Galizalivre.org – “¿Durante cantos anos ten que estar a disposición das autoridades das comunidades autónomas, o rexistro de datos da trazabilidade hacia adiante das colleitas, según a normativa pola que se establecen as obrigacions dos titulares de explotaciones agrarias e forestais en materia de rexistro da información sobre el uso de productos fitosanitarios”.
Esta era a pergunta número treze do exame de “Aptitude Empresarial Agraria” que a Direçom Geral de Inovaçom e Indústrias Agrárias e Florestais, da Conselharia do Meio Rural, realizou no passado 21 de outubro em Merim (Vedra). O redator, utente dum híbrido entre o espanhol e o galego, suspenderia qualquer avaliaçom de língua no ensino primário. Mais umha mostra do desprezo da administraçom face a nossa língua.
Processo de crioulizaçom
O exame -que conseguiu o galizalivre.org graças a umha colaboradora, e se pode descarregar em arquivo[PDF]– continha perguntas sobre como constituir “una cooperativa agraria” ou “una SAT”; morfologias do espanhol “establecen”, “productos”; erros de acentuaçom “obrigacions”, plurais em espanhol “explotaciones”, léxico alheio “hacia”, etc… Apenas umha nova mostra da histórica falta de respeito à língua da Galiza que atinge tanto governantes espanhóis quanto elites autóctones.
Ao velho processo de espanholizaçom da própria língua, consagrada institucionalmente no Decreto Filgueira, soma-se ultimamente um novo embate que atinge a estrutura mais profunda da língua: pronomes mal colocados, abuso de verbos reflexivos à espanhola, et cétera. Sem irmos mais longe, umha das grandes vozes autorizadas do galeguismo oficial, redigia neste domingo um artigo intitulado “Cargueime (sic) a camelia”. “Tiña os seus problemas, supongo (sic)”, afirmava o galeguista nom sem razom.
