PGL – O Instituto Galego de Estudos Europeus e Autonómicos (IGEA) apresentou o relatório Por um projeto de futuro para o idioma galego. Umha reflexom estratégica [PDF], elaborado por Henrique Monteagudo, com a colaboraçom de Antón Reixa.
O estudo analisa o processo de quebra do «consenso lingüístico» criado por volta do Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega, a atual posiçom do governo do Partido Popular e os reptos que em matéria linguística deve enfrentar o galeguismo político.
Para os autores, há apenas cinco anos a política linguística na Galiza parecia «encarreirada por um bom caminho» graças ao «amplo consenso de base» que presidira a aprovaçom da Lei de Normalizaçom Lingüística nos começos do processo autonómico (1983), cuja aplicaçom e maturaçom se viu refletida em duas iniciativas «fundamentais»: a reforma da norma oficialista em 2003 e a aprovaçom por unanimidade no Parlamento do Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega (2004).
Porém, já em 2006 começárom-se a «fazer visíveis as fendas do aparente consenso político e social», especialmente após o bipartido ter aprovado um novo decreto sobre o uso do galego no ensino, rejeitado polos setores mais extremistas favoráveis à hegemonia do castelhano. Posteriormente, em 2009, o PP voltou à Junta, e publicou umha nova norma, muito mais regressiva e lesiva para o nosso idioma.
Monteagudo e Reixa avançam com este relatório umha proposta de açom com umha aposta na diversidade e a favor do que denominam «bilingüismo restitutivo e regaleguizador» com o intuito de travar a minoraçom progressiva do galego, que poderia acabar com o desaparecimento da língua na Galiza.
A grande conclusom do relatório é «somar, nom restar, competências lingüísticas». Neste senso, chamam a nom insistir na «deslegitimaçom radical do castelhano na Galiza» por entenderem que é um discurso que pode ser visto como ameaça e agressom polos castelhano-falantes, com efeitos «contraproduzentes».
Monteagudo e Reixa pedem um «prévio reconhecimento mútuo» entre galego-falantes e castelhano-falantes como condiçom indispensável para um «pacto de convivência». Nesse contexto é no que pedem colocar a relaçom do galego e o português, mas sem dramatismos nem filologizaçom, e reclamam pôr em valor o galego na sua condiçom de «idioma-ponte para o mundo luso-brasileiro».
Os autores do relatório do IGEA cuidam que se devem realizar políticas «estratégicas» de cara à lusofonia, que necessariamente passam por, entre outras medidas, a promoçom da competência comunicativa em língua portuguesa para a cidadania galega, universalizando a oferta de estudo do português na educaçom secundária e favorecer a circulaçom de produtos culturais e audiovisuais em português no nosso país, ou a intensificaçom em ambos os sentidos dos contatos humanos, económicos e culturais com os países de língua portuguesa.
+ Ligações relacionadas:
- Relatório do IGEA [PDF]
- O português no ensino, o português na Galiza [PGL, 15/11/2010]
- Consello da Cultura Galega organiza encontro com Instituto Camões [PGL, 10/11/2010]
- Disponibilizados na rede os vídeos das intervençons do simpósio Ecolíngua 2009 [PGL, 08/01/2010]
