PGL – Reproduzimos a crónica de Séchu Sende sobre o I Encontro de Escritores da Lusofonia, que decorreu em finais de julho no Palácio da Brejoeira, na localidade portuguesa de Monção.
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Séchu Sende (*) – I Encontro de Escritor@s da Lusofonia. O objetivo era interessante: «Escritor@s, músic@s, criadore@s… pessoas de diferentes âmbitos da cultura e das artes a refletir sobre a realidade da lusofonia (tentando fugir dos tópicos), sobre as novas tecnologias e a sua relação com a literatura e as artes em geral, e sobre os movimentos do chamado Altermundo (ecologismo, empreendedorismo, antibelicismo, feminismo, decrescimento…) e a relação/situação das artes no mundo contemporâneo».
E a aventura em Monção, no Palácio da Brejoeira, foi intensa, emocionante e mui formativa, com momentos de verdadeira revelaçom.
Nos três dias de convívio a nossa relaçom com a imaginaçom e a realidade, com o mundo, mudou. Era inevitável.

Os pés de Aline
Aline Frazão é muito… Aline é muito mais!
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Quando Aline canta
a gente sonha.

Quem nom conheça a literatura de Agualusa já pode ir abrindo qualquer dos seus livros. Eu recomendo o último romance: Milagrário pessoal, umha viagem na procura das palavras.
Agualusa nom é só um dos grandes escritores da nossa língua no mundo, tamém é um dos grandes escritores do mundo em qualquer língua.
Agualusa tamém acredita nisso de que as palavras mudam o mundo. Assi que coincidimos. Ademais, mostrou-se mui interessado pola situaçom sociolingüística da Galiza e falou-nos da situaçom lingüística em Angola.

Tony Tcheka, desde a Guiné-Bissau:
POVO ADORMECIDO
Há chuvas
que o meu povo não canta
Há chuvas
que o meu povo não riPerdeu a alma
na parede alta do macaréuFala calado
e canta magoado(..)

A Coca de Monção. Um dragom no caminho.

O autor de Origem certa do farol de Alexandria e outros contos, Guisán Seixas, e o seu sombreiro, olhando um filme na Casa das Artes.

Um desenho com vinho, café e marcador de Mito Elias, de Cabo Verde, que leva o bicho da poesia dentro mas tamém gosta de compartir. Aqui, um minuto da sua performance no I Encontro de Escritor@s da Lusofonia:
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Depois de cinco desenhos, este é o que mais se parece a José Carlos Vasconcelos, que falou oracularmente sobre lusofonias, acordos ortográficos e outras cousas.

Carlos Taibo, um mestre.

Nom se parece muito mas é Ele.

Países com mar e NH.

Dez palavras dum dos livros que trouxemos de Portugal para acompanhar a Estrela: “A imaginação nunca é demais. A imaginação muda o mundo”
Dez desenhos nom podem resumir três dias. Falta muita gente… mas estades tod@s!
E umha recomendaçom que nos fazemos a nós mesmos, porque aínda nom o lemos e tem muitos corvos dentro: A ressurreição da água, de Maria A. Preto.
(*) Crónica publicada originalmente no blogue Made in Galiza
+ Ligações relacionadas:
- Made in Galiza, blogue do Séchu Sende
- Esta semana decorre em Monção o I Encontro de Escritores da Lusofonia [PGL, 27/07/2011]
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