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Joan Puigcercós: “Em temas como a defesa do catalám, euscara ou galego atopamo-nos todos os dias com os ataques frontais do PP”

PGL – Xornal de Galicia entrevistou o Presidente de Esquerra Republicana de Catalunya (ERC), Joan Puigcercós i Boixassa, com o qual tratou temas quentes abertos pola sentença do Tribunal Constitucional espanhol acerca do Estatuto de autonomia catalám.

Puigcercós fijo especial ênfase nos ataques periódicos sofridos polas línguas e culturas distintas da espanhola, as quais saírom especialmente prejudicadas da resoluçom do tribunal. Neste senso o presidente de ERC é claro:” eu creio que o franquismo sociológico, político e cultural triunfou. Nom pode haver umha fenda. Nom pode haver um sistema que permita a cataláns, galegos e bascos viverem como querem viver, demonstrando que som umha naçom com língua própria”. Isto materializa-se, segundo ele numha obriga, “só pode haver umha naçom, umha cultura, umha língua, nada mais. Estamos ante um mono-nacionalismo espanhol”.

Puigcercós apontou a umha cita que considera representativa da hostilidade da Espanha a Catalunya. “Em Madrid consideram que catalám é umha língua de segunda, umha língua que nom vale para fazer cultura. Adolfo Suárez escandalizou-se umha vez e dixo que era impensável que na universidade se departissem aulas de Química em catalám”.

Para o líder republicano, a intençom implícita na sentença é que línguas como o galego, o euscara e o próprio catalám fiquem relegadas ao âmbito familiar, num lugar que eles considerem “pequeno”, e daí a intolerância a fazer da língua catalá a veicular no ensino. Porém, crê que as comunicaçons a nível internacional “beneficiam muito às línguas minoritárias”.

Sobre a situaçom na Galiza, Joan Puigcercós expressou a sua preocupaçom pola regressom dos logros do BNG no governo umha vez que o PP tornou a Sam Caetano. Ademais, remarcou a contrariedade a atitudes em contra da língua própria, como é o caso do líder do Partido Popular, Mariano Rajoy. “Lembro que há anos, no Congresso dos Deputados, espetei-lhe que umha pessoa que nom falava a sua língua nom era de fiar, nom podia ser um homem de palavra, porque para sê-lo, primeiro tes que reconhecer quem és e donde vés”. Além disso, aclarou que a situaçom é má, mas há esperança, já que o BNG tem “capacidade de mobilizaçom social”, como assegura que aconteceu com a oposiçom à Lei de Caixas. “Espero que o de Feijóo seja umha etapa provisional”.

 

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