Partilhar

I Encontro de Escritor@s da Lusofonia

PGL – Reproduzimos a crónica de Séchu Sende sobre o I Encontro de Escritores da Lusofonia, que decorreu em finais de julho no Palácio da Brejoeira, na localidade portuguesa de Monção.

* * * * *

Séchu Sende (*) – I Encontro de Escritor@s da Lusofonia. O objetivo era interessante: «Escritor@s, músic@s, criadore@s… pessoas de diferentes âmbitos da cultura e das artes a refletir sobre a realidade da lusofonia (tentando fugir dos tópicos), sobre as novas tecnologias e a sua relação com a literatura e as artes em geral, e sobre os movimentos do chamado Altermundo (ecologismo, empreendedorismo, antibelicismo, feminismo, decrescimento…) e a relação/situação das artes no mundo contemporâneo».

E a aventura em Monção, no Palácio da Brejoeira, foi intensa, emocionante e mui formativa, com momentos de verdadeira revelaçom.

Nos três dias de convívio a nossa relaçom com a imaginaçom e a realidade, com o mundo, mudou. Era inevitável.

Os pés de Aline

Aline Frazão é muito… Aline é muito mais!

{youtubejw}IDywdlREkVI{/youtubejw}

Quando Aline canta
a gente sonha.

Quem nom conheça a literatura de Agualusa já pode ir abrindo qualquer dos seus livros. Eu recomendo o último romance: Milagrário pessoal, umha viagem na procura das palavras.

Agualusa nom é só um dos grandes escritores da nossa língua no mundo, tamém é um dos grandes escritores do mundo em qualquer língua.

Agualusa tamém acredita nisso de que as palavras mudam o mundo. Assi que coincidimos. Ademais, mostrou-se mui interessado pola situaçom sociolingüística da Galiza e falou-nos da situaçom lingüística em Angola.

Tony Tcheka, desde a Guiné-Bissau:

POVO ADORMECIDO

Há chuvas
que o meu povo não canta
Há chuvas
que o meu povo não ri

Perdeu a alma
na parede alta do macaréu

Fala calado
e canta magoado

(..)

 

A Coca de Monção. Um dragom no caminho.

O autor de Origem certa do farol de Alexandria e outros contos, Guisán Seixas, e o seu sombreiro, olhando um filme na Casa das Artes.

Um desenho com vinho, café e marcador de Mito Elias, de Cabo Verde, que leva o bicho da poesia dentro mas tamém gosta de compartir. Aqui, um minuto da sua performance no I Encontro de Escritor@s da Lusofonia:

{youtubejw}NC2095dNCcs{/youtubejw}

 

Depois de cinco desenhos, este é o que mais se parece a José Carlos Vasconcelos, que falou oracularmente sobre lusofonias, acordos ortográficos e outras cousas.

Carlos Taibo, um mestre.

Nom se parece muito mas é Ele.

Países com mar e NH.

Dez palavras dum dos livros que trouxemos de Portugal para acompanhar a Estrela: “A imaginação nunca é demais. A imaginação muda o mundo”

Dez desenhos nom podem resumir três dias. Falta muita gente… mas estades tod@s!

E umha recomendaçom que nos fazemos a nós mesmos, porque aínda nom o lemos e tem muitos corvos dentro: A ressurreição da água, de Maria A. Preto.

 

 


(*) Crónica publicada originalmente no blogue Made in Galiza

 


+ Ligações relacionadas:

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra