PGL- Terça-feira, 24 de setembro, às 20h00, na Livraria Ciranda em Compostela, terá lugar o lançamento do ensaio Quem fala a minha língua?. Contará-se com a presença de Valentim R. Valentim Rodrigues Fagim como co-coordenador do livro e Jairo Dorado, como um dos autores, que falará sobre um tema que domina: sérvio-croata-montenegrino-bósnio.
Quem fala a minha língua? é um ensaio sobre glotopolítica composto por seis artigos em que é tratada a relação entre língua e identidade em seis contextos diferentes: Eo-Návia, Flandres, Moldávia, Occitânia, ex-Jugoslávia e Valência. Coordenado por Valentim Fagim e Xemma Fernández, reúne seis trabalhos sobre línguas que por diferentes motivos políticos e históricos não respondem ou responderam sempre igual à questão que dá nome ao livro: eonaviego, neerlandês, moldavo, occitano, servo-croata e valenciano.
A pergunta Quem fala a minha língua? pode parecer retórica. A priori, todos os falantes sabemos respondê-la. Ora, há países e comunidades onde esta pergunta não vai atingir uma resposta unívoca. Este livro debruça-se sobre alguns destes contextos sócio-linguísticos onde a identidade e a língua atuam como pano de fundo.
A seguir reproduzimos o índice do livro:
Introdução, de Valentim Fagim
Nos limites nordestinos do galego-português europeu: o eonaviego, de Xavier Frias Conde
O neerlandês, idioma de flamengos e holandeses, de Fernando Venâncio
Os moldavos: Roménia, Rússia e as políticas de cultura, de Charles King
O occitano na França : qual e para que usos?, de Carmen Alén Garabato
Herdeiros ou antepassados: o servo-croata e a ex-Jugoslávia, de Jairo Dorado Cadilla
O Idioma valenciano. Um caso de individuação linguística num contexto de menorização, de, Miquel Àngel Pradilla Cardona
+ Ligações relacionadas:
- Xavier Frias: «Os que acham estar a fazer um bom à sua fala por a considerarem um idioma independente, enganam-se»
- Carmen Alén: O occitano na França, qual e para que usos?
- Jairo Dorado: «Salvo no caso do montenegrino, na ex-Jugoslávia não falaria de construção filológica, mas de intromissão política em questões filológicas»
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