Partilhar

alt

Lançamento em Foz do poemário “Eu Violei o Lobo Feroz” de Teresa Moure

PGL- A ATRAVÉS|EDITORA, da Associaçom Galega da Língua, apresenta o poemário Eu violei o lobo feroz de Teresa Moure, sexta-feira, 25 de outubro na Casa da Cultura Poeta Manuel Maria de Foz, às 20h30. A autora estará acompanhada por Rafa Vilar. Neste primeiro livro de poemas de Teresa Moure uma singular Capuchinho Vermelho reconstrói e constrói a sua historia e identidade através de confissões quando é retida por terrorismo ecológico.

Reproduzimos o primeiro poema do volume e que serve de aproximação a esta obra:

Este livro, que ainda não é,
nasce duma ferida
comprida e profunda,
duma fenda escura e húmida
nos calabouços duma prisão do esta
repressor.
Este livro, que ainda não é,
nasce duma ferida palpitante,
da dor imensa de ver-me desamparada
logo de tantas ideias libertadoras
que pulam, aí onde estais, fora destes muros,
nas ruas, nos antros mal ventilados
que não se conformam com o ar assético da democracia
Mas, sobretudo, este livro
nasce duma ferida
carnosa e suave
que ciclicamente sangra
e que levo aberta
entre as pernas.

 

A autora:

altDizem de Teresa Moure que no seu tempo livre escreve. Às vezes mesmo nas paredes e nem falta quem assegure tê-la visto a borronear no mobiliário urbano por não dispor de computador, embora ela tente sempre não ser vista nestes excessos artísticos porque não quer acabar com a sua reputação de pessoa cívica. Entre parede e parede, reparte mimos sem medida, que ela nunca foi contida nem mesurada, cultiva unha horta abafada de flores duma beleza mortífera e acompanha as formigas nos seus trabalhos de verão. Ainda que ninguém a visse nunca sem um livro nas mãos, mente a quem a quiser escutar contando-lhe detalhes atrapalhados sobre as suas experiências −que apenas ela assegura que são tantas−, e as suas viagens ao longo do planeta, −quase todas imaginárias−. O seu maior desejo seria pastorear uma manda de girafas, mas, como estes teimosos animais não se habituam à chuva galega, está a pensar em inventar algo com que varrer as nuvens negras do céu. Talvez seja certo que escreveu vários romances, obras de teatro e ensaios, sempre em galego, porque tem o vício de se comprometer com as causas difíceis. Professora na Universidade de Santiago de Compostela duma matéria com o procaz nome de linguística geral, procura absorver cada dia do alunado a energia necessária para que o peso cruel da existência não lhe empeça somar-se a qualquer guerrilha destinada a construir um mundo melhor.

 

Entrevista no programa Diário Cultural

Rádio Galega – 11/09/2013

 

+ Ligação relacionada:

Burela, romance do escritor brasileiro Efigénio Moura, disponível em pré-venda na loja online da Através Editora

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Burela, romance do escritor brasileiro Efigénio Moura, disponível em pré-venda na loja online da Através Editora

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC