Partilhar

‘Guerra de Grafias’ em Vigo e ‘101 Falares com Jeito’ na Corunha

PGL – Hoje, dia 3 de fevereiro, terám lugar na Corunha e Vigo atos de lançamento de dous títulos editados pola ATRAVÉS|EDITORA. A norte, 101 Falares com Jeito, de Fernando Corredoira. Será às 20h na AC Alexandre Bóveda, e o ato apresentará-o Aniceto Pinilla. A sul, Guerra de Grafias. Conflito de Elites, de Mário Herrero. Será na Galeria Sargadelos, também às 20h, e apresentará Óscar Díaz Fouces.

101 Falares com Jeito é continuaçom da série de artigos que Corredoira publicou no Velho PGL entre 2002 e 2008. Foram 70 entregas em que o professor corunhês deu numerosas dicas para melhorar nos usos linguísticos e expurgar castelhanismos do nosso idioma.

Falar com Jeito naquela altura, e agora 101 Falares com Jeito, «é um instrumento que resulta de uma conceção ecuménica do galego», enquanto que parte a integrar no espaço da língua comum: «a língua portuguesa, assim dita e conhecida porque foi a nação portuguesa que a tornou língua nacional e internacional». Esta visom da nossa língua e de nós mesmos «já não é nenhuma novidade. Aqui damo-la por ponto assente, por puro instinto de sobrevivência», aclara Corredoira.

Em Guerra de Grafias. Conflito de Elites, Mário Herrero Valeiro repassa o jogo glotopolítico (políticas da língua) que levárom a que umha das duas estratégias, a autonomista, alcançasse o estatuto da oficialidade bem como as relações com os detentores do poder político.

Ainda que a sua fundamentaçom ideológica começa já a se desenvolver nas últimas décadas do século XIX e continua ao longo dos dous primeiros terços do XX, esta guerra de elites enfrenta desde a década de 1970 os defensores da independência glotopolítica do galego em relaçom ao português (autonomistas, diferencialistas, isolacionistas) e os defensores da unidade glotopolítica do galego-português (reintegracionistas, lusistas, regeneracionistas).

A posiçom legitimada é desde 1982-83 a diferencialista, através da sua sançom legal polo governo autónomo galego. Ainda que o diferencialismo é também defendido e, o que entendemos como aspeto fundamental, sustentado polos setores nacionalistas espanhóis que detêm e usufruem o poder institucional, estas duas tendências – na atualidade e polo menos numha parte dos seus precedentes históricos – podem ser inseridas com maior ou menor clareza num nacionalismo galego em que se enfrentam grupos com ideologias lingüísticas irredutíveis.


+ Ligações relacionadas:

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Lançamento de Begonha Caamanho, uma das nossas, em Lugo

Ângelo Brea apresenta Ensinamentos de Rahotep em Bertamiráns

Através Editora publica Ensinamentos de Rahotep, de Ângelo Brea, obra ganhadora do I Prémio de Criação Literária da Cátedra Carvalho Calero da USC

Lançamento de Tourists, go home? Em Ponte Vedra