Partilhar

Homenagem Nacional a Carvalho Calero o próximo sábado 27 de Março

Artábria – No próximo dia 25 de Março, cumprem-se 20 anos da morte do intelectual Ricardo Carvalho Calero, um dos principais representantes do reintegracionismo lingüístico, além de prolífico autor literário e científico e representante do nacionalismo histórico galego.

Como entidade radicada na cidade natal de Carvalho, a Fundaçom Artábria sempre deu a essa data a importáncia que merece, aproveitando para lembrar a sua obra e reivindicar as suas ideias, através de actos diversos, como a publicaçom de materiais divulgativos, iniciativas municipais e concentraçons ao pé casa em que nasceu, no Ferrol Velho, em 1910.

Este ano, no que se cumpre o centenário do seu nascimento nom vai ser umha excepçom. Junto a outras entidades do nosso País vimos trabalhando num calendário de actividades durante todo o ano 2010, ano de Carvalho Calero. O próximo sábado 27 de Março, dentro destas actividades, realizaremos umha homenagem em frente da sua casa natal que contará com umha oferta floral, diversas intervençons e um recital poético.

Posteriormente celebraremos um jantar de confraternizaçom pola língua no nosso local social. É preciso confirmar a assitência antes da quinta-feira 25, o preço do prato será de 18€. É possível contactar escrevendo para correiodeartabria[arroba]gmail.com.

 

No Centenário do nascimento de Carvalho Calero, um ferrolano galego e universal

Decorridos 20 anos da morte e 100 do nascimento, a figura de Carvalho nom deixa de crescer e botar raízes na história da Galiza como intelectual integral, cultivador de todos os géneros literários, estudioso da história literária galega e defensor da dignidade lingüística do nosso povo.

Desde o seu compromisso de juventude com o galeguismo de esquerda, a sua participaçom na luita antifascista no Exército republicano, a prisom, a docência nos anos de pedra da ditadura, e o labor de investigaçom lingüistica e literária na etapa posterior, Carvalho Calero caracterizou-se sempre pola independência em relaçom ao poder.

Como estudioso do ámbito filológico e sociolingüístico, autor teatral, poético, romancista… Carvalho representa a geraçom que, antes do golpe fascista de 36, tentou dotar a Galiza de todo o que caracteriza os países normalizados e independentes. É um elo que une a geraçom de Castelao com a do novo nacionalismo do pós-franquismo. De facto, aginha que o abrandamento da ditadura o permitiu, já na madurez vital, o autor ferrolano voltou a esse mesmo compromisso teórico e prático com o País. Fijo-o com afám construtivo, mas sem vender as suas convicçons ao aparelho institucional que começou a fraguar-se a finais da década de 70, quando ele já era o primeiro catedrático de Língua e Literatura Galega.

Apesar de que ninguém pode negar o valor da sua obra, as instituiçons autonómicas condenárom-no ao ostracismo na última etapa da sua vida, por negar-se a abençoar o caminho que se dispunham a seguir em matéria de política lingüística. Por defender, frente às teses que queriam isolar o galego, a unidade lingüística galego-portuguesa e por defender, frente às teses bilingüistas, umha Galiza em galego.

Foi, o daqueles anos 70 e 80, o esforço mais produtivo de Carvalho Calero para o País, como o passar do tempo se tem encarregado de demonstrar. Se há trinta anos era difícil defender a aposta reintegracionista quando Portugal e o Brasil eram realidades tam afastadas, hoje vemos que, sem dúvida, o velho professor estava no certo quando afirmava que o galego seria galego-português ou nom passaria de ser um galego-castelhano.

Já quase ninguém elabora discursos, como daquela se faziam, a defender o isolacionismo galego contra o seu ámbito de relaçom natural. Hoje discutem-se os ritmos ou, em muitos casos, fica-se na desídia e na passividade que mantém o galego em posiçom totalmente deficitária em termos funcionais. Contodo, inclusive a norma escrita utilizada polos poderes públicos tem experimentado algumhas aproximaçons tímidas ao português, como Carvalho defendeu.

As teses reintegracionistas que liderou com firmeza nos anos 70 e 80 estám hoje mais estendidas que nunca apesar da falta de compromisso das instituiçons. Quase ninguém duvida de que esse é o caminho, e incluso há iniciativas diversificadas para avançar nesssa direcçom, ainda que sejam quase sempre sem nengum apoio institucional.

É esse o aspecto que hoje queremos salientar da imensa figura de poeta, dramaturgo, romancista e investigador do ferrolano universal. O seu inquebrantável compromisso com o idioma e com o país, tam necessário naqueles anos e, se calhar, ainda mais necessário no tempo que nos toca viver a nós. Um compromisso que o levou a defender sem ambigüidades que o caminho era, que o caminho é o reencontro com os países que nom mundo falam, como nós, galego.

Hoje enfrentamos umha estratégia legal e institucional de grandes dimensons contra a normalizaçom do nosso idioma. Neste momento, devemos alçar a voz e a acçom colectiva em defesa de umha Galiza em galego, seguindo também aí as teses do velho professor. Hoje, mais do que nunca, reivindicar um Dia das Letras para Carvalho é reivindicar um reconhecimento colectivo nom só da sua pessoa e de toda umha vida dedicada ao galego e à Galiza; é também reivindicar o idioma e o país como o compromisso colectivo de um povo que se nega a deixar morrer a sua identidade.

Através Editora publica Burela, romance do escritor brasileiro Efigénio Moura

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Através Editora publica Burela, romance do escritor brasileiro Efigénio Moura

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC