PGL Países Cataláns – Como avançou já o Portal no verao, os novos governos do PP nas Ilhas Baleares e no Aragom estám a intensificar os trabalhos para eliminar a proteçom legal à língua catalá, própria de todo o arquipélago mediterráneo e da faixa leste aragonesa.
No Aragom, a presidenta regional, Luisa Fernanda Rudi, leva desde a tomada de posse intentando recortar ou derrogar a Lei de Línguas, aprovada em dezembro de 2009, a qual tinha sido umha tímida iniciativa para dar certa proteçom às línguas aragonesa —falada na zona mais setentrional da regiom, na província de Huesta, a pé dos Pirinéus—, e catalá —falada em toda a faixa leste das províncias de Huesta, Saragoça e Teruel—.
Do PP do Aragom já está preparada umha proposta legislativa que será remetida «aginha» às Cortes aragonesas. Segundo as informaçons que maneja o portal Racó Català, será um texto de mínimos que recolherá a condiçom do aragonês e do catalám como línguas «próprias e históricas» da regiom, mas apenas dará caráter oficial ao castelhano. Ainda, no ámbito do ensino e da administraçom, a sua presença e uso será apenas «voluntária», o qual nom dará qualquer proteçom real aos falantes destes idiomas.
Tampouco seria descartável na versom final do texto a ausência explícita dos termos «aragonês» e «catalám» para introduzir, no seu lugar, o circunlóquio «variedades lingüísticas autóctones». Esta modificaçom faria-se com o intuito básico de quebrar a unidade lingüística entre o catalám da faixa oriental do Aragom e o falado na Catalunha, impulsionando —como até o momento— sistemas de escrita baseados no castelhano.
Retrocesso histórico nas Baleares
Nas Baleares as agressons ao catalám começárom mais aginha do que no Aragom. Já no verao, ou governo autonómico suprimiu a linha de ajudas à imprensa nom diária em catalám. Mais recentemente, em dezembro, cumpriu umha das suas promessas eleitorais e ordenou clausurar Televisió de Mallorca, a única das TV públicas do arquipélago com programaçom 100% em catalám.
Agora, o governo balear lança um novo «míssil contra a língua» —esse é o qualificativo empregue por entidades em defesa da língua— com um anteprojeto de lei para modificar a atual legislaçom em matéria de normalizaçom do catalám. As novidades som ainda mais regressivas que as encetadas na Galiza, mas parecem ser a folha de rota a seguir: consideraçom do castelhano como língua «própria» das Ilhas e, portanto, de uso também normal por parte da Administraçom; eliminaçom do requisito de domínio da língua catalá para aceder ao emprego público; modificaçom da legislaçom em matéria toponímica para que as localidades possam ter dupla denominaçom oficial em catalám e castelhano.
+ Ligaçons relacionadas:
- Apupam autarca da faixa leste do Aragão por falar catalão [PGL, 15/11/2011]
- «Vergonha» nas Baleares pelo fim das ajudas à imprensa não diária em catalão [PGL, 18/08/2011]
- Novos governos do PP ameaçam catalão no Aragom e nas Baleares [PGL, 19/07/2011]
