabrina Vilarinho, a poesia desenvolve a reflexão e a criatividade nos alunos. A poesia tem sido cada vez mais esquecida nas práticas de sala de aula. Dos tipos de poemas: lírico, drama e épico, o primeiro tende a ser o mais comum nas vanguardas poéticas. O gênero lírico é complexo, cheio de subjetividade, passível de diversas interpretações e, provavelmente é por este motivo que a poesia tem sido deixada de fora da sala de aula. No entanto, o motivo pelo qual se descarta o poema como ferramenta pedagógica é o mesmo pelo qual deveria fazer parte do cronograma de ensino do professor, uma vez que a poesia exercita a reflexão e a memorização.
A poesia na Antiguidade era usada como entretenimento, ritual, filosofia; os poetas eram ditos como pessoas sábias. Há, portanto, necessidade urgente de se resgatar o prazer encontrado em se trabalhar a poesia e quebrar o tabu escolar de que é difícil trabalhar com poemas. O professor pode começar recitando um poema curto ou apenas alguns versos e fazer perguntas aos alunos a respeito do texto, como por exemplo: quem é o autor? O que ele estava pensando quando escreveu? Qual o assunto do texto? As perguntas irão despertar nos alunos reflexões e divergências quanto às interpretações, o que é ótimo, já que o professor poderá enfatizar o valor maior da poesia, o qual é o das possibilidades de comunicação que cada uma pode trazer.
O objetivo de se trabalhar a poesia em sala é o de estimular a oralidade, a criatividade e a reflexão a respeito de fatos da vida de cada aluno. Além disso, o educador pode trabalhar a escrita de poesias, contudo deixar os alunos livres de temas, para que seus anseios interiores sejam retratados enquanto escreve. Logo, em uma só aula o estudante vai ter estimulado diversos pontos de aprendizagem: leitura, interpretação, criação, reflexão.
Importante: Para as turmas iniciais na escola infantil a professora pode começar com pequenos poemas, como a parlenda ou mesmo o trava-línguas, além de músicas com letras em rima, como a cantiga de roda.

As aulas de poesia para crianças devem ser lúdicas. Será necessário fazer ênfase nos efeitos de sonoridade, de cores, de imagens, de movimento. O importante é que a criança inicie o processo sem limitações, sem bloqueios. Paradigmas rígidos tolhem a criatividade. O professor deverá ser paciente, pois nem todos os alunos terão habilidade poética. A finalidade das aulas não é formar poetas, mas despertar o espírito poético. Orientar os alunos para que possam perceber a poesia e (para que possam também) exprimir o sentido estético que os ajudará a crescer como seres humanos e a realizar-se como pessoas.

A poesia para crianças pode começar com “jogo de palavras”. O educador coloca uma lista de palavras que possam rimar e deixa que os alunos escolham livremente. Por exemplo: Arminho – Burburinho – Carinho – Adivinho – Ninho – Cozinho – Pergaminho – Espinho – Padrinho – Cavaquinho – Passarinho – Sobrinho – Alinho – Anjinho – Armarinho – Engatinho – Desalinho – Marinho – Moinho – Pinho – Focinho – Colarinho.

Ainda que os trabalhos sejam simples como: “O gatinho pisou um espinho”, ou: “O passarinho está no ninho”, o professor não julgará os poemas, só estimulará a produção poética. Aos poucos, as crianças vão se encantando com a sonoridade das rimas e com a possibilidade de criar poemas. O educador precisará de muita paciência e de bom humor. Existe aquela anedota de um professor de matemática, ainda jovem, mas careca, que solicitou aos seus alunos que escrevessem o que achavam dele como professor. Alguns colocaram elogios, outros criticaram. Mas teve um aluno que escreveu: “Céu sem nuvens / ninho sem pássaros / cabeça sem cabelo”. Os colegas riram, o professor ficou zangado e o criativo poeta foi encaminhado à diretoria. Mas não podemos negar que ele foi criativo. A poesia contribui para estimular a criatividade, ajuda na aquisição da linguagem, enriquece o vocabulário, contribui para aumentar a sensibilidade estética, exterioriza emoções, além de desenvolver a capacidade de leitura e compreensão.

Para o presente depoimento escolhi dous filmes dedicados a três poetas: Pessoa, Verlaine e Rimbaud.

FICHA TÉCNICA DOS 2 FILMES:

  1. O Vento lá Fora (Documentário).poesia-o-vento-la-fora-capa-dvd-png

     Diretor: Marcio Debellian (Brasil, 2014, 64 min., preto e branco).

Roteiro: Diana Vasconcellos e Marcio Debellian.

Música: Nelson Freire.

     Argumento: Um retrato do poeta Fernando Pessoa a partir da leitura de poemas criada pela professora Cleonice Berardinelli (imortal da Academia Brasileira de Letras) e pela cantora Maria Bethânia (ícone da música brasileira). A leitura, apresentada ao público uma única vez, na FLIP 2013, foi filmada em estúdio com a presença de uma plateia de convidados. O roteiro do filme se constrói a partir do registro dos ensaios para a leitura, das conversas sobre a obra do poeta e de pesquisa de manuscritos e imagens raras.

poesia-o-vento-la-fora-cartaz1-pngNota: O documentário pode ser visto na sua íntegra entrando em youtube

 

  1. Eclipse de uma paixão (Total Eclipse).

    Diretora: Agnieszka Holland (Reino Unido, 1995, 110 min., cor).poesia-eclipse-de-uma-paixao-capa-dvd

Roteiro: Christopher Hampton. Fotografia: Yorgos Arvanitis. Música: Jan A. P. Kaczmarek.

Produtoras: Co-produção França-RU-Bélgica e Fit Productions.

Atores: Leonardo DiCaprio (Arthur Rimbaud), David Thewlis (Paul Verlaine), Romane Bohringer (Mathilde Maute, esposa de Verlaine), Dominique Blanc (Isabelle Rimbaud), Felicie Pasotti Carbarbaye, Nita Klein, Christopher Thompson (Carjat) e Christopher Hampton (O juiz).

    Argumento: Em 1871, Paul Verlaine, um renomado poeta, convida o jovem Arthur Rimbaud para morar com ele e sua esposa em Paris. O comportamento rude de Rimbaud desestabiliza os moradores da casa assim como os poetas franceses, mas Verlaine fica encantado com sua personalidade e logo se apaixona pelo jovem. Os dous se tornam amantes e vivem um tórrido romance, até que, em 1873, um acidente irá separar os dous poetas. Arthur Rimbaud, “o poeta dos sentidos”, como ficou conhecido, revolucionou a poesia do final do século XIX e continua influenciando escritores e surpreendendo leitores até hoje. O filme foca o turbulento período de produção literária de Rimbaud, que coincide com o tempo em que viveu apadrinhado por outro grande poeta, Paul Verlaine. Mas a admiração de um escritor pelo outro vai além, faz com que ambos se apaixonem, para desespero da mulher de Verlaine. Esse triângulo amoroso explosivo e provocante proporciona a DiCaprio e Thewlis, duas atuações corajosas e vibrantes.

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Leonardo Di Caprio é Arthur Rimbaud, um poeta talentoso e precoce, ávido por experiências intensas, despojado de regras e valores sociais. Já aos dezesseis anos, a qualidade de sua poesia desperta a atenção de outro grande escritor francês: Paul Verlaine. Encantado com o talento do jovem Rimbaud, Verlaine resolve apadrinhá-lo. Mas a irreverência e o brilhantismo do rapaz acabam por provocar no poeta uma paixão avassaladora, que põe em risco seu casamento com a jovem e bela Mathilde Maute.

TRÊS POETAS PROTAGONISTAS: PESSOA, VERLAINE E RIMBAUD:

    Os dous filmes acima citados apresentam imagens e recitado de poemas de três grandes poetas.

  1. Fernando Pessoa (e todos os seus heterónimos):

     Fernando António Nogueira Pessoa foi um dos mais importantes escritores e poetas do modernismo em Portugal. Nasceu em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa (Portugal) e morreu, na mesma cidade, em 30 de novembro de 1935. Fernando Pessoa foi morar, ainda na infância, na cidade de Durban (África do Sul), onde seu pai tornou-se cônsul. Neste país teve contato com a língua e literatura inglesa. Adulto, Fernando Pessoa trabalhou como tradutor técnico, publicando seus primeiro poemas em inglês. Em 1905, retornou sozinho para Lisboa e, no ano seguinte, matriculou-se no Curso Superior de Letras. Porém, abandou o curso um ano depois. Pessoa passou a ter contato mais efetivo com a literatura portuguesa, principalmente Padre António Vieira e Cesário Verde. Foi também influenciado pelos estudos filosóficos de Nietzsche e Schopenhauer. Recebeu também influências do simbolismo francês. Em 1912, começou suas atividades como ensaísta e crítico literário, na revista Águia. A saúde do poeta português começou a apresentar complicações em 1935. Neste ano, foi hospitalizado com cólica hepática, provavelmente causada pelo consumo excessivo de bebida alcoólica. Sua morte prematura, aos 47 anos, provavelmente aconteceu em função destes problemas, pois apresentou cirrose hepática.

Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome (ortónimo) para assinar várias obras e pseudónimos (heterónimos) para assinar outras. Os heterónimos de Fernando Pessoa tinham personalidade própria e características literárias diferenciadas. São eles: Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.

  1. Paul Verlaine (1844-1896):

    É um dos maiores poetas simbolistas franceses, seu lirismo musical abriu novos caminhos para a poesia em seu país e no mundo. O lirismo musical e evanescente de Verlaine exerceu influência decisiva no desenvolvimento do simbolismo e abriu novos caminhos para a poesia francesa. Com Mallarmé e Baudelaire, Verlaine compõe o grupo dos chamados poetas decadentes.

Paul-Marie Verlaine nasceu em Metz, França, em 30 de março de 1844. Filho de um militar abastado, estudou no Liceu Bonaparte, hoje Condorcet, de Paris e mais tarde conciliou o trabalho numa companhia de seguros com a vida boêmia nos círculos literários parisienses. Em seus primeiros livros, Poèmes saturniens (1866; Poemas saturninos) e Fêtes galantes (1869; Festas galantes), ouvem-se ecos do romantismo e do parnasianismo. Em 1872, dous anos após casar-se, Verlaine abandonou mulher e filho e iniciou, com o jovem poeta francês Arthur Rimbaud, uma turbulenta ligação sentimental que os levou a percorrer vários países europeus. O relacionamento teve um final abrupto em Bruxelas, em 10 de julho de 1873, quando Verlaine feriu o amigo com um tiro de revólver e foi condenado a dous anos de prisão. Libertado, Verlaine tentou em vão reconciliar-se com Rimbaud. Viveu no Reino Unido até 1877, quando regressou à França. Datam desses anos dous magníficos livros de poesia, Romances sans paroles (1874; Romances sem palavras) e Sagesse (1880; Sabedoria), este a expressão de sua volta aos ideais de um cristianismo simples e humilde. Apesar de sua crescente fama e de ser considerado um mestre pelos jovens simbolistas, o fracasso dos esforços que fez para recuperar a esposa e levar uma vida retirada conduziram Verlaine a uma recaída no mundo da boêmia e do alcoolismo que, durante o resto de seus dias, o obrigou a frequentes hospitalizações. Os vários livros de poemas que se seguiram apenas ocasionalmente recuperaram a antiga magia, como Amour (1888). Da produção posterior de Verlaine, o que mais se destaca são os textos em prosa, como o ensaio Les Poètes maudits (1884; Os poetas malditos), vital para o reconhecimento público de Rimbaud, Mallarmé e outros autores, e as atormentadas obras autobiográficas Mes hôpitaux (1892; Meus hospitais) e Mes prisons (1893; Minhas prisões). Paul Verlaine morreu em Paris em 8 de janeiro de 1896.

  1. Arthur Rimbaud (1854-1891):

    A presente biografia é da autoria de Felipe Araújo. Nascido no dia 20 de outubro de 1854 em Charleville, comuna francesa, Jean-Nicolas Arthur Rimbaud foi um poeta influente que escreveu praticamente todas as suas obras primas entre os 15 e os 18 anos. Segundo a opinião de críticos literários, o poeta francês é considerado precursor do surrealismo e também um pós-romântico. Começou a revelar seu talento para a poesia durante a adolescência e, devido a seu temperamento rebelde, acabou fugindo de casa várias vezes durante a juventude. Ao completar 17 anos, muda-se para Paris com o apoio do poeta Paul Verlaine. Rimbaud tinha enviado sua obra “Soneto de Vogais” para Verlaine, que, um ano depois, deixa a família e começa a viver junto de Rimbaud em Londres. A relação de amor e ódio entre os dous chega ao fim quando Rimbaud é ferido por Verlaine com uma bala no pulso.

Rimbaud, talvez, tenha sido um dos primeiros poetas a viver sua própria poesia. Influenciou autores da geração perdida, como Ernest Hemingway, F. Scott Fitgerald, Ezra Pound e Sherwood Anderson, e os beatniks dos anos 50, como Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Burroughs. Um dos apreciadores da obra de Rimbaud foi Henry Miller, escritor americano subversivo dos anos 30 que também viveu em Paris. “Até que o velho mundo morra de vez, o indivíduo ‘anormal’ será cada vez mais a norma. O novo homem se encontrará quando a guerra e a coletividade entre o indivíduo cessar. Veremos então o tipo de homem em sua plenitude e esplendor”, disse Miller sobre Rimbaud.

