PGL – Um estudo realizado pela Universidade de Edimburgo e o Instituto de Nizam de Ciências Médicas de Hyderabad (Índia) conclui que as pessoas que falam mais dum idioma desenvolvem a enfermidade de Alzheirmer quase cinco anos mais tarde que os monolingues. O bilinguismo também beneficia a pacientes com demência frontotemporal e vascular.
Suvarda Alladi e sete coautores publicaram este estudo, o maior até o momento, na revista Neurology. Para realizá-lo foram avaliados 648 pacientes, dos que 391 eram bilingues, da clínica de memória dum hospital universitário índio. Em contraste com outros estudos anteriores, nesta ocasião o grupo bilingue não estava formado por imigrantes.
Entre as conclusões mais relevantes, os investigadores destacam que as pessoas bilingues analfabetas obtêm igual benefício que as que sabem ler e escrever e a vantagem mostra-se independentemente da educação, sexo, ocupação e residência rural o urbana. Suvarna Alladi e os outros coautores interpretam os resultados no contexto da influência positiva do bilinguismo no “processo executivo” das pessoas, que inclui a capacidade de prestar atenção, planificar e organizar os pensamentos.
O efeito protetor do bilinguismo era já conhecido por estudos anteriores, como o que publicou em Child Development Ellen Bialystok, psicologista da Universidade de York em Toronto (Canadá), que concluía que as crianças bilingues são melhores nas categorias de comutação – em essência, a multitarefa. O trabalho agora publicado soma-se à evidência crescente de que o bilinguismo na infância terá consequências positivas no futuro.
