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Importância do português para a Junta: 0,27%

Belém Grandal – Das 3730 vagas convocadas pola Junta da Galiza para a realizaçom de atividades de formaçom em línguas estrangeiras no curso 2010-2011, apenas 10 (0,27% do total) estám dirigidas a atividades de formaçom em língua portuguesa correspondentes ao alunado de 4º de ESO.

Conforme às bases da convocatória, «o domínio de línguas estrangeiras deve ser o eixo vertebrador no curso escolar 2010-2011 com o alvo de que o alunado adquira competência plurilíngue, para o qual é importante desenvolver estáncias escolares nos correspondentes países e valorizar a educaçom desde umha perspetiva intercultural».

De possuir o português o desenvolvimento preciso nos currículos escolares dos Centros Docentes Públicos da Galiza, quer dizer, que o galego-português fosse língua veicular normal durante o período correspondente à escolarizaçom obrigatória e nom obrigatória do alunado, seria absurdo falar de língua portuguesa como língua estrangeira.

Porém, nada admira conhecendo as políticas restritivas e de desprezo à nossa língua que este governo e as distintas Conselharias promovem e fomentam, sendo a da Educaçom exemplo de como é possível destruir o idioma próprio através da interrupçom da transmissom no ámbito mais favorável (o escolar) e impedindo a possibilidade de reintegrar este alunado ao espaço da Lusofonia a que pertence e do qual provém.

É a Lusofonia um espaço formado por milhons de pessoas em todo o mundo, possuidor dumha imensa riqueza multicultural, e o afastamento imposto restringe, aliás, competências que potenciariam o desenvolvimento de inter-relaçons,  interaçons, e inter-comunicaçons, nom apenas com o nosso país vizinho, Portugal, mas também com outros países lusófonos, muito afastados, situados noutros continentes, América, África ou mesmo Ásia. Estám assim a anular e aniquilar umhas potencialidades e capacidades de natureza intrínseca à nossa essência, ao nosso ser.

O plurilinguismo e a interculturalidade que se mencionam na referida convocatória provenhem e exprimem-se a partir do conhecimento, reconhecimento e respeito à realidade e expressom cultural e linguística próprias de cada povo ou naçom. Se algum povo desconhece, rejeita e despreza a sua própria realidade cultural e linguística, jamais poderá conhecer ou compreender com a profundidade precisa outras realidades alheias.

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