Outro apreciador da poesia de Rimbaud foi Paulo Leminski, para ele, o jovem francês Rimbaud “pasmou os contemporâneos com sua precocidade poética”. O escritor francês Georges Duhamel compartilha da opinião de Leminski e analisa a imagem de “enfant terrible” de Rimbaud dizendo: “O que Mallarmé não parece ter adivinhado é que o ‘Viajante notável’ voltaria, que ia ficar, que não pararia de crescer, que sua influência se estenderia sobre todas as gerações e que aquele garoto seria no século novo não o mestre, e sim, melhor ainda, o mensageiro, o profeta de toda uma juventude febril, entusiasta, rebelde”.

Entre suas principais obras estão “Uma Estação no Inferno”, de 1873 e “Iluminações”, de 1886. As duas abrangem novidades estéticas na maneira de escrever literatura com uma linguagem mais libertária, sendo que as ideias, nas obras de Rimbaud, nasciam da sinergia entre o verbo e tudo que os sentidos interpretavam. Aos 20 anos de idade, Rimbaud abandona a literatura e retoma a vida sem rumo que levava quando adolescente. Começa a trabalhar com comércio de café na Etiópia, chega a fazer parte do Exército das colônias holandesas e faz tráfico de armas em Ogaden. Ainda visita o Chipre e Alexandria. Sua caminhada termina quando tem a perna amputada devido a um câncer no joelho. Após este episódio, morre no dia 10 de novembro de 1891 em Marselha, após anos de agonia.

IDEIAS PARA UMA OFICINA DE POESIA EM PRIMÁRIA:

    Ensinar aos alunos do Educação Primária como escrever uma poesia é mais fácil do que se pensa. As crianças têm imaginações admiráveis e adoram criar novas cousas. O papel do mestre enquanto educador é expô-las à poesia. Estimulando-as a experimentar e tentar novos tipos de escrita.

As estratégias didáticas que se podem pôr em prática são as seguintes:

  1. Levar alguns dos poemas infantis favoritos à aula. Incluir poemas musicais, humorísticos, sobre a natureza e qualquer outro tipo de poesia de que os alunos possam gostar.
  2. Ler os poemas em voz alta de forma animada. Isso ajudará os alunos a entender a poesia e a ouvir a musicalidade da língua.
  3. Discutir brevemente os poemas com os alunos, perguntando, por exemplo, sobre o que eles falam e quais palavras rimam. Não se aprofunde demais no primeiro momento. Os alunos do Ensino Primário às vezes têm vergonha de fazer perguntas, então certifique-se de que eles entenderam os poemas.
  4. Fazer uma atividade escrita baseada em um poema curto com um estilo bem pronunciado. Por exemplo, pode ler-se um haikai (poema de origem japonesa), explicando o estilo e pedir para eles escreverem um poema.
  5. Fazer outras tarefas de escrita usando poemas publicados como modelos. Alternando atividades de escrita que se concentrem em um estilo com outras que se concentrem em técnicas. Por exemplo, pode seguir-se uma atividade sobre escrever uma poesia haikai com uma incluindo detalhes sensoriais nos poemas.
  6. Fazer tarefas mais difíceis no quadro em uma aula antes de pedir para os alunos tentarem fazê-las. Se se decide pedir que eles escrevam poemas incorporando todos os cinco sentidos, por exemplo, se pode fazer com que cada aluno contribua com uma observação sobre a sala de aula. Colocando-as no quadro e organizando-as em um poema.
  7. Fazer com que os alunos se sintam orgulhosos do que escreveram. Deve dar-se uma oportunidade para cada um apresentar seu poema favorito na frente da turma. Se os alunos gostarem da ideia, pode organizar-se uma leitura de poesia para os pais. Recolher alguns poemas de cada aluno e transforma-los em livro no final da oficina de poesia.

    TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

 Servindo-se da técnica do Cinema-fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, truques cinematográficos, etc.) e o fundo dos dous filmes antes resenhados.

Com a participação dos escolares do nosso estabelecimento de ensino, organizamos um Festival poético, com recitação de poesias por parte dos mesmos alunos. Podemos completar o festival com audições de CDs de poemas dos grandes poetas: Rosália de Castro, Curros, Pondal, Celso Emílio, Pessoa, Cecília Meireles, Manuel Maria, Neruda, Tagore, Jiménez, Machado, Gabriela Mistral, Octavio Paz, Drummond de Andrade, Bécquer, Alberti, etc.

Com os poemas escritos pelos nossos escolares, podemos editar ou policopiar uma monografia. Os alunos poderão sentir-se orgulhosos das suas criações poéticas e fortalecer assim a sua autoestima e sensibilidade.

 

 

 

